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terça-feira, 12 de maio de 2009

Filme sobre Aécio no Youtube

Estreou semana passada na Current TV nos EUA e no dia 27 de maio no Reino Unido o filme 'Censurados no Brasil'. O filme trata das relações entre governos e a mídia e as pressões sofridas pelos profissionais de mídia e jornalistas.

O filme explora as relações entre o Governo de Minas Gerais e a mídia no país, e como ele usa seu poderio economico para suprimir críticas e construir a imagem do Governador Aécio Neves, através de investimentos publicitários.

É um filme ágil de 8 minutos, com entrevistas e exemplos.
Por favor, assista o filme e espalhe a mensagem, já que esse não é um problema exclusivo de Minas Gerais, mas algo que acontece em todo o Brasil e no mundo.

Uma versão com legendas em portuguës do filme já apareceu no YouTube.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Assim Não, Aécio!

Assim não, Aécio! Ou "Democracia e salvacionismo"
(Ler primeiro o post abaixo)
Aécio Neves é tão simpático, que também eu sou tentado a achar que essa sua visão que mistura catastrofismo com salvacionismo é irrelevante. Também eu penso em fazer como a maioria dos analistas e fingir que ele não disse nada. Mas ele disse.

Então vamos ver: cadê a “radicalização” que, segundo ele, ameaça o futuro do Brasil? Onde ela está? Quero me juntar aos radicais, aos que fazem oposição de raiz... Onde eles estão? No PSDB? Não posso crer. Qual foi a dificuldade real que os tucanos, sejam aecistas, serristas ou de outro “ismo” qualquer menos vistoso, criaram para o Brasil? Ou Aécio aponta, ou serei obrigado a concluir que ele está blefando.

Estariam sendo radicais os tucanos quando, com certa timidez até, cobram do governo providências contra o estado paralelo (ou “estados paralelos”) das escutas telefônicas? Foram radicais na época do mensalão? Ou do dossiê dos aloprados? Ou do dossiê anti-FHC-Ruth? Cadê os radicais, governador? Mostre-me um único voto de vingança dos tucanos — a CPMF não vale porque o governo tinha maioria para aprová-la e não conseguiu. Ademais, as oposições estavam certas: a arrecadação já cobriu com sobra o "buraco".

Por que fico sempre com a sensação de que Aécio se oferece para ser o Salvador de uma mal que não existe? Por que fico com a sensação de que ele “precisa inventar o pecado para, então, inventar o perdão?” Imagino o governador de Minas nos Estados Unidos: “Gente, vamos parar com isso. Vamos nos unir para fazer as reformas de que os Estados Unidos precisam. Pra que tanta divisão?"

Exemplo de Belo Horizonte? Com a devida vênia, a invenção de Aécio e Fernando Pimentel (PT) inaugurou a eleição biônica pelo método democrático. Uma jabuticabaça! Até ser ungido candidato — sim, foi uma unção!—, os belo-horizontinos não conseguiriam distinguir o futuro prefeito, Márcio Lacerda, e seus óculos escuros de uma peça de mortadela. Juntaram-se as duas máquinas, a do PSDB e a do PT, e ele ganhou a Prefeitura. Sem oposição possível. Aécio tem razão: Belo Horizonte não é exemplo de coisa nenhuma — nem de indicadores sociais — pesquisem; não vou abrir uma picada nova no texto.

Aécio tem todo o direito de pleitear a vaga de seu partido para disputar a Presidência da República. É governador de um grande estado, tem uma aprovação popular altíssima, tem trânsito no establishment político e — sim, é verdade — costuma ser poupado pela imprensa — sobre a mineira, há pouco a falar: Minas é um verdadeiro celeiro do “jornalismo propositivo”. Mas ele não pode depredar assim a teoria política nem inventar uma radicalização que não existe.

Depreda a teoria política quando faz crer que a existência de oposição sabota as aspirações populares. A rigor, é o que pensam todos os autoritários. Aécio certamente não é um deles. Parece nos dizer que o que os outros conseguem pela força — anular a oposição —, ele pode conseguir com um acordo, na base do papo. Meio não é fim; método não é finalidade.

Mas esperem um pouco: o bom é não haver oposição? É assim que o Brasil avança? Se o próximo governo for tucano, de Serra ou de Aécio, espero que o PT seja vigilante. Se Dilma for eleita, espero que haja partidos e líderes que se oponham a ela — Aécio, já sei, não deve estar entre eles. Há algo de surrealista nessa conversa toda.

Ah, lamento não compartilhar desse idílio. Esse negócio de “interesse nacional” é um dos velhíssimos mitos da política. Ou você cai nessa porque leu menos do que deveria ou cai porque, sei lá, acredita que a política atrapalha o ambiente de negócios, e é melhor um ambiente de negócios sem política...

Só agora?
Só agora escrevo isso? Ah, não. Faz tempo. Já escrevi rigorosamente a mesma coisa, acreditem, em favor de Lula. Como? Eu poderia remetê-los ao livro O País dos Petralhas (aguardem, está saindo...), mas digo já.

O hoje governista Fábio Wanderley Reis, acadêmico mineiro, escreveu, em 2001, um texto chamado "Brasil ao quadrado? Democracia, subversão e reforma", que foi debatido por banqueiros. Lá pelas tantas, desconfiava: “Creio haver boas razões para reservas quanto à perspectiva de que um Lula ou assemelhado assuma o poder presidencial e o exerça sem mais, até o momento de transferi-lo ao sucessor. Falta a nossa democracia passar por este teste". Eu o critiquei duramente no site Primeira Leitura. Pareceu um flerte, ainda que distante, com um golpe. E não que eu não quisesse, como vocês devem supor, que o PT fosse combatido. Hoje que Reis é lulista, eu continuo a criticá-lo. Ele e Lula podem ter mudado. Eu não.

Não, não me venham apresentar catastrofismos para vender salvacionismos, ainda que nessa versão light, risonha e boa-praça de Aécio Neves. Se a democracia brasileira corre algum risco, ele não decorre de uma inexistente radicalização, mas justamente da “deslegitimação” do discurso oposicionista. Não existe democracia sem oposição, governador! Ademais, o senhor fique tranqüilo: se eleito presidente, creio que não teria dificuldade nenhuma de fazer um acordo com o PT. Qualquer um, de fato, pode fazê-lo desde que pague o preço.
Por Reinaldo Azevedo | 19:19 | comentários (37)

Governador de Minas diz temer o "pós-2010"
Na Folha Online. Comento no post seguinte:
O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), comentou nesta terça-feira a sucessão presidencial e disse temer o pós-2010. O tucano anunciou hoje, no Palácio da Liberdade, a liberação de recursos para obras de infra-estrutura no Estado.
"Eu temo muito, não o resultado das eleições de 2010, alguém vai ganhar, é natural. Eu temo é o pós-2010. Que ambiente nós vamos encontrar? O mesmo ambiente radicalizado de que quem perde as eleições atua no sentido de inviabilizar as reformas propostas por quem ganha ou nós vamos ter, a partir da maturidade que adquirimos tanto nós do PSDB que governamos por oito anos o Brasil como o PT do presidente Lula que governará por oito anos, uma agenda comum?", questionou.
Aécio voltou a dizer que é necessário colocar os interesses da população à frente dos interesses dos partidos. "Acho que essa construção política de Belo Horizonte é uma sinalização, não que precisa ser seguida por outras partes do país, mas que é possível sim você colocar os interesses da população à frente dos interesses dos seus próprios partidos e acho que quem ganha no final é a população."
O governador defendeu ainda a diminuição do radicalismo, que, segundo ele, tomou conta da política brasileira. "Nós sabemos o que precisa ser feito no Brasil. Precisamos fazer reforma tributária, precisamos fazer reforma previdenciária, precisamos enfrentar a questão administrativa, e, antes delas todas, fazer a reforma política."

Agenda
Aécio também comentou que tem buscado compatibilizar a vida de governador com a presença junto a alguns companheiros de seu partido, que disputam cargos nas eleições de outubro.
"Participarei hoje à noite de um jantar de apoio à campanha do Beto Richa [candidato à reeleição em Curitiba], um grande companheiro, uma das grandes vocações políticas da nossa geração. Na semana que vem, tenho um planejamento de estar no Centro-Oeste. Se não me engano, em Campo Grande e em Cuiabá. Existe também um planejamento para a última semana da campanha, entre 24 e 27, para que eu possa estar no Nordeste, a pedido do presidente do meu partido, o senador Sérgio Guerra, que está montando uma agenda para que eu visite de cinco a seis Estados do Nordeste."
Por Reinaldo Azevedo | 18:40 | comentários (18)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Aécio e Pimentel Estão Juntos, Mas Jô Lidera as Pesquisas


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RENATA LO PRETE
Editora do Painel da Folha de S.Paulo

O governador Aécio Neves (PSDB-MG) aparecerá logo mais ao lado do prefeito Fernando Pimentel (PT) no horário eleitoral do candidato apoiado por ambos em Belo Horizonte, informa Renata Lo Prete, editora da coluna Painel da Folha.

Na gravação feita para o programa de TV desta noite, Aécio e Pimentel atuam numa espécie de jogral recomendando o voto em Márcio Lacerda (PSB), atualmente em terceiro lugar nas pesquisas.

O texto diz que "governo foi feito para resolver problemas, não para criar problemas", e que os problemas, assim como as soluções, "não têm partido", numa resposta implícita à resistência de setores do PT ao acordo com o PSDB na capital mineira. Petistas ameaçavam entrar na Justiça caso Aécio, que foi impedido de participar formalmente da aliança, surgisse na propaganda.

No final da gravação, ambos dizem juntos que o eleitor "pode confiar" em Lacerda, que até recentemente ocupava uma secretaria no governo de Aécio e, antes disso, assessorava o presidenciável Ciro Gomes (PSB).

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