Um observatório da imprensa para a cidade de Bom Despacho e os arquivos do blog Penetrália
domingo, 4 de março de 2012
Che e os cristãos
Che Guevara e os Cristãos
"Os cristãos devem optar definitivamente pela Revolução e muito especialmente em nosso continente, onde é tão importante a fé cristã na massa popular. Mas os cristãos não podem pretender na luta revolucionária, impor seus próprios dogmas, nem fazer proselitismo para suas igrejas: devem chegar sem a pretensão de evangelizar os marxistas e sem a covardia de ocultar sua fé para assemelhar-se a eles.
Quando os cristãos se atreverem a dar um testemunho revolucionário integral, a Revolução Latino-Americana será invencível, uma vez que até agora os cristãos permitiram que sua doutrina fosse instrumentalizada pelos reacionários".
As palavras acima de Che Guevara, primeiro, desmistificam marxistas que dizem que todos os ícones da revolução foram ateus e não quiseram diálogo com os cristãos, que, no dizer destes, são portadores do atraso..
Segundo, tomamos estas palavras de Che Guevara como proféticas, portanto inspiradas. Che Guevara está colocando as condições para a revolução na América Latina. Quando os cristãos se atreverem a dar um testemunho revolucionário integral, a Revolução Latino Americana será invencível.
Quão verdadeiras foram estas palavras de Che Guevara! Nelas se acham as razões porque a revolução nunca vingou na América Latina. Não estava no poder dos marxistas a sua realização, mas no poder que eles teriam de despertar os cristãos para ela. E então seria invencível! Nunca se viu na América Latina os cristãos se despertarem para a revolução, e esta é a explicação, única, porque a Revolução nunca aconteceu em nosso continente. Está nas premissas. A Revolução Latino Americana só seria invencível quando os cristãos dessem testemunho integral.
Ora, até agora os cristãos permitiram que sua doutrina fosse instrumentalizada pelos reacionários: as palavras de Che Guevara estão carregadas de pessimismo, ele pressentindo que a revolução nunca acontecerá na América Latina, porque ela está no poder dos cristãos, e os cristãos são dominados pelos reacionários?
Que isto nunca aconteça! Quem tem o espírito percebe que Che Guevara descobriu as razões dos limites da revolução no continente latino-americano, e a dedução é a mais lógica possível: ele está lançando um apelo aos revolucionários: querem a revolução? Olhem para os cristãos! Quando ganharem a sua confiança e adesão nada mais deterá a revolução na América Latina. Ela se tornou irreversível! Vila após vila, cidade após cidade, país após país, foram contagiados do seu poder e das suas esperanças. Tornaram-se revolucionários. A efervescência revolucionária está por todos os lados, em cada coração, balbuciada nos lábios, em lábios que acredita...
Os revolucionários irão compreendê-lo, se abstendo do seu dogmatismo? Os cristãos irão compreender que seu testemunho revolucionário é parcial, passando então a dar um testemunho Integral de sua fé, aderindo à revolução e não mais permitindo que a sua fé seja instrumentalizada, pelos rochedos ocultos sob á água, nos seus ágapes, banqueteando-se convosco, como tão bem aparece na epístola inspirada de Judas?
Ora, uma vez que Che Guevara tinha uma confiança inabalável na Revolução, e a revolução iria acontecer quando os cristãos dessem um testemunho integral de sua fé, não podemos dizer que quando Che Guevara concebeu esta visão foi uma revelação de Deus? Deus lhe mostrando o potencial revolucionário adormecido nos cristãos? Destarte, como Moisés que foi levado por Deus ao alto do monte Nebo, ao cume do Pisga, e dali lhe foi mostrado toda a terra do outro lado, que ele mesmo não entraria, mas entraria o povo que libertou do Egito, ora, não podemos dizer que nestas palavras de Che Guevara sobre os cristãos foi na verdade Deus consolando seu espírito, que na verdade a revolução iria ocorrer em todo o continente latino-americano, mas quando chegasse o tempo dos cristãos serem despertados para ela e passarem a dar um testemunho integral de sua fé?
Esse dia chegará realmente à América Latina? Os cristãos, essencialmente majoritários, se acordarão para darem um testemunho integral de sua fé, ao lado do combate às concupiscências da carne, que tem traspassado a muitos com muita dor, também um combate contra as concupiscências do dinheiro, que tem semeado nos lares brasileiros tantas desgraças? Pelo amor à raiz de todos os males, é sem conta o número de brasileiros que se arrastam no seu sofrimento?
Ora, Deus é aquele que dá a promessa e a cumpre. E quando vemos políticos como Cristovam Buarque, que tem escrito onde fala que a paz do homem está na sua reconciliação com a Transcendência, que é o homem integral, e Marina Silva, que tem uma fé inabalável em Deus, a nós é muito claro que Deus está se movimentando para cumprir as palavras inspiradas que saíram da boca de Che Guevara. E já vemos, no espírito de profecia, os jovens que amam Che Guevara e a revolução, bem como todos os religiosos verdadeiramente cristãos, católicos e evangélicos, se encaminhando para este caminho, conscientes, convictos, que é ele que vai criar não só um Brasil, e não só uma América Latina, mas uma terra inteira de gente feliz, de gente feliz que ama o próximo como a si mesmo; que busca não a sua vantagem, mas a vantagem da outra pessoa (a essência verdadeira do cristianismo),como tão bem aparece na Palavra de Deus (*).
E quero terminar estas colocações chamando a atenção de marxistas que acham que todos os ícones da revolução foram ateus e não quiseram diálogo com os cristãos, que foi encontrado na mochila de Che Guevara quando capturado na Bolívia um poema com versos do poeta Leon Felipe: “Cristo, te amo, não porque desceste de uma estrela, mas porque me revelaste que o homem tem lágrimas e angustias, chaves para abrir portas e cerrá-las à luz”. Quantas e quantas vezes Che Guevara abandonado por todos os seus naquele lugar abandonado não balbuciou estes versos de Leon Felipe? Cristo, te amo?
_________________
*I Coríntios 10.24
Quem Kant seus males espante
Kant escreveu esses textos (Os Prolegômenos) para explicar sua filosofia, uma vez que sofreu duras críticas. Para Kant, a questão é se a metafísica é possível, continuariam sendo possíveis determinados juízos, como por exemplo, os juízos sobre a experiência antes da experiência (juízos sintéticos a priori). Os juízos analíticos são os juízos que não se fundam sobre a experiência. O senso comum consegue fazer esse tipo de juízo sobre a experiência, ou seja, responde que sim. Mas mesmo assim Kant prossegue nessa questão. Mas por que o senso comum pode fazer um juízo sobre a experiência sem ter a experiência? Por que a própria “faculdade de julgar”, que Kant pensa que já é dada, é FORMADA, ela mesma, tanto por uma tendência à linguagem que temos quando nascemos quanto pela experiência de socializar entre seres humanos. Alguém isolado do convívio social desde a infância, tal como o Kaspar Hauser do filme de Herzog, não tem faculdade de julgar, ela não é dada.
Por que? Porque, embora ela se manifeste se a pessoa for organicamente normal, ela depende da interação social. Para Hume, as normas com que lida a moral não podem simplesmente ser deduzidas dos fatos. Exemplo: o hotel localiza de frente para o mar. Logo, o hotel é bom para quem não gosta de mar, o hotel não é bom. Então, existe um salto lógico. Kant busca uma fundamentação dos valores que não se fundamente nos fatos objetivos, ou seja, ele sai em busca de outro fundamento. A solução de Kant para combater o subjetivismo em ética é que o dever-ser está na consciência e não nos fatos. O dever, então, é um fato da razão. Para Kant, a metafísica é possível, pode ser que existam juízos sintéticos a priori, ou seja, juízos sobre a experiência sem a experiência. Por exemplo: não foi possível comprovar a presença de Deus através dos sentidos e da experiência. A conexão de causa e efeito não poderia ser possível a partir dos conceitos e implica em necessidade. O conceito de tal conexão não pode ter sido algo que passou pela experiência.
Para Hume, a razão não tem faculdade de pensar em tais conexões e é nessa impossibilidade que ele está pensando. Kant está escrevendo contra Hume: a razão é uma faculdade. Exemplo de um juízo a priori e uma proposição analítica: “o ouro é um metal amarelo”. Os juízos sintéticos a priori são os que se originam do entendimento puro e da razão pura. Os juízos de experiência são sempre sintéticos. Um juízo analítico não se funda na experiência. Para a fenomenologia, deve-se estudar os fenômenos, ou seja, as representações para Kant e não o “noumenon”, que seriam as coisas em si, as tais mônadas entre as quais não haveria comunicação e, para resolver esse problema com relação às subjetividades, inventou-se a razão comunicativa (Habermas). Para ele, existe o mundo exterior, que pode ser conhecido, mas a consciência e o entendimento só têm acesso a uma aparência do mundo e a coisa em si permanece, portanto, desconhecida. O que faço objeção é ao seguinte ponto: essa aparência do mundo deixaria a descoberto o fato de que não conhecemos a coisa em si, que permaneceria desconhecida e misteriosa, fora a questão seguinte: qual a relação entre a coisa em si e a representação? A ciência não poderia conhecer leis sobre as coisas, estaria fazendo leis sobre representações, somente? Existiriam leis para as coisas em si e leis para as representações? A ciência teria acesso somente à aparência observável? Então, como explicar os atuais avanços da ciência, tais como a ruptura do átomo, a clonagem, todos que fazem supor que a ciência conhece as coisas a fundo e não só suas aparências? Kant escreve para resolver como é possível o juízo sobre a experiência sem experiência. Se ele for possível, a metafísica é possível. De certa forma, alguns problemas de ordem metafísica irão decorrer da solução kantiana, que é o chamado idealismo transcendental ou idealismo crítico. Ele não nega que exista um ser fora de nós, mas nós só temos acesso a representações do mundo e não às coisas em si. Já o idealismo tradicional não reconheceria nenhum ser que não o pensamento.
Para Kant, existem coisas fora de nós, fora de nossos sentidos, mas essas coisas são objetos de nossos sentidos, existentes fora de nós, só que nada sabemos do que elas possam ser em si mesmas, mas conhecemos apenas os seus fenômenos, isto é, as representações é que produzem o que vemos ao afetarem nossos sentidos. O objeto nos é desconhecido, mas nossa sensibilidade conhece apenas o fenômeno, que nem por isso é menos real, no entender dele. Mas aí surge o problema da diferença entre as representações e as coisas mesmas. Se as propriedades das coisas mesmas fossem diferentes de suas representações, ou seja, se o númeno fossem totalmente diferente do fenômeno, então a ciência não seria possível. Mas Kant afirma que as coisas têm muitos de seus predicados em comum com suas representações, o que torna sua doutrina compatível com a ciência. No entanto, como eu tenho uma representação e você outra, sendo nossas consciências também coisas em si, estamos compartilhando representações e entre as representações existiram falhas, pois não são as coisas em si. Cada um teria a sua representação, o que seria uma filosofia que, segundo Politzer, pode ser usada para confundir as massas.
Por que? Porque, embora ela se manifeste se a pessoa for organicamente normal, ela depende da interação social. Para Hume, as normas com que lida a moral não podem simplesmente ser deduzidas dos fatos. Exemplo: o hotel localiza de frente para o mar. Logo, o hotel é bom para quem não gosta de mar, o hotel não é bom. Então, existe um salto lógico. Kant busca uma fundamentação dos valores que não se fundamente nos fatos objetivos, ou seja, ele sai em busca de outro fundamento. A solução de Kant para combater o subjetivismo em ética é que o dever-ser está na consciência e não nos fatos. O dever, então, é um fato da razão. Para Kant, a metafísica é possível, pode ser que existam juízos sintéticos a priori, ou seja, juízos sobre a experiência sem a experiência. Por exemplo: não foi possível comprovar a presença de Deus através dos sentidos e da experiência. A conexão de causa e efeito não poderia ser possível a partir dos conceitos e implica em necessidade. O conceito de tal conexão não pode ter sido algo que passou pela experiência.
Para Hume, a razão não tem faculdade de pensar em tais conexões e é nessa impossibilidade que ele está pensando. Kant está escrevendo contra Hume: a razão é uma faculdade. Exemplo de um juízo a priori e uma proposição analítica: “o ouro é um metal amarelo”. Os juízos sintéticos a priori são os que se originam do entendimento puro e da razão pura. Os juízos de experiência são sempre sintéticos. Um juízo analítico não se funda na experiência. Para a fenomenologia, deve-se estudar os fenômenos, ou seja, as representações para Kant e não o “noumenon”, que seriam as coisas em si, as tais mônadas entre as quais não haveria comunicação e, para resolver esse problema com relação às subjetividades, inventou-se a razão comunicativa (Habermas). Para ele, existe o mundo exterior, que pode ser conhecido, mas a consciência e o entendimento só têm acesso a uma aparência do mundo e a coisa em si permanece, portanto, desconhecida. O que faço objeção é ao seguinte ponto: essa aparência do mundo deixaria a descoberto o fato de que não conhecemos a coisa em si, que permaneceria desconhecida e misteriosa, fora a questão seguinte: qual a relação entre a coisa em si e a representação? A ciência não poderia conhecer leis sobre as coisas, estaria fazendo leis sobre representações, somente? Existiriam leis para as coisas em si e leis para as representações? A ciência teria acesso somente à aparência observável? Então, como explicar os atuais avanços da ciência, tais como a ruptura do átomo, a clonagem, todos que fazem supor que a ciência conhece as coisas a fundo e não só suas aparências? Kant escreve para resolver como é possível o juízo sobre a experiência sem experiência. Se ele for possível, a metafísica é possível. De certa forma, alguns problemas de ordem metafísica irão decorrer da solução kantiana, que é o chamado idealismo transcendental ou idealismo crítico. Ele não nega que exista um ser fora de nós, mas nós só temos acesso a representações do mundo e não às coisas em si. Já o idealismo tradicional não reconheceria nenhum ser que não o pensamento.
Para Kant, existem coisas fora de nós, fora de nossos sentidos, mas essas coisas são objetos de nossos sentidos, existentes fora de nós, só que nada sabemos do que elas possam ser em si mesmas, mas conhecemos apenas os seus fenômenos, isto é, as representações é que produzem o que vemos ao afetarem nossos sentidos. O objeto nos é desconhecido, mas nossa sensibilidade conhece apenas o fenômeno, que nem por isso é menos real, no entender dele. Mas aí surge o problema da diferença entre as representações e as coisas mesmas. Se as propriedades das coisas mesmas fossem diferentes de suas representações, ou seja, se o númeno fossem totalmente diferente do fenômeno, então a ciência não seria possível. Mas Kant afirma que as coisas têm muitos de seus predicados em comum com suas representações, o que torna sua doutrina compatível com a ciência. No entanto, como eu tenho uma representação e você outra, sendo nossas consciências também coisas em si, estamos compartilhando representações e entre as representações existiram falhas, pois não são as coisas em si. Cada um teria a sua representação, o que seria uma filosofia que, segundo Politzer, pode ser usada para confundir as massas.
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A Questão Judicial
Adamir Gerson
Bem sabemos quem é o poder judiciário no Brasil. E recentemente com a ação da ministra Eliane Calmon de Sá ficou-se sabendo que ele é tão podre, ou mais podre que os poderes executivos e legislativos. Raposas tomam conta de todos os galinheiros de poder do país.
Sabemos que os juízes são ligeiros em solução quando a questão é reintegração de posse. Propriedades ocupadas já no dia seguinte são expedidas uma ordem de reintegração de posse. No demais a justiça é lenta, corporativista e corrupta, muito mais lenta que o sistema de saúde no país para atender os necessitados.
Mas esta justiça que aí está não é Justiça. São apenas mecanismos criados pelo sistema para perpetuar a posse dos donos do poder. Está a serviço da ordem burguesa, daí tantos descalabros cometidos por magistrados togados.
Mas podemos e devemos criar uma nova justiça, a verdadeira justiça, aquela que como relâmpago se manifestou na sabedoria do rei Salomão. A síntese de cristãos e marxistas deve funcionar a contento, com a sua ação concatenando e conjugando a conquista de todos os poderes que estão em mãos frutos do pecado original. É seu dever reaver tudo o que foi perdido com o pecado original.
E como seria o sistema judicial em um Governo de Cristo? Em todas as vilas, espalhados pela cidade, funcionária bancas de julgamentos. E elas seriam ocupadas por ministros da Palavra de Deus que deram testemunho de possuir a consciência celestial. De modo que a população levaria as suas causas e as suas petições a estes ministros de Deus para serem julgadas.
Como o socialismo celestial é a construção da casa nova por dentro da casa velha, removendo os seus cômodos e no lugar construindo os novos cômodos, no início estas bancas de julgamento espalhadas pela cidade cuidariam de causas menores, direcionando ao poder judiciário oficial as causas mais complexas. Mas, pouco a pouco elas irão avançando até que todo o poder judicial esteja nas mãos de cristão-socialistas, bem como todo o poder executivo e todo o poder legislativo. Foi apenas uma pincelada sobre o assunto, mas que no Governo de Cristo essa de juízes se colocarem acima da sociedade, recebendo salários abusivos, isto com certeza deixará de existir. Com certeza.
A Porção Dupla de Deus
Adamir Gerson
“E quanto a vós, sereis chamados de Sacerdotes de Javé; dir-se-á que sois ministros de nosso Deus. Comereis os recursos das nações e na glória delas falareis exultantemente de vós mesmos. Em vez de vossa vergonha haverá uma porção dupla, e em vez de humilhação gritarão de júbilo por causa do vosso quinhão. Portanto, na terra deles tomarão posse de uma porção dupla. A alegria tornar-se-á sua por tempo indefinido”, Isaías 61.6-7
Segundo o filósofo alemão Hegel, que viveu boa parte de sua vida no século XIX, todo o movimento do Absoluto segue a tríade Tese, Antítese e Síntese. Primeiro o movimento do Absoluto cria a Tese, em seguida cria a Antítese como a sua negação, e finalmente ele unifica os dois acontecimentos na síntese, que é o momento quando se reconhece osso do mesmo osso e carne da mesma carne, um só espírito. Foi o que aconteceu, por exemplo, no ato da criação do homem e da mulher. Deus criou o homem, de uma parte do homem criou a mulher, e então trouxe um ao outro, com os seus olhos se abrindo e se descobrindo termos complementares. O homem se completava na mulher e a mulher se completava no homem.
Pois é, estamos a dizer para todo o povo de Deus de Bom Despacho e Araçatuba (*), em primeiro, que toda a história do povo hebreu, desde Abraão até a sua sublimação em Jesus, toda esta história tem novamente se repetido. Um novo Abraão, um novo Moisés, um novo Josué, um novo João Batista, e finalmente a sua consumação se dá na revelação do Filho do homem vindo com as nuvens do céu com poder e grande glória. Tudo se repete passo a passo.
Para facilitar o entendimento do homem e da mulher de Deus esse movimento do Absoluto em torno da História que fez repetir toda a história do povo hebreu era como se a Terra tivesse dado uma volta em torno do sol. Como sabemos a Terra em torno do sol nas estações do inverno e da primavera produz flores; e nas estações do verão e do outono produz frutos. As flores, com o seu perfume e a sua beleza de cor, é o alimento para o espírito, mas os frutos o alimento para o corpo. Pois é, toda a história do povo hebreu, desde Abraão, e se consumando em Jesus, tal movimento corresponde aos tempos estacionais do inverno e da primavera. Era como se no Judaísmo a História tivesse produzido os botões do Reino, e no Cristianismo os botões do Reino tivessem se aberto em flor, na mais pura das flores, Jesus Cristo de Nazaré. E como o movimento da Terra não se encerra na primavera, mas prossegue, agora para adentrar as estações do verão e do outono e produzir os frutos, de igual modo a História da Salvação iria prosseguir, agora para produzir a salvação material. Até Jesus ela produziu a salvação espiritual, depois, na repetição ela iria produzir a salvação material. E finalmente iria reconciliar a salvação espiritual e a salvação material em um só corpo. Foi isto o vaticínio do profeta Miquéias, como segue: E naquele tempo sentar-se-ão cada um debaixo de sua videira e debaixo de sua figueira; e não haverá quem os faça tremer, Miquéias 4.4. Foi isto também o que quis dizer o apóstolo Paulo: em parte conhecemos e em parte profetizamos; mas, quando vier o que é completo, o que é em parte será aniquilado, ICoríntios 13.9-10.
A Porção Dupla de Abraão e Marx
“Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que gradualmente vos deu à luz com cores de parto. Pois ele foi um só quando o chamei, e eu passei a abençoá-lo e a fazê-lo muitos”, Isaias 51.2
Conhecemos a história de Abraão, de como Deus apareceu a ele com o chamado para que deixasse a casa de seus pais, e a sua parentela e fosse para a terra que Deus lhe mostraria. E Abraão passou a fazer exatamente assim, indo para Canaã e conhecendo Canaã com os próprios olhos.
E conhecemos a História de Abraão de como andou peregrino pelas nações, sendo enxotado e oprimido pelas nações, todavia na sua diáspora o que se via era Abraão onde quer que fosse ali erguia um altar a Deus e passava a invocar o seu nome e passava a falar sobre o Deus que lhe apareceu. De como ele era o Único Deus, o criador de todas as coisas, o único para ser adorado e venerado.
Com isso Abraão trouxe Deus para rivalizar com os deuses das nações e foi, assim, tornando Deus conhecido das gentes. De modo que nascia um conflito entre eles.
Mas, se os acontecimentos da História se repetem duas vezes, como Tese e Antítese, este acontecimento ímpar de Abraão teria realmente se repetido na História? Sim, com o judeu de família convertida ao protestantismo chamado Karl Marx.
Marx, naquele ano judaico de 1843, ano judaico de intensas expectativas messiânicas, por causa dos seguidores de Guilherme Miller que acreditaram que a volta de Jesus iria dar-se neste ano judaico, ora, neste ano judaico de 1843, Marx casou-se e literalmente deixou a casa de seus pais, deixou a sua pátria, deixou a sua parentela, deixou tudo que tinha e tornou-se peregrino no mundo.
Como Abraão Marx começou a andar e a vaguear pelas nações, sendo enxotado de nação em nação e a ser oprimido. Todavia onde quer que Marx fosse ele falava do poder dos trabalhadores, de como a classe dos trabalhadores era a classe Única e Verdadeira, pois todas as coisas eram produzidas pelas suas mãos e pelo seu trabalho.
Marx teria sido o antítipo de Abraão? A sua face antropológica? Destarte, Abraão e Marx formam a porção dupla de Deus de que seus filhos tomariam posse? De modo que todos aqueles que tomarem a posse desta porção dupla irão gritar de júbilo por causa deste quinhão? Irão amar a Deus na mediação de Abraão e irão amar ao povo trabalhador na mediação de Marx?
Marx teria sido um novo Abraão? Ora, sabemos que Abraão não peregrinou sozinho, mas estava em quatro peregrinos, Abraão, seu sobrinho Ló, sua esposa Sara e a serva egípcia Agar.
Mas Marx também peregrinou em quatro: Marx, seu companheiro inseparável Engels, sua esposa Jenny e a doméstica Demuth Lenchen, que com oito anos de vida veio morar com os Marxs e ficou com eles até a sua morte (**).
E o episodio de Abraão que por causa da grande fome que sobreveio a terra ele desceu ao Egito e foi morar na terra de Faraó? E ali adquiriu grandes riquezas, subindo para fora do Egito abastado de manadas, e de prata e de ouro? Não só Abraão, mas também Ló saiu do reino da Bélgica abastado de bens?
Mas isto também não aconteceu com Marx? Por causa da grande perseguição que se abateu contra os movimentos revolucionários em toda a Europa por causa da revolta revolucionária de 1848, então Marx, fugindo da perseguição, desceu para residir no reino da Bélgica. De modo que entrou na Bélgica Marx, sua esposa Jenny, seu companheiro Engels e a doméstica Demuth Lenchen.
E foi na Bélgica que Marx se revelou ser carne. Pois, para ter onde residir, negou o que mais tinha de precioso em sua vida, a pregação política entre os trabalhadores de qualquer país que fosse. Pois a polícia belga fez Marx jurar que não iria ter contato com os trabalhadores belgas.
Mas sobreveio uma grande onde revolucionária na Bélgica e o rei Leopoldo sentindo que tinha sido ludibriado por Marx, pois Marx nunca parou com sua atividade revolucionária, mandou que Marx fosse expulso do país. De modo que a polícia belga escoltou Marx para fora do país, ele e tudo o que tinha (***)
E foi neste período em que esteve na Bélgica o período mais fértil de Marx, pois foi aqui que ele elaborou o Manifesto Comunista e foi aqui que ele amadureceu as suas idéias. De modo que quando Marx saiu da Bélgica era um homem cheio de riquezas espirituais. Não só ele, mas Engels também adquiriu grandes riquezas espirituais no tempo em que esteve na Bélgica, inclusive que teve participação ativa na elaboração do famoso Manifesto Comunista que foi o guia e condutor de toda luta dos trabalhadores contra o Faraó moderno em todo o século XX.
E como explicar o episódio em que Marx e Engels, amigos inseparáveis, finalmente se separaram, de modo que Engels foi morar em Manchester, mas Marx em Londres? Mais de vinte anos sem se verem, fato que intrigou os historiadores, pois uma cidade não era muito distante da outra e como amigos inseparáveis assim puderam ficar tanto tempo sem se verem? Teria sido porque no tipo os dois amigos inseparáveis, Abraão e Ló, finalmente se separaram, de modo que Ló foi morar no Distrito do Jordão, mas Abraão em Canaã?
Amigo leitor, o que achas de tudo o que foi dito? O Deus de Abraão teria sido o mesmo Deus de Marx? O Deus que esteve em Abraão foi o mesmo Deus que esteve em Marx? E se o homem ama Abraão, mas não ama Marx, ele não pode estar em falta com Deus? Como também está em falta com os trabalhadores o homem que ama Marx, mas não ama Deus, o fundamento de Marx?
Mostre o seu amor a Deus falando também com denodo de Marx, sem medo dos homens da terra que podem matar o corpo, mas não a alma. Os homens da terra inventaram muitas mentiras sobre Marx, de que ele era vagabundo e vivia nas custas de Engels (****), de que ele era satanista (*****), de que era desalmado sem amor pelos pais (******) Filie-se no Partido Celestial e vamos construir um Brasil que realmente é de Deus, não só nas palavras, mas também nos atos. Nos atos de fazer com que toda a riqueza produzida pelos trabalhadores primeiro vá para as suas mãos e para satisfazer as suas necessidades, pois a Palavra de Deus diz que os que trabalham devam ser os primeiros a comer dos frutos. Por causa de Marx, vem chegando aquele dia em que segundo o profeta Isaías os escolhidos de Deus iriam construir e outros não teriam moradas – porque eles construíam para Faraó e seus servos morar, enquanto eles mesmos moravam excluídos nos guetos de Gózen; iriam plantar e outros não iriam comer – porque no Egito eles plantavam e quem comiam era Faraó e seus servos, ao passo que eles mesmos viviam da ração diária o suficiente para não morrer; iriam trabalhar e usufruir plenamente do trabalho de suas mãos – porque no Egito eles trabalhavam, mas quem usufruíam do trabalho de suas mãos era Faraó e seus servos(*******) Ora vem Senhor Jesus.
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* É que em Bom Despacho e Araçatuba estão surgindo os primeiros núcleos do reino político de Jesus Cristo. Em Araçatuba com Missionário Rodolfo, jovem cego, mas que a luz de Deus ilumina todo o seu espírito lhe mostrando as coisas que estão fora não vistas pela maioria dos homens, e com Edson Maciel, professor de Filosofia. E em Bom Despacho com Lúcio Espírito Santo Junior.
** Sobre Demuth Lenchen, a doméstica que veio morar com a família de Marx quando ainda criança, ela realmente foi uma segunda esposa para Marx, esposa espiritual, pois a ela tudo era confidenciado. Mas é preciso dizer que ela teve um filho com Marx, fato que segundo muitos historiadores macularam a vida de Marx. Mas, o fato de Marx ter tido um filho com esta doméstica não é porque Abraão teve um filho com a serva egípcia Agar?
*** E Faraó deu ordens aos homens concernentes a ele, e foram escoltar a ele e sua esposa, e a tudo o que tinha.
**** Os inimigos do socialismo, no afã de desacreditar Marx, se aproveitaram de um fato real em que Engels, depois que se esvaiu todas as economias de Marx, passou a auxiliá-lo financeiramente de modo a não deixar que ele e sua família passassem fome ou tivessem que abandonar a luta revolucionária e se dedicar ao trabalho para a sobrevivência. Os carnudos aproveitam deste fato para lançarem a pecha de que Marx era vagabundo. Não gostava de trabalhar. Mas Marx não era vagabundo, coisa nenhuma, pois trabalhava noite e dia na obra revolucionária.. Engels foi providência de Deus para que Marx pudesse levar a bom termo a luta teórica que Deus estava travando contra o Faraó moderno, o capitalismo.
***** O pastor norte-americano Richard Wurmbrand escreveu o livro ERA MARX SATANISTA? Só o título do livro já dá para se perceber de tratar-se de uma obra satânica. A vida religiosa de Marx se deu entre o judaísmo e o protestantismo, não tendo tido jamais contato com qualquer outra forma de religião senão como interesse científico. Pior ainda com o ocultismo. A obra de Deus está cheia de Anás e Caifás. Estes são aqueles que aparecem na carta de Judas: Ai deles, porque foram pela vereda de Caim e se arremeteram no proceder errôneo de Balaão, para uma recompensa, e pereceram na conversa rebelde de Corá; estes são os rochedos ocultos sob a água, nos vossos ágapes, banqueteando-se convosco, pastores que se apascentam a si mesmos sem temor; nuvens sem água, levados pelos ventos; arvores no fim do outono, mas infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias causas pára vergonha; estrelas sem rumo fixo, para as quais está reservado para sempre o negrume da escuridão. Esses Anás e Caifás no meio do povo de Deus, tendo se especializado em escrever mentiras contra Marx e o comunismo, tem ficados ricos. Muitos deles chegaram a criar impérios econômicos a partir da Palavra de Deus. A palavra de Deus é a mercadoria de suas transações comerciais. Mas, como disse João acerca de Jesus: quem estiver praticando o pecado origina-se do Diabo, porque o Diabo tem estado pecando desde o princípio. Com este objetivo foi manifestado o Filho de Deus, a saber, para desfazer as obras do Diabo (IJoão 3.8)
****** É verdade, em toda a sua vida Marx apenas uma vez foi ver sua mãe. Mas Marx esteve longe de sua mãe porque fosse um homem desalmado ou na verdade por causa da Palavra de Deus? Pois o que Deus disse para Abraão foi o que Deus dizia para Marx. E se Deus disse para Abraão para que deixasse tudo e fosse para Canaã, foram estas palavras que Deus escreveu no coração de Marx. Marx estava refém ao poder da profecia.
******* Isaías 65.17-25
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Bom Despacho e a Senhora do Sol
Bom Despacho e a Senhora do Sol
A SENHORA DO SOL
“E viu-se um grande sinal no céu, uma mulher vestida do sol e tendo a lua debaixo dos seus pés, e na sua cabeça havia um coroa de doze estrelas, e ela estava grávida. E ela clama nas suas dores e na sua agonia de dar à luz” Apocalipse 12
Todos os mistérios contidos na Palavra de Deus chegam um tempo em que é desvendado e se tornam conhecido de todos. Há um grande mistério por trás da padroeira da cidade de Bom Despacho, e que agora tem chegado o tempo do mesmo ser revelado.
Sabemos que há vaticínio antigo que aponta que o reinado de Jesus Cristo iria se manifestar para o mundo a partir de Portugal. Encontramos tal nas cartas de frade franciscano Francisco de Paula, nas trovas do poeta judeu cristianizado Bandarra, e com mais clareza no mito messiânico do sebastianismo.
Porque o poeta judeu Bandarra fez constar em suas trovas que o Quinto Império (*) viria das entranhas de Portugal, segundo ele confiado pelo Calvário à nação lusitana? Quem seria a Ilha do Encoberto de que falou Bandarra? Teria sido o Brasil, como muitos chegaram a afirmar? E quem seria o Encoberto? Ora, uma vez que a cultura popular de Portugal tomou a profecia de Bandarra sobre o Encoberto e dela criou o mito de Dom Sebastião, o jovem rei português morto em batalha no Marrocos com então vinte e cinco anos, no ano de 1578, não teria morrido, mas teria partido para a Ilha do Encoberto para um dia voltar, e restabelecer as glórias de Portugal, ora, no mito do sebastianismo estaria a prefiguração do Messias, que iria nascer da raiz de Portugal e restabelecer as glórias de Deus, usurpadas pelos homens? Nas palavras de Jesus, iria restabelecer o Paraíso de Deus? O jovem rei de Portugal teria se tornado arquétipo dos príncipes que segundo o profeta Isaías iria reinar para a própria justiça (**)?
Bandarra. Dom Sebastião. Vejamos agora o que frade franciscano Francisco de Paula vaticinou sobre tão grande acontecimento, que todas as indicações é que chegou o tempo de ser removido o véu que impede o seu conhecimento. Carta que frade franciscano Francisco de Paula, nascido em Paola, em 1416, e falecido na França, em 1507, escreveu ao seu amigo português e filósofo Simão Ximenes, entre 1445 e 1462: "Vossa santa geração será maravilhosa sobre a Terra, entre a qual haverá um de vossos descendentes que será como o Sol entre as estrelas... Reformará a Igreja de Deus. Fará o domínio do mundo temporal e espiritual e regerá a igreja de Deus... Purificará a humanidade, convertendo todos à lei de Deus; será fundador do Reino Universal de Deus na Terra ou da Nova Religião, em que todos adorarão o verdadeiro Deus... Será funda-dor de uma religião como nunca houve"
Podemos detectar uma dialeticidade que faz com que o reino universal de Deus venha se gestando profeticamente para nascer a partir das entranhas de Portugal? Francisco de Paula, Bandarra, a construção do mito de Dom Sebastião e por último a sua consumação teria se dado em Padre Viera. Nascido em Portugal e que muito cedo veio para o Brasil, Padre Vieira se tornou no homem que revitalizou e mais difundiu o mito do Rei Encoberto, crendo piamente que o Quinto Império Judaico-Cristão iria se estabelecer para o mundo em terras de Portugal; que a unção do novo Davi iria recair sobre um governante português, a quem procurou ansiosamente para ungi-lo, como Samuel procurou ansiosamente a quem ungir para ocupar o trono de Israel no lugar de Samuel.
O que tanto inspirava Padre Vieira na sua convicção de que o Quinto Império Judaico-Cristão iria se estabelecer em terras portuguesas? Quem lhe deu a convicção que o rei messiânico, Novo Davi, que instaura na terra o reinado de Deus, estava se gestando nas entranhas de Portugal?
E a verdade é que agora chegou o momento do segundo capítulo de toda nossa odisséia, na busca do Rei Encoberto.
Façamos a pergunta: haveria alguma ligação da narração destes fatos acerca do Messias que nasceria da raiz de Portugal com o fato da Padroeira de Bom Despacho ser oriunda de Portugal? Em Portugal ela era conhecida como a Senhora do Sol...
Porque Senhora do Sol? E porque ela imigrou de Portugal para o Brasil? Seria porque muitos místicos têm defendido que todas as profecias referentes ao Quinto Império Judaico-Cristão o seu lugar de nascimento esteja reservado ao Brasil, daí a Senhora do Sol ter imigrado para o Brasil para aqui dar à luz ao seu filho, àquele que muitos dirão foi o aparecimento, enfim, do Encoberto?
Desde frade Francisco de Paula, foram verdadeiras as profecias que passaram a direcionar o nascimento do reinado messiânico de Jesus Cristo para o caldo cultural de Portugal? Haveria um plano divino por detrás de tudo isto, inclusive na vinda da Padroeira de Bom Despacho, e que agora teria chegado o tempo do seu desfecho?
A verdade é que nos últimos dias o Espírito Santo começou a direcionar um dos filhos de Bom Despacho para contato com Adamir Gerson, que teve encontro teofânico no ano de 1978, então um jovem com vinte e cinco anos, quatrocentos anos depois da morte do jovem rei Dom Sebastião; e, a partir de então, a Divindade passou a construir nele o Quinto Império, realmente Judaico-Cristão. Tem sido muito profícuo a troca de informações entre os dois acerca do nascimento do reinado de Jesus Cristo, que vai pôr um fim ao reinado humano, de inteira opressão sobre os mais fracos. Lúcio Espírito Santo Junior seria, então, o momento em que a Divindade vem cumprir todas as profecias concernentes, de modo tudo estar preparado para acontecer para o mundo a partir de Bom Despacho? Lúcio Espírito Santo Junior, com a unção de profeta de Deus, então passaria a acordar todo o povo de Bom Despacho, dessa forma o reinado do Quinto Império Judaico-Cristão começando a nascer para o mundo? Lembrando que o nome daquele que teve o seu encontro teofânico em 78, Gerson, é um nome judeu carregado de significado profético, ao passo que o seu sobrenome, Soares de Melo, inteiramente português.
Estamos nos reunindo na rua.... número... todos os sábados e domingos, no horário das... A esperança messiânica de Padre Vieira não foi em vão. Tudo começa a se concretizar agora. E quem impedirá a mulher gloriosa de Apocalipse 12, que sabemos é Maria, a mãe de Jesus, de dar à luz ao seu filho espiritual, que há governar as nações com vara de ferro? Quem impedirá a Mulher Vestida do Sol de dar à luz ao filho varão, com ele passando a governar a terra com justiça e equidade?
Que os filhos de Deus presentes em Bom Despacho que se levantem, porque os filhos do dragão irão se levantar (Apocalipse 12.7). Certamente que os olhares do Brasil e de Portugal, e os olhares da terra inteira, impressionados com as expectativas em torno do ano de 2012, vão estar voltados para Bom Despacho. Porque de Bom Despacho está saindo para o Brasil e o mundo um novo caminho, que há de guiar todos para a verdadeira paz e a verdadeira justiça. Ora vem Senhor Jesus.
-------------
* O Quinto Império Judaico-Cristão é o vaticinado pelo profeta Daniel, como aparece em Daniel 2.14: E nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos (...).
* Eis que um rei reinará para a própria justiça; e quanto à príncipes para o próprio juízo. E cada um deles terá de mostrar ser como abrigo contra o vento e como esconderijo contra o temporal, como correntes de água numa terra árida, como a sombra de um pesado rochedo numa terra esgotada.
Postado por PCelestial às 07:28
A SENHORA DO SOL
“E viu-se um grande sinal no céu, uma mulher vestida do sol e tendo a lua debaixo dos seus pés, e na sua cabeça havia um coroa de doze estrelas, e ela estava grávida. E ela clama nas suas dores e na sua agonia de dar à luz” Apocalipse 12
Todos os mistérios contidos na Palavra de Deus chegam um tempo em que é desvendado e se tornam conhecido de todos. Há um grande mistério por trás da padroeira da cidade de Bom Despacho, e que agora tem chegado o tempo do mesmo ser revelado.
Sabemos que há vaticínio antigo que aponta que o reinado de Jesus Cristo iria se manifestar para o mundo a partir de Portugal. Encontramos tal nas cartas de frade franciscano Francisco de Paula, nas trovas do poeta judeu cristianizado Bandarra, e com mais clareza no mito messiânico do sebastianismo.
Porque o poeta judeu Bandarra fez constar em suas trovas que o Quinto Império (*) viria das entranhas de Portugal, segundo ele confiado pelo Calvário à nação lusitana? Quem seria a Ilha do Encoberto de que falou Bandarra? Teria sido o Brasil, como muitos chegaram a afirmar? E quem seria o Encoberto? Ora, uma vez que a cultura popular de Portugal tomou a profecia de Bandarra sobre o Encoberto e dela criou o mito de Dom Sebastião, o jovem rei português morto em batalha no Marrocos com então vinte e cinco anos, no ano de 1578, não teria morrido, mas teria partido para a Ilha do Encoberto para um dia voltar, e restabelecer as glórias de Portugal, ora, no mito do sebastianismo estaria a prefiguração do Messias, que iria nascer da raiz de Portugal e restabelecer as glórias de Deus, usurpadas pelos homens? Nas palavras de Jesus, iria restabelecer o Paraíso de Deus? O jovem rei de Portugal teria se tornado arquétipo dos príncipes que segundo o profeta Isaías iria reinar para a própria justiça (**)?
Bandarra. Dom Sebastião. Vejamos agora o que frade franciscano Francisco de Paula vaticinou sobre tão grande acontecimento, que todas as indicações é que chegou o tempo de ser removido o véu que impede o seu conhecimento. Carta que frade franciscano Francisco de Paula, nascido em Paola, em 1416, e falecido na França, em 1507, escreveu ao seu amigo português e filósofo Simão Ximenes, entre 1445 e 1462: "Vossa santa geração será maravilhosa sobre a Terra, entre a qual haverá um de vossos descendentes que será como o Sol entre as estrelas... Reformará a Igreja de Deus. Fará o domínio do mundo temporal e espiritual e regerá a igreja de Deus... Purificará a humanidade, convertendo todos à lei de Deus; será fundador do Reino Universal de Deus na Terra ou da Nova Religião, em que todos adorarão o verdadeiro Deus... Será funda-dor de uma religião como nunca houve"
Podemos detectar uma dialeticidade que faz com que o reino universal de Deus venha se gestando profeticamente para nascer a partir das entranhas de Portugal? Francisco de Paula, Bandarra, a construção do mito de Dom Sebastião e por último a sua consumação teria se dado em Padre Viera. Nascido em Portugal e que muito cedo veio para o Brasil, Padre Vieira se tornou no homem que revitalizou e mais difundiu o mito do Rei Encoberto, crendo piamente que o Quinto Império Judaico-Cristão iria se estabelecer para o mundo em terras de Portugal; que a unção do novo Davi iria recair sobre um governante português, a quem procurou ansiosamente para ungi-lo, como Samuel procurou ansiosamente a quem ungir para ocupar o trono de Israel no lugar de Samuel.
O que tanto inspirava Padre Vieira na sua convicção de que o Quinto Império Judaico-Cristão iria se estabelecer em terras portuguesas? Quem lhe deu a convicção que o rei messiânico, Novo Davi, que instaura na terra o reinado de Deus, estava se gestando nas entranhas de Portugal?
E a verdade é que agora chegou o momento do segundo capítulo de toda nossa odisséia, na busca do Rei Encoberto.
Façamos a pergunta: haveria alguma ligação da narração destes fatos acerca do Messias que nasceria da raiz de Portugal com o fato da Padroeira de Bom Despacho ser oriunda de Portugal? Em Portugal ela era conhecida como a Senhora do Sol...
Porque Senhora do Sol? E porque ela imigrou de Portugal para o Brasil? Seria porque muitos místicos têm defendido que todas as profecias referentes ao Quinto Império Judaico-Cristão o seu lugar de nascimento esteja reservado ao Brasil, daí a Senhora do Sol ter imigrado para o Brasil para aqui dar à luz ao seu filho, àquele que muitos dirão foi o aparecimento, enfim, do Encoberto?
Desde frade Francisco de Paula, foram verdadeiras as profecias que passaram a direcionar o nascimento do reinado messiânico de Jesus Cristo para o caldo cultural de Portugal? Haveria um plano divino por detrás de tudo isto, inclusive na vinda da Padroeira de Bom Despacho, e que agora teria chegado o tempo do seu desfecho?
A verdade é que nos últimos dias o Espírito Santo começou a direcionar um dos filhos de Bom Despacho para contato com Adamir Gerson, que teve encontro teofânico no ano de 1978, então um jovem com vinte e cinco anos, quatrocentos anos depois da morte do jovem rei Dom Sebastião; e, a partir de então, a Divindade passou a construir nele o Quinto Império, realmente Judaico-Cristão. Tem sido muito profícuo a troca de informações entre os dois acerca do nascimento do reinado de Jesus Cristo, que vai pôr um fim ao reinado humano, de inteira opressão sobre os mais fracos. Lúcio Espírito Santo Junior seria, então, o momento em que a Divindade vem cumprir todas as profecias concernentes, de modo tudo estar preparado para acontecer para o mundo a partir de Bom Despacho? Lúcio Espírito Santo Junior, com a unção de profeta de Deus, então passaria a acordar todo o povo de Bom Despacho, dessa forma o reinado do Quinto Império Judaico-Cristão começando a nascer para o mundo? Lembrando que o nome daquele que teve o seu encontro teofânico em 78, Gerson, é um nome judeu carregado de significado profético, ao passo que o seu sobrenome, Soares de Melo, inteiramente português.
Estamos nos reunindo na rua.... número... todos os sábados e domingos, no horário das... A esperança messiânica de Padre Vieira não foi em vão. Tudo começa a se concretizar agora. E quem impedirá a mulher gloriosa de Apocalipse 12, que sabemos é Maria, a mãe de Jesus, de dar à luz ao seu filho espiritual, que há governar as nações com vara de ferro? Quem impedirá a Mulher Vestida do Sol de dar à luz ao filho varão, com ele passando a governar a terra com justiça e equidade?
Que os filhos de Deus presentes em Bom Despacho que se levantem, porque os filhos do dragão irão se levantar (Apocalipse 12.7). Certamente que os olhares do Brasil e de Portugal, e os olhares da terra inteira, impressionados com as expectativas em torno do ano de 2012, vão estar voltados para Bom Despacho. Porque de Bom Despacho está saindo para o Brasil e o mundo um novo caminho, que há de guiar todos para a verdadeira paz e a verdadeira justiça. Ora vem Senhor Jesus.
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* O Quinto Império Judaico-Cristão é o vaticinado pelo profeta Daniel, como aparece em Daniel 2.14: E nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos (...).
* Eis que um rei reinará para a própria justiça; e quanto à príncipes para o próprio juízo. E cada um deles terá de mostrar ser como abrigo contra o vento e como esconderijo contra o temporal, como correntes de água numa terra árida, como a sombra de um pesado rochedo numa terra esgotada.
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sábado, 18 de fevereiro de 2012
O homem e o cavalo: 90 anos da Semana de Arte Moderna
Aos 90 anos da Semana de Arte Moderna, nada como desfazer um equívoco. O intelectual tem de ir onde o erro está: O Homem e o Cavalo, peça de Oswald de Andrade, não é uma peça “stalinista” como dizem os colonizados Sábato Magaldi e Iná Camargo Costa. A peça é surrealista, mas se coloca em relação com o mundo real, por isso a “Voz de Stálin”. Há também uma passagem onde é citado Eisenstein, grande inspirador de Glauber Rocha. Ou seja, o Cinema Novo é a Semana de Arte Moderna novamente, principalmente no cinema e no teatro, artes nas quais o modernismo não esteve presente em 1922. Novamente, A Semana de 22 devorou e o foi devorada pelo Brasil. Nos anos 80, 90 e 2000, a idéia que circula na TV e na universidade colonizadas é que o Modernismo e o Cinema Novo devem ser celebrados, mas são meras cópias malfeitas das vanguardas européias. Parcialmente vencedores, os modernistas e cinemanovistas foram em parte domesticados e aceitos, mas para isso, tiveram de passar a ser vistos como continuidade do processo de colonização, não como teoria e prática da descolonização.
O PT reaproveita alguns elementos do Modernismo, em outros rompe totalmente. Dilma Rousseff é a Tarsila do Amaral da política brasileira e Lula é o seu Abaporu que não aparece no Fantástico. Dilma no poder é o começo do matriarcado de Pindorama. A bolsa-família é idéia de Oswald de Andrade de um teto mínimo e um teto máximo para a humanidade, idéia provavelmente que ele antropofagizou nos utopistas. Apesar desses avanços pontuais, o Brasil permanece um grilo de oito milhões de km2, comandado por elites vegetais e predatórias, a favor de um código florestal escrito por madeireiras.
No centro da política nacional está Lula, que percebeu que o povo não identifica no marxismo-leninismo a teoria do proletariado e sim uma teoria importada, exploração disseminada por pequeno-burgueses, enquanto vê no cristianismo como algo seu, algo proletário. A partir desse atraso cultural que nem a Semana de Arte Moderna nem o Cinema Novo puderam transcender, Lula, originário de um setor operário privilegiado em relação aos demais, construiu e está alimentado o seu messianismo pequeno-burguês, assim como o culto de sua personalidade. O seu messianismo anti-povo tende, no entanto, a se esgotar ao mostrar suas limitações ao passar do tempo: seu cinismo, seu individualismo, sua política de classe média.
É preciso ouvir o que a ciência, na figura de historiadores como Grover Furr, diz sobre Marx, Lênin, Stálin. Vai ser preciso ensinar novamente que a teoria de Marx e Lênin é a teoria do proletariado, que a Semana de Arte Moderna é o começo da descolonização brasileira para valer, o que Cinema Novo é o cinema revolucionário antes da revolução. “O ouvido é o único sentido nos resta”, aconselha São Pedro em O Homem e o Cavalo. Resta a esquerda brasileira querer ouvir.
Na peça Homem e o Cavalo, a voz de Stálin, ainda polêmica como nunca, se faz ouvir: “O socialismo é o poder dos sovietes mais a eletrificação”. Isso vale ainda para hoje: o socialismo será o povo brasileiro no poder, afirmando valores nacionais e populares, modernizando e eletrizando o País com a tecnologia para todos.
O PT reaproveita alguns elementos do Modernismo, em outros rompe totalmente. Dilma Rousseff é a Tarsila do Amaral da política brasileira e Lula é o seu Abaporu que não aparece no Fantástico. Dilma no poder é o começo do matriarcado de Pindorama. A bolsa-família é idéia de Oswald de Andrade de um teto mínimo e um teto máximo para a humanidade, idéia provavelmente que ele antropofagizou nos utopistas. Apesar desses avanços pontuais, o Brasil permanece um grilo de oito milhões de km2, comandado por elites vegetais e predatórias, a favor de um código florestal escrito por madeireiras.
No centro da política nacional está Lula, que percebeu que o povo não identifica no marxismo-leninismo a teoria do proletariado e sim uma teoria importada, exploração disseminada por pequeno-burgueses, enquanto vê no cristianismo como algo seu, algo proletário. A partir desse atraso cultural que nem a Semana de Arte Moderna nem o Cinema Novo puderam transcender, Lula, originário de um setor operário privilegiado em relação aos demais, construiu e está alimentado o seu messianismo pequeno-burguês, assim como o culto de sua personalidade. O seu messianismo anti-povo tende, no entanto, a se esgotar ao mostrar suas limitações ao passar do tempo: seu cinismo, seu individualismo, sua política de classe média.
É preciso ouvir o que a ciência, na figura de historiadores como Grover Furr, diz sobre Marx, Lênin, Stálin. Vai ser preciso ensinar novamente que a teoria de Marx e Lênin é a teoria do proletariado, que a Semana de Arte Moderna é o começo da descolonização brasileira para valer, o que Cinema Novo é o cinema revolucionário antes da revolução. “O ouvido é o único sentido nos resta”, aconselha São Pedro em O Homem e o Cavalo. Resta a esquerda brasileira querer ouvir.
Na peça Homem e o Cavalo, a voz de Stálin, ainda polêmica como nunca, se faz ouvir: “O socialismo é o poder dos sovietes mais a eletrificação”. Isso vale ainda para hoje: o socialismo será o povo brasileiro no poder, afirmando valores nacionais e populares, modernizando e eletrizando o País com a tecnologia para todos.
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Engels, o cristianismo e o justo juiz
, o Cristianismo e o Justo Juiz
ENGELS, O CRISTIANISMO E O JUSTO JUIZ
A história do cristianismo primitivo oferece curiosos pontos de contato com o movimento operário moderno. Como este, o cristianismo era, na origem, o movimento dos oprimidos: apareceu primeiro como a religião dos escravos e dos libertos, dos pobres e dos homens privados de direitos, dos povos subjugados ou dispersos por Roma. Os dois, o cristianismo como o socialismo operário, pregam uma libertação próxima da servidão e da miséria; o cristianismo transpõe essa libertação para o Além, numa vida depois da morte, no céu; o socialismo coloca-a no mundo, numa transformação da sociedade. Os dois são perseguidos e encurralados, os seus aderentes são proscritos e submetidos a leis de exceção, uns como inimigos do gênero humano, os outros como inimigos do governo, da religião, da família, da ordem social. E, apesar de todas as perseguições, e mesmo diretamente servidos por elas, um e outro abrem caminho vitoriosamente. Três séculos depois do seu nascimento, o cristianismo é reconhecido como a religião do Estado e do Império romano: em menos de sessenta anos, o socialismo conquistou uma posição tal que o seu triunfo definitivo está absolutamente assegurado.
Para o leitor companheiro compreender a essência do assunto, vou transcrever Apocalipse 6.9-11, e depois comento, com Engels emergindo como profeta do Senhor.
"E quando abriu o quinto selo vi por baixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e por causa da obra de testemunho que costumavam ter. E gritaram com voz alta, dizendo: 'Até quando, Soberano Senhor, santo e verdadeiro, abster-te-ás de julgar e vingar o nosso sangue dos que moram na terra?' E a cada um deles foi dada uma comprida veste branca; e foi-lhes dito que descansassem mais um pouco, até que se completasse também o número dos seus co-escravos e dos seus co-irmãos, que estavam para ser mortos assim como eles também tinham sido".
Quem são estes que João viu por debaixo do altar clamando vingança pelo seu sangue dos que moram na terra? Indiscutivelmente que se trata dos cristãos que eram perseguidos todos os dias pelos pagãos e pelos romanos e levados para as suas arenas para serem mortos.
Mas, a pergunta de suma importância é esta: Quem são estes co-escravos e co-irmãos que haveriam de ser mortos como foram aqueles cristãos? Gerson tem dito, desde o ano de 78 quando teve o seu encontro teofânico que estes co-escravos e co-irmãos dos cristãos primitivos foram os marxistas. O martírio cristão e socialista são da mesma essência.
Mas, lendo atentamente o que Engels escreveu a mais de cem anos não podemos realmente chegar a esta conclusão? De que os co-escravos e co-irmãos daqueles cristãos que foram proscritos e submetidos a leis de exceção – Paulo diz que eles eram tidos como a escória de todas as coisas – são realmente o povo marxista? Que realmente foram mortos COMO AQUELES FORAM?
Engels
A história do cristianismo primitivo oferece curiosos pontos de contato com o movimento operário moderno. Como este, o cristianismo era, na origem, o movimento dos oprimidos: apareceu primeiro como a religião dos escravos e dos libertos, dos pobres e dos homens privados de direitos, dos povos subjugados ou dispersos por Roma.
Os dois, o cristianismo como o socialismo operário, pregam uma libertação próxima da servidão e da miséria; o cristianismo transpõe essa libertação para o Além, numa vida depois da morte, no céu; o socialismo coloca-a no mundo, numa transformação da sociedade.
Como analisar essa distinção entre cristianismo e socialismo se os dois no seu nascimento são, essencialmente, o mesmo? Com a diferença notada por Engels que o socialismo, ao contrário do cristianismo que transpôs a libertação terrena para o Além, numa vida depois da morte, no céu, o socialismo trabalhou a libertação no mundo, numa transformação da sociedade?
Em Primeiro, à consciência tanto o cristianismo como o socialismo tratam-se do mesmo fenômeno. É o mesmo fenômeno? Sim, é o mesmo fenômeno, só que portando uma distinção fundamental não apreendida pela consciência (porque a consciência finita só o iria apreender quando o Espírito adentrasse o patamar sintético da reconciliação). Que distinção fundamental é esta? A SEXUAL! O cristianismo é um ser espiritual, ao passo que o socialismo, um ser material. Macho e fêmea. Conhecer esta distinção sexual, jamais percebida por Engels ou por qualquer teólogo ou filósofo (com certeza Paulo teve um esboço desta sexualidade, a partir do que aparece em ICoríntios 13.9-10) é ter um conhecimento real tanto do cristianismo como do socialismo. Assim como conhecemos o valor da libertação material do socialismo conhecendo o desvalor da opressão material do capitalismo, socialismo e cristianismo só são realmente conhecidos em suas essências íntimas quando se penetra na sua sexualidade (*)
E esta sexualidade foi construída em verdade naquilo que podemos chamar acertadamente de “Ovário da História” e “Testículo da História”. No Ovário da História foi construída a feminilidade do Cristianismo, ao passo que no Testículo da História, a masculinidade do Socialismo. E o Espírito, quando adentrasse seu terceiro momento, o Sintético, então iria cruzar estes dois seres sexuais, reconciliando-os em si; e seria então, e somente então, que o nascimento da vida estaria se dando. (A vida é aquilo que os cristãos chamam de Reino de Deus e os marxistas de Comunismo).
Em Segundo, os cristãos transpuseram a libertação para o outro mundo, depois da morte, no céu? É preciso dizer que o cristianismo também foi uma práxis modificadora da sociedade, não do seu fundamento material, mas do seu fundamento espiritual. Com certeza, portador também de uma sociologia, mas de uma sociologia espiritual, com Paulo, observando a distinção sexual, não perdendo em nada para Marx (Paulo parte dos fundamentos remotos do paganismo para chegar ao cristianismo, ao passo que Marx parte dos fundamentos remotos do capitalismo para chegar ao socialismo). Bem, a verdade é que os cristãos passaram a voltar-se com esperança para o céu porque justamente a sua libertação era parcial (ICoríntios 13.9). O seu ser espiritual fora apaziguado, mas o seu ser material continuou irriquieto, fazendo deles seres anfíbios, livres em Jesus, mas escravos de Roma e dos senhores donos de escravos e donos de propriedades. De modo que sem nenhuma perspectiva terrena à vista passaram então a buscar a complementação de sua libertação no outro mundo, após a morte, pois deveras aqui não a enxergavam (a boa psicologia nos diz que eles simplesmente queriam estar ao lado de seu mestre Jesus que então se achava no céu, assim pensavam).
Mas, enquanto os cristãos passavam a buscar a complementação de sua libertação na outra vida, no céu, Deus a buscava aqui mesmo, na terra, na sociedade (e isto é de fundamental importância). De modo que quando os cristãos foram reconhecidos religião do Estado isto já foi Deus se posicionando para construir o outro lado sexual, aquilo que iria complementar a salvação dos cristãos (ICoríntios 13.10). De fato, caminhando na estrada do Espiritualismo Histórico agora os cristãos iriam caminhar na estrada do Materialismo Histórico. Em termos de Hegel o Espírito se deslocou da tese para a antítese, para, na sua interioridade, tomar consciência de si. É verdade, transformando o sistema escravagista em sistema feudal, e este em sistema capitalista, então iria chegar o momento do surgimento do socialismo, aquilo que forma um par sexual com o cristianismo.
Quer dizer, assim como o cristianismo se manifestou na plenitude dos tempos, diz a Bíblia, mas hoje conhecendo a distinção sexual da História (dualidade do conceito) dizemos que se manifestou na Plenitude dos Tempos ESPIRITUAIS, plenitude que se formou no ventre do Espiritualismo Histórico como a sua flor mais pura: MONOTEÍSMO PRIMITIVO – totemismo – animismo – politeísmo – JUDAÍSMO –CRISTIANISMO (Jesus é a sua flor mais pura) – de igual modo o socialismo iria se manifestar na Plenitude dos Tempos MATERIAIS,plenitude que iria se formar no ventre do Materialismo Histórico como a sua flor mais pura: COMUNA PRIMITIVA – escravatura – feudalismo – capitalismo – SOCIALISMO – COMUNISMO (Che Guevara é a sua flor mais pura).
Ora, sendo assim, então temos de enaltecer Engels por ter tido um juízo tão positivo assim com o cristianismo, o colocando como semelhante ao socialismo nos seus fundamentos, embora não impedindo de dizer que Engels não teve uma visão exata do fenômeno cristianismo (e por extensão do fenômeno socialismo) justamente porque tal visão clara só iria se manifestar no terceiro momento do Espírito, quando ele, pelo seu vetor maior, o Filho do homem vindo com poder e grande glória, iria fazer a revelação da sexualidade. Bem, se é assim, então cabe a nós imprimir esta sexualidade tanto nos cristãos como nos marxistas, desabrochando neles a paixão pelo outro, como a metade que lhe está faltando. Com certeza será esta paixão que trará o casamento dos casamentos, o Casamento do Cordeiro (Apocalipse 19.8), Daquele que colocou a sua sexualidade espiritual em Paulo, no caminho de Damasco, e a sua sexualidade material em Marx, no episódio em que a justiça prussiana condenou como ladrão aos camponeses pobres que haviam retirado lenha das florestas para se aquecerem contra o rigor do inverno.
Que Ortega, que Fellows, que Arias, que Vinicius, que Franchesco, que Ferdinand, que Rita, que Ribamar, que Mônica, que jr.18Volts, que Robsom Lemes, que Isabela, que Robson, que Arlênio, que Thiago Luis, que Bernardo Furigo, que Silva, que Revolution, que todos os companheiros desta comuna medite sobre isto. Meditem que PSC, Gustavo e Dionata já meditaram e viram que não existe outro caminho senão este. Graça e Paz.
O Asterisco (O Aparecimento do Justo Juiz)
Na postagem acima PSC colocou em parêntese um asterisco. E agora vai falar sobre ele.
De fato, a manifestação na História da sexualidade vai reparar uma grande injustiça que seria cometida justamente por tal ter sido emitido em um tempo em que se vivia a indistinção sexual (correto dizer reprodução assexuada, que no campo da biologia pode ter antecedido a reprodução sexuada).
Bem, que grande injustiça esta que seria cometida – mas que agora a mesma será reparada?
Ora, em Mateus 25.31-46 encontramos a descrição do juízo do Justo Juiz, quando diz para uns, à sua direita: vinde benditos de meu Pai, e possuí por herança o reino vos preparado desde a fundação do mundo, e diz para outros, à sua esquerda: afastai-vos de mim, vós os que tende sido amaldiçoados, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos.
Ora, como tal juízo foi concebido quando se vivia a indistinção sexual, isto leva a que o Justo Juiz se dirija aos marxistas e à Teologia da Libertação e lhes diga: Vinde benditos de meu Pai, e possuí por herança o reino vos preparado desde a fundação do mundo. Pois fiquei com fome, e vós me deste algo para comer; fiquei com sede, e vós me deste algo para beber. Eu era estranho, e vós me recebestes hospitaleiramente; estava nu, e vós me vestistes. Fiquei doente, e vós cuidastes de mim. Eu estava na prisão, e vós me visitastes. Em seguida ele dá um giro de 180 graus e se dirija aos evangélicos e aos carismáticos e lhes diga: afastai-vos de mim, vós os que tende sido amaldiçoados, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos. Pois fiquei com fome, mas vós não me destes algo para comer, fiquei com sede, mas vós não me destes nada para beber. Eu era estranho, mas vós não me recebestes hospitaleiramente; estava nu, mas vós não me vestistes; doente e na prisão, mas vós não cuidastes de mim.
Por que esse juízo? Em primeiro, este povo a que o Justo Juiz se dirige é o mesmo povo de Isaías 65, que traria os frutos do Reino não obstante não invocar o nome de Deus e não dobrar seu joelho diante de Deus, e é o mesmo povo de Mateus 21.43, que diz Jesus produziria os frutos do Reino. Em segundo, que se entende claro que esta fome a que se refere é fome de pão.
Mas, é verdade, o juízo foi concebido não na presença do Justo Juiz, que se achava distante, na escatologia, e certamente que quando chegasse o seu tempo tal seria uma questão para ele resolver. E por certo que ele iria perceber a injustiça e cuidar em repará-la.
Como assim?
Eis a chegada da hora. E eis que se estabelece o momento do juízo. E eis o Justo Juiz sentado em seu trono, e ao seu lado seu assistente, e ao seu lado a Arca do Pacto com seus dois querubins. E à direita do Justo Juiz uma fileira dupla de marxistas e Teologia da Libertação, e à sua esquerda, uma fileira dupla de evangélicos e de carismáticos.
É o momento mais aguardado da História, o Dia do Juízo. A um sinal do Justo Juiz então seu assistente vai e abre a tampa da Arca, cuidando para não agredir seus dois querubins, e começa a trazer para fora seus objetos. E os coloca na presença do Justo Juiz. As duas tábuas da lei e junto a uma, o vaso de ouro contendo o maná e junto à outra, o bastão de Arão que havia florescido. E todos ficam olhando para seus objetos, com os que estão nas duas filas não tendo a menor certeza: é para nós que tudo será dado!
Então o Justo Juiz se levanta do seu trono e toma em sua mão direita o vaso de ouro com o maná e na sua mão esquerda o bastão florescido de Arão (mas seu assistente toma nas mãos as duas tábuas). E com o vaso de ouro com o maná em sua mão direita e com o bastão florescido de Arão em sua mão esquerda começa a olhar para os que estão diante de si. E olha para a fileira dos que estão à sua direita e olha para a fileira dos que estão à sua esquerda, olhando para uns e para outros. E se dirige para a fileira onde estão os marxistas e a Teologia da Libertação. E, ajudado pelo seu assistente, então toma o vaso de ouro com o maná na sua mão direita e os coloca na mão dos marxistas e da Teologia da Libertação, permanecendo na outra mão o bastão de Arão que havia florescido. E diz para eles: vós sois os reis que haveriam de reinar os mil anos e a eternidade sem fim com o Cristo. Entrem no gozo de seu amo. E quando os marxistas e a Teologia da Libertação recebem em suas mãos o vaso de ouro com o maná, o assistente com as duas tábuas nas mãos, como um fotógrafo que chama os noivos para a fotografia, chama-os para receber o vaso de ouro com o maná com os olhos em juramento para as duas tábuas, olhando para elas.
E quando estas coisas acontecem, os que estão na fileira à sua esquerda são acometidos de desânimo. E custam a crer no que estão vendo. Tinham a certeza que seriam para eles que o Justo Juiz iria se dirigir. E quando o Justo Juiz dá um giro de 180 graus, com o bastão florescido de Arão na sua mão esquerda, acompanhado pelo assistente com as duas tábuas nas mãos, abertas em leque, então os que foram colocados à sua esquerda vendo o Justo Juiz vindo em sua direção começam a raciocinar entre si: vai nos amaldiçoar! Por certo que vai rebentar o bastão nas nossas cabeças, e as cabeças que escaparem do bastão serão alcançadas pelas duas tábuas nas mãos do assistente!
E então o Justo Juiz coloca na mão dos evangélicos e dos carismáticos o bastão de Arão que havia florescido, lhes dizendo: Vós sois os sacerdotes do Deus Altíssimo que haveriam de reinar os mil anos e a eternidade sem fim com o Cristo. Entrem no gozo de seu amo. E imediatamente o assistente exibe em leque as duas tábuas e pedindo para que eles recebam em suas mãos o bastão de Arão que havia florescido olhando para as duas tábuas.
E quando o Justo Juiz volta para o trono e se senta então as escamas nos seus olhos caem e se reconhece osso do mesmo osso e carne da mesma carne, um só espírito. E começam a se confraternizar entre si e a dançar e a pular, um pegado na mão do outro, assim como o rei Davi entrou dançando e pulando quando fazia a Arca do Pacto subir até Jerusalém. E no meio da festa então o Justo Juiz fez um sinal e todos pararam. E entrou o assistente levando pela mão um casal de velhinhos. E eles entravam bem devagar, encurvados. Então o Justo Juiz se levantou do trono e os beijou ternamente, dizendo para todos que estavam presentes: são meus pais. Ela é a minha mãe e ele é o meu pai. E quando ele dizia isto eis que todos lhes reconheceram; e começaram a dizer entre si: mas não é esta que na sua mocidade nos espancou e nos fez dobrar o joelho para deuses pagãos? E enquanto uns diziam isto, outros diziam, sobre o velhinho que os olhava como que assustado: mas não é este que na sua mocidade nos colocou para trabalhar como escravos? E quando o Justo Juiz viu que murmuravam entre si, então lhes disse: Meus filhos, o que eles fizeram não farão mais. Tudo o que eles querem e precisam é que vós, agora, no seu vigor juvenil, os deixe acabar seus dias em paz. E quando o Justo Juiz disse isto pouco a pouco o murmúrio entre eles foi diminuindo, diminuindo, até que cessou, com cada qual indo cuidar das responsabilidades que lhes foram conferidas.
Façamos a pergunta: por que o Justo Juiz tanto premiou uns como outros? Porque na verdade os conceitos possuem dois lados (por causa da distinção sexual). Por exemplo, o conceito de fome tanto se refere à fome material como à fome espiritual (como diz Leonardo Boff, temos sede de pão, mas também de transcendência). Todo o trabalho dos marxistas e da Teologia da Libertação foi para dar o pão material para os necessitados, mas todo o trabalho dos evangélicos e dos carismáticos é para dar o pão espiritual. O trabalho dos marxistas e da Teologia da Libertação para acabar no Brasil e na América Latina com toda a exploração material, de modo a todos terem empregos dignos, salários dignos, moradias dignas, assistência médico-hospitalar, estudo, escola, era na verdade complementar ao trabalho dos evangélicos e carismáticos, lutando para as pessoas abandonarem os vícios, as bebedeiras, o desamor familiar, ter o respeito ao corpo que ama e gera a vida, e, sobretudo, o amor a Deus e ao sagrado, que se revela no amor ao próximo e ao necessitado.
E tem chegado o tempo de uma práxis completa, concatenada (ICor.13.10). E será ela que porá fim definitivo ao domínio do Mal. Será ela que realmente trará o cumprimento luminoso para Miquéias 4.4, como segue: E REALMENTE SENTAR-SE-ÃO, CADA UM DEBAIXO DA SUA VIDEIRA E DEBAIXO DA SUA FIGUEIRA, E NÃO HAVERÁ QUEM OS FAÇA TREMER. Os cristãos e os marxistas, que nas suas caminhadas conheceram a glória e a desonra, agora reunidos em corpo único, hermético, fechado, sem espaço para o Mal, nunca mais saberão o que é decadência, com o seu domínio não passando jamais a outro domínio, assim como são as imagens de Daniel 2.44..
Até aqui são as palavras do peregrino Gerson (Êxodo 2.22), nascido na cidade de Estrela do Norte (Isaías 41.15; Apocalipse 2.26-28)), no ano em que George Riffert diz no seu livro A Grande Pirâmide (Record) estudiosos da Grande Pirâmide do Egito vaticinaram seria o ano da Câmara do Rei, o ano do Messias, este ano pode muito bem indicar o ano do nascimento de uma Nova Humanidade, de uma nova ordem social, justa, fraterna, sob os cuidados diretos de Jesus Cristo Rei de reis e Senhor de senhores, como consta (mas que ele reparte com aquele que no ano de 53 deixou as glórias da Medicina e a sua pátria e a sua família para que um dia a América Latina e o mundo pudessem ser lugar sem as enfermidades sociais, Che Guevara, um irmão, que o seu irmão, a partir de onde parou, nas leituras metafísicas, que diz que Jesus se deixou morrer para que pudesse se levantar em novo corpo, corpo de glória, incorruptível, atraindo a si todos os homens, iria dar recomeço, não mais com o fuzil na mão, é verdade, porque fez a parte que lhe cabia na obra, a parte que coube a Moisés na preparação da graça, mas agora brandindo a Palavra de Deus, que é viva e exerce poder, e é mais afiada do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e da sua medula, e é capaz de discernir os pensamentos e as intenções do coração) – é verdade, o seu nascimento físico se deu mesmo naquele ano de 53, mas o seu nascimento espiritual se deu no ano de 78, quando então aquele jovem de 25 anos, um operário que carregava o estudo de seus pais, um sabia ler e escrever e a outra lia e escrevia com a maior das dificuldades, foi informado na presença da Divindade que tinha chegado o tempo da restauração de todas as coisas e o tempo de ser dado a cada um segundo as suas obras, e foi neste ano de 78 porque a mesma Divindade disse pela boca de um dos seus anjos que o mundo iria sofrer divisão no ano de 77, depois de 77 o domínio de Deus, antes de 78 o domínio dos homen.
Findam aqui as palavras de Gerson, escolhido e preparado para a boa obra desde o ventre (Isaías 49), já tendo sido feito menção do seu nome desde o ventre (porque Ciro era Deus fazendo uma obra em terra estrangeira, peregrinando em terra estrangeira); e a incorruptibilidade que recebeu do Incorruptível a repartindo com todos que estiveram com ele neste inicio de caminhada milenial, mas os tímidos, e os medrosos, e os que não têm fé, e os que são repugnantes nas suas concupiscências, e os que se escondem no silêncio de Martin Luther King, e os que confiam na sua sabedoria, por certo que receberão Daquele que é e que era e que havia de vir a recompensa que lhes é devida.
Profeta Isaías e Caetano Veloso
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o domínio principesco virá a estar sobre seu ombro.. E será chamado pelo nome de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. (...) Menino Deus; Quando a flor do teu sexo; Abrir as pétalas para o universo; então por um lapso se encontrará nexo; Ligando os breus, dando sentido aos mundos; E aos corações, sentimentos profundos; No dia de terna alegria do Menino Deus”
DE TODOS OS LUGARES, VINHAM AOS MILHARES, E EM POUCO TEMPO ERAM MILHÕES, INVADINDO RUAS, CAMPOS E CIDADES ESPALHANDO AMOR AOS CORAÇÕES, Roberto e Erasmo
ENGELS, O CRISTIANISMO E O JUSTO JUIZ
A história do cristianismo primitivo oferece curiosos pontos de contato com o movimento operário moderno. Como este, o cristianismo era, na origem, o movimento dos oprimidos: apareceu primeiro como a religião dos escravos e dos libertos, dos pobres e dos homens privados de direitos, dos povos subjugados ou dispersos por Roma. Os dois, o cristianismo como o socialismo operário, pregam uma libertação próxima da servidão e da miséria; o cristianismo transpõe essa libertação para o Além, numa vida depois da morte, no céu; o socialismo coloca-a no mundo, numa transformação da sociedade. Os dois são perseguidos e encurralados, os seus aderentes são proscritos e submetidos a leis de exceção, uns como inimigos do gênero humano, os outros como inimigos do governo, da religião, da família, da ordem social. E, apesar de todas as perseguições, e mesmo diretamente servidos por elas, um e outro abrem caminho vitoriosamente. Três séculos depois do seu nascimento, o cristianismo é reconhecido como a religião do Estado e do Império romano: em menos de sessenta anos, o socialismo conquistou uma posição tal que o seu triunfo definitivo está absolutamente assegurado.
Para o leitor companheiro compreender a essência do assunto, vou transcrever Apocalipse 6.9-11, e depois comento, com Engels emergindo como profeta do Senhor.
"E quando abriu o quinto selo vi por baixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e por causa da obra de testemunho que costumavam ter. E gritaram com voz alta, dizendo: 'Até quando, Soberano Senhor, santo e verdadeiro, abster-te-ás de julgar e vingar o nosso sangue dos que moram na terra?' E a cada um deles foi dada uma comprida veste branca; e foi-lhes dito que descansassem mais um pouco, até que se completasse também o número dos seus co-escravos e dos seus co-irmãos, que estavam para ser mortos assim como eles também tinham sido".
Quem são estes que João viu por debaixo do altar clamando vingança pelo seu sangue dos que moram na terra? Indiscutivelmente que se trata dos cristãos que eram perseguidos todos os dias pelos pagãos e pelos romanos e levados para as suas arenas para serem mortos.
Mas, a pergunta de suma importância é esta: Quem são estes co-escravos e co-irmãos que haveriam de ser mortos como foram aqueles cristãos? Gerson tem dito, desde o ano de 78 quando teve o seu encontro teofânico que estes co-escravos e co-irmãos dos cristãos primitivos foram os marxistas. O martírio cristão e socialista são da mesma essência.
Mas, lendo atentamente o que Engels escreveu a mais de cem anos não podemos realmente chegar a esta conclusão? De que os co-escravos e co-irmãos daqueles cristãos que foram proscritos e submetidos a leis de exceção – Paulo diz que eles eram tidos como a escória de todas as coisas – são realmente o povo marxista? Que realmente foram mortos COMO AQUELES FORAM?
Engels
A história do cristianismo primitivo oferece curiosos pontos de contato com o movimento operário moderno. Como este, o cristianismo era, na origem, o movimento dos oprimidos: apareceu primeiro como a religião dos escravos e dos libertos, dos pobres e dos homens privados de direitos, dos povos subjugados ou dispersos por Roma.
Os dois, o cristianismo como o socialismo operário, pregam uma libertação próxima da servidão e da miséria; o cristianismo transpõe essa libertação para o Além, numa vida depois da morte, no céu; o socialismo coloca-a no mundo, numa transformação da sociedade.
Como analisar essa distinção entre cristianismo e socialismo se os dois no seu nascimento são, essencialmente, o mesmo? Com a diferença notada por Engels que o socialismo, ao contrário do cristianismo que transpôs a libertação terrena para o Além, numa vida depois da morte, no céu, o socialismo trabalhou a libertação no mundo, numa transformação da sociedade?
Em Primeiro, à consciência tanto o cristianismo como o socialismo tratam-se do mesmo fenômeno. É o mesmo fenômeno? Sim, é o mesmo fenômeno, só que portando uma distinção fundamental não apreendida pela consciência (porque a consciência finita só o iria apreender quando o Espírito adentrasse o patamar sintético da reconciliação). Que distinção fundamental é esta? A SEXUAL! O cristianismo é um ser espiritual, ao passo que o socialismo, um ser material. Macho e fêmea. Conhecer esta distinção sexual, jamais percebida por Engels ou por qualquer teólogo ou filósofo (com certeza Paulo teve um esboço desta sexualidade, a partir do que aparece em ICoríntios 13.9-10) é ter um conhecimento real tanto do cristianismo como do socialismo. Assim como conhecemos o valor da libertação material do socialismo conhecendo o desvalor da opressão material do capitalismo, socialismo e cristianismo só são realmente conhecidos em suas essências íntimas quando se penetra na sua sexualidade (*)
E esta sexualidade foi construída em verdade naquilo que podemos chamar acertadamente de “Ovário da História” e “Testículo da História”. No Ovário da História foi construída a feminilidade do Cristianismo, ao passo que no Testículo da História, a masculinidade do Socialismo. E o Espírito, quando adentrasse seu terceiro momento, o Sintético, então iria cruzar estes dois seres sexuais, reconciliando-os em si; e seria então, e somente então, que o nascimento da vida estaria se dando. (A vida é aquilo que os cristãos chamam de Reino de Deus e os marxistas de Comunismo).
Em Segundo, os cristãos transpuseram a libertação para o outro mundo, depois da morte, no céu? É preciso dizer que o cristianismo também foi uma práxis modificadora da sociedade, não do seu fundamento material, mas do seu fundamento espiritual. Com certeza, portador também de uma sociologia, mas de uma sociologia espiritual, com Paulo, observando a distinção sexual, não perdendo em nada para Marx (Paulo parte dos fundamentos remotos do paganismo para chegar ao cristianismo, ao passo que Marx parte dos fundamentos remotos do capitalismo para chegar ao socialismo). Bem, a verdade é que os cristãos passaram a voltar-se com esperança para o céu porque justamente a sua libertação era parcial (ICoríntios 13.9). O seu ser espiritual fora apaziguado, mas o seu ser material continuou irriquieto, fazendo deles seres anfíbios, livres em Jesus, mas escravos de Roma e dos senhores donos de escravos e donos de propriedades. De modo que sem nenhuma perspectiva terrena à vista passaram então a buscar a complementação de sua libertação no outro mundo, após a morte, pois deveras aqui não a enxergavam (a boa psicologia nos diz que eles simplesmente queriam estar ao lado de seu mestre Jesus que então se achava no céu, assim pensavam).
Mas, enquanto os cristãos passavam a buscar a complementação de sua libertação na outra vida, no céu, Deus a buscava aqui mesmo, na terra, na sociedade (e isto é de fundamental importância). De modo que quando os cristãos foram reconhecidos religião do Estado isto já foi Deus se posicionando para construir o outro lado sexual, aquilo que iria complementar a salvação dos cristãos (ICoríntios 13.10). De fato, caminhando na estrada do Espiritualismo Histórico agora os cristãos iriam caminhar na estrada do Materialismo Histórico. Em termos de Hegel o Espírito se deslocou da tese para a antítese, para, na sua interioridade, tomar consciência de si. É verdade, transformando o sistema escravagista em sistema feudal, e este em sistema capitalista, então iria chegar o momento do surgimento do socialismo, aquilo que forma um par sexual com o cristianismo.
Quer dizer, assim como o cristianismo se manifestou na plenitude dos tempos, diz a Bíblia, mas hoje conhecendo a distinção sexual da História (dualidade do conceito) dizemos que se manifestou na Plenitude dos Tempos ESPIRITUAIS, plenitude que se formou no ventre do Espiritualismo Histórico como a sua flor mais pura: MONOTEÍSMO PRIMITIVO – totemismo – animismo – politeísmo – JUDAÍSMO –CRISTIANISMO (Jesus é a sua flor mais pura) – de igual modo o socialismo iria se manifestar na Plenitude dos Tempos MATERIAIS,plenitude que iria se formar no ventre do Materialismo Histórico como a sua flor mais pura: COMUNA PRIMITIVA – escravatura – feudalismo – capitalismo – SOCIALISMO – COMUNISMO (Che Guevara é a sua flor mais pura).
Ora, sendo assim, então temos de enaltecer Engels por ter tido um juízo tão positivo assim com o cristianismo, o colocando como semelhante ao socialismo nos seus fundamentos, embora não impedindo de dizer que Engels não teve uma visão exata do fenômeno cristianismo (e por extensão do fenômeno socialismo) justamente porque tal visão clara só iria se manifestar no terceiro momento do Espírito, quando ele, pelo seu vetor maior, o Filho do homem vindo com poder e grande glória, iria fazer a revelação da sexualidade. Bem, se é assim, então cabe a nós imprimir esta sexualidade tanto nos cristãos como nos marxistas, desabrochando neles a paixão pelo outro, como a metade que lhe está faltando. Com certeza será esta paixão que trará o casamento dos casamentos, o Casamento do Cordeiro (Apocalipse 19.8), Daquele que colocou a sua sexualidade espiritual em Paulo, no caminho de Damasco, e a sua sexualidade material em Marx, no episódio em que a justiça prussiana condenou como ladrão aos camponeses pobres que haviam retirado lenha das florestas para se aquecerem contra o rigor do inverno.
Que Ortega, que Fellows, que Arias, que Vinicius, que Franchesco, que Ferdinand, que Rita, que Ribamar, que Mônica, que jr.18Volts, que Robsom Lemes, que Isabela, que Robson, que Arlênio, que Thiago Luis, que Bernardo Furigo, que Silva, que Revolution, que todos os companheiros desta comuna medite sobre isto. Meditem que PSC, Gustavo e Dionata já meditaram e viram que não existe outro caminho senão este. Graça e Paz.
O Asterisco (O Aparecimento do Justo Juiz)
Na postagem acima PSC colocou em parêntese um asterisco. E agora vai falar sobre ele.
De fato, a manifestação na História da sexualidade vai reparar uma grande injustiça que seria cometida justamente por tal ter sido emitido em um tempo em que se vivia a indistinção sexual (correto dizer reprodução assexuada, que no campo da biologia pode ter antecedido a reprodução sexuada).
Bem, que grande injustiça esta que seria cometida – mas que agora a mesma será reparada?
Ora, em Mateus 25.31-46 encontramos a descrição do juízo do Justo Juiz, quando diz para uns, à sua direita: vinde benditos de meu Pai, e possuí por herança o reino vos preparado desde a fundação do mundo, e diz para outros, à sua esquerda: afastai-vos de mim, vós os que tende sido amaldiçoados, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos.
Ora, como tal juízo foi concebido quando se vivia a indistinção sexual, isto leva a que o Justo Juiz se dirija aos marxistas e à Teologia da Libertação e lhes diga: Vinde benditos de meu Pai, e possuí por herança o reino vos preparado desde a fundação do mundo. Pois fiquei com fome, e vós me deste algo para comer; fiquei com sede, e vós me deste algo para beber. Eu era estranho, e vós me recebestes hospitaleiramente; estava nu, e vós me vestistes. Fiquei doente, e vós cuidastes de mim. Eu estava na prisão, e vós me visitastes. Em seguida ele dá um giro de 180 graus e se dirija aos evangélicos e aos carismáticos e lhes diga: afastai-vos de mim, vós os que tende sido amaldiçoados, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos. Pois fiquei com fome, mas vós não me destes algo para comer, fiquei com sede, mas vós não me destes nada para beber. Eu era estranho, mas vós não me recebestes hospitaleiramente; estava nu, mas vós não me vestistes; doente e na prisão, mas vós não cuidastes de mim.
Por que esse juízo? Em primeiro, este povo a que o Justo Juiz se dirige é o mesmo povo de Isaías 65, que traria os frutos do Reino não obstante não invocar o nome de Deus e não dobrar seu joelho diante de Deus, e é o mesmo povo de Mateus 21.43, que diz Jesus produziria os frutos do Reino. Em segundo, que se entende claro que esta fome a que se refere é fome de pão.
Mas, é verdade, o juízo foi concebido não na presença do Justo Juiz, que se achava distante, na escatologia, e certamente que quando chegasse o seu tempo tal seria uma questão para ele resolver. E por certo que ele iria perceber a injustiça e cuidar em repará-la.
Como assim?
Eis a chegada da hora. E eis que se estabelece o momento do juízo. E eis o Justo Juiz sentado em seu trono, e ao seu lado seu assistente, e ao seu lado a Arca do Pacto com seus dois querubins. E à direita do Justo Juiz uma fileira dupla de marxistas e Teologia da Libertação, e à sua esquerda, uma fileira dupla de evangélicos e de carismáticos.
É o momento mais aguardado da História, o Dia do Juízo. A um sinal do Justo Juiz então seu assistente vai e abre a tampa da Arca, cuidando para não agredir seus dois querubins, e começa a trazer para fora seus objetos. E os coloca na presença do Justo Juiz. As duas tábuas da lei e junto a uma, o vaso de ouro contendo o maná e junto à outra, o bastão de Arão que havia florescido. E todos ficam olhando para seus objetos, com os que estão nas duas filas não tendo a menor certeza: é para nós que tudo será dado!
Então o Justo Juiz se levanta do seu trono e toma em sua mão direita o vaso de ouro com o maná e na sua mão esquerda o bastão florescido de Arão (mas seu assistente toma nas mãos as duas tábuas). E com o vaso de ouro com o maná em sua mão direita e com o bastão florescido de Arão em sua mão esquerda começa a olhar para os que estão diante de si. E olha para a fileira dos que estão à sua direita e olha para a fileira dos que estão à sua esquerda, olhando para uns e para outros. E se dirige para a fileira onde estão os marxistas e a Teologia da Libertação. E, ajudado pelo seu assistente, então toma o vaso de ouro com o maná na sua mão direita e os coloca na mão dos marxistas e da Teologia da Libertação, permanecendo na outra mão o bastão de Arão que havia florescido. E diz para eles: vós sois os reis que haveriam de reinar os mil anos e a eternidade sem fim com o Cristo. Entrem no gozo de seu amo. E quando os marxistas e a Teologia da Libertação recebem em suas mãos o vaso de ouro com o maná, o assistente com as duas tábuas nas mãos, como um fotógrafo que chama os noivos para a fotografia, chama-os para receber o vaso de ouro com o maná com os olhos em juramento para as duas tábuas, olhando para elas.
E quando estas coisas acontecem, os que estão na fileira à sua esquerda são acometidos de desânimo. E custam a crer no que estão vendo. Tinham a certeza que seriam para eles que o Justo Juiz iria se dirigir. E quando o Justo Juiz dá um giro de 180 graus, com o bastão florescido de Arão na sua mão esquerda, acompanhado pelo assistente com as duas tábuas nas mãos, abertas em leque, então os que foram colocados à sua esquerda vendo o Justo Juiz vindo em sua direção começam a raciocinar entre si: vai nos amaldiçoar! Por certo que vai rebentar o bastão nas nossas cabeças, e as cabeças que escaparem do bastão serão alcançadas pelas duas tábuas nas mãos do assistente!
E então o Justo Juiz coloca na mão dos evangélicos e dos carismáticos o bastão de Arão que havia florescido, lhes dizendo: Vós sois os sacerdotes do Deus Altíssimo que haveriam de reinar os mil anos e a eternidade sem fim com o Cristo. Entrem no gozo de seu amo. E imediatamente o assistente exibe em leque as duas tábuas e pedindo para que eles recebam em suas mãos o bastão de Arão que havia florescido olhando para as duas tábuas.
E quando o Justo Juiz volta para o trono e se senta então as escamas nos seus olhos caem e se reconhece osso do mesmo osso e carne da mesma carne, um só espírito. E começam a se confraternizar entre si e a dançar e a pular, um pegado na mão do outro, assim como o rei Davi entrou dançando e pulando quando fazia a Arca do Pacto subir até Jerusalém. E no meio da festa então o Justo Juiz fez um sinal e todos pararam. E entrou o assistente levando pela mão um casal de velhinhos. E eles entravam bem devagar, encurvados. Então o Justo Juiz se levantou do trono e os beijou ternamente, dizendo para todos que estavam presentes: são meus pais. Ela é a minha mãe e ele é o meu pai. E quando ele dizia isto eis que todos lhes reconheceram; e começaram a dizer entre si: mas não é esta que na sua mocidade nos espancou e nos fez dobrar o joelho para deuses pagãos? E enquanto uns diziam isto, outros diziam, sobre o velhinho que os olhava como que assustado: mas não é este que na sua mocidade nos colocou para trabalhar como escravos? E quando o Justo Juiz viu que murmuravam entre si, então lhes disse: Meus filhos, o que eles fizeram não farão mais. Tudo o que eles querem e precisam é que vós, agora, no seu vigor juvenil, os deixe acabar seus dias em paz. E quando o Justo Juiz disse isto pouco a pouco o murmúrio entre eles foi diminuindo, diminuindo, até que cessou, com cada qual indo cuidar das responsabilidades que lhes foram conferidas.
Façamos a pergunta: por que o Justo Juiz tanto premiou uns como outros? Porque na verdade os conceitos possuem dois lados (por causa da distinção sexual). Por exemplo, o conceito de fome tanto se refere à fome material como à fome espiritual (como diz Leonardo Boff, temos sede de pão, mas também de transcendência). Todo o trabalho dos marxistas e da Teologia da Libertação foi para dar o pão material para os necessitados, mas todo o trabalho dos evangélicos e dos carismáticos é para dar o pão espiritual. O trabalho dos marxistas e da Teologia da Libertação para acabar no Brasil e na América Latina com toda a exploração material, de modo a todos terem empregos dignos, salários dignos, moradias dignas, assistência médico-hospitalar, estudo, escola, era na verdade complementar ao trabalho dos evangélicos e carismáticos, lutando para as pessoas abandonarem os vícios, as bebedeiras, o desamor familiar, ter o respeito ao corpo que ama e gera a vida, e, sobretudo, o amor a Deus e ao sagrado, que se revela no amor ao próximo e ao necessitado.
E tem chegado o tempo de uma práxis completa, concatenada (ICor.13.10). E será ela que porá fim definitivo ao domínio do Mal. Será ela que realmente trará o cumprimento luminoso para Miquéias 4.4, como segue: E REALMENTE SENTAR-SE-ÃO, CADA UM DEBAIXO DA SUA VIDEIRA E DEBAIXO DA SUA FIGUEIRA, E NÃO HAVERÁ QUEM OS FAÇA TREMER. Os cristãos e os marxistas, que nas suas caminhadas conheceram a glória e a desonra, agora reunidos em corpo único, hermético, fechado, sem espaço para o Mal, nunca mais saberão o que é decadência, com o seu domínio não passando jamais a outro domínio, assim como são as imagens de Daniel 2.44..
Até aqui são as palavras do peregrino Gerson (Êxodo 2.22), nascido na cidade de Estrela do Norte (Isaías 41.15; Apocalipse 2.26-28)), no ano em que George Riffert diz no seu livro A Grande Pirâmide (Record) estudiosos da Grande Pirâmide do Egito vaticinaram seria o ano da Câmara do Rei, o ano do Messias, este ano pode muito bem indicar o ano do nascimento de uma Nova Humanidade, de uma nova ordem social, justa, fraterna, sob os cuidados diretos de Jesus Cristo Rei de reis e Senhor de senhores, como consta (mas que ele reparte com aquele que no ano de 53 deixou as glórias da Medicina e a sua pátria e a sua família para que um dia a América Latina e o mundo pudessem ser lugar sem as enfermidades sociais, Che Guevara, um irmão, que o seu irmão, a partir de onde parou, nas leituras metafísicas, que diz que Jesus se deixou morrer para que pudesse se levantar em novo corpo, corpo de glória, incorruptível, atraindo a si todos os homens, iria dar recomeço, não mais com o fuzil na mão, é verdade, porque fez a parte que lhe cabia na obra, a parte que coube a Moisés na preparação da graça, mas agora brandindo a Palavra de Deus, que é viva e exerce poder, e é mais afiada do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e da sua medula, e é capaz de discernir os pensamentos e as intenções do coração) – é verdade, o seu nascimento físico se deu mesmo naquele ano de 53, mas o seu nascimento espiritual se deu no ano de 78, quando então aquele jovem de 25 anos, um operário que carregava o estudo de seus pais, um sabia ler e escrever e a outra lia e escrevia com a maior das dificuldades, foi informado na presença da Divindade que tinha chegado o tempo da restauração de todas as coisas e o tempo de ser dado a cada um segundo as suas obras, e foi neste ano de 78 porque a mesma Divindade disse pela boca de um dos seus anjos que o mundo iria sofrer divisão no ano de 77, depois de 77 o domínio de Deus, antes de 78 o domínio dos homen.
Findam aqui as palavras de Gerson, escolhido e preparado para a boa obra desde o ventre (Isaías 49), já tendo sido feito menção do seu nome desde o ventre (porque Ciro era Deus fazendo uma obra em terra estrangeira, peregrinando em terra estrangeira); e a incorruptibilidade que recebeu do Incorruptível a repartindo com todos que estiveram com ele neste inicio de caminhada milenial, mas os tímidos, e os medrosos, e os que não têm fé, e os que são repugnantes nas suas concupiscências, e os que se escondem no silêncio de Martin Luther King, e os que confiam na sua sabedoria, por certo que receberão Daquele que é e que era e que havia de vir a recompensa que lhes é devida.
Profeta Isaías e Caetano Veloso
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o domínio principesco virá a estar sobre seu ombro.. E será chamado pelo nome de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. (...) Menino Deus; Quando a flor do teu sexo; Abrir as pétalas para o universo; então por um lapso se encontrará nexo; Ligando os breus, dando sentido aos mundos; E aos corações, sentimentos profundos; No dia de terna alegria do Menino Deus”
DE TODOS OS LUGARES, VINHAM AOS MILHARES, E EM POUCO TEMPO ERAM MILHÕES, INVADINDO RUAS, CAMPOS E CIDADES ESPALHANDO AMOR AOS CORAÇÕES, Roberto e Erasmo
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