quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Au Revoir Bonjoir


Extrait du livre Impressions du Cinéma

Au revoir!
Ça ne devrait pas être bonjour?
la balance sur la corde
la peur de la défaite
Je veux être heureux
Quitter le monde pour la rencontrer.
Et puis tu ne me reconnais pas dans un monde différent
qui espérait trouver la paix a fait comme Jumper
Il s'est téléporté au Colisée de Rome
A marché le chemin Ape
Et assis sur le sphinx en Egypte
Donnez-moi un coup d'oeil à votre plateau, après avoir visité le village de l'empereur Hadrien
Près de rome
"La femme a besoin d'amour, alors elle le choisit
L'amour pour l'homme s'impose "
Hésiter, choisir, rester
Jusqu'à ce que vous sachiez et que vous vouliez continuer
La reconstruction de l'objet
Le désir, la force en moi
Je suis avec toi parce que je t'aime
Je t'ai choisi parce que je veux construire une relation avec toi
"Ce n'est pas le sens de la vie qui compte, c'est le sentiment de la vie-- le film
Fou de toi

Septembre 2006
Inspiré au film Reconstruction d´Amour

domingo, 28 de outubro de 2018

Mulholand Drive


By Alberto Coimbra
From the book Movie Impressions


The atitude of the man defines the life he will have.
I learn to live with the live.
Back on the road
This time you do not scape me.
I will tell you the right word:
I love you, I want you
The lucky of the gambler always comes.
After you get your issues worked out
The right person will show up as a gift
I´m lonely at the night
Standind at the door of Belas Artes Café;
I heard the song that is ours; Manuel O Audaz, In the voice of Jane Duboc
You´re close to me, you are with me…
I look for you throu gh the mullholland drive
Life is a real movie. Lost in life, gained in cinema
Sadness, after lost the people who I love…
Fear, the pain that frightens…We have to face our shadows.
The cards on the table
The lucky, the bad lucky.
A star is born
Who shines, who dies…
Camila and Bete.
In the softness of our skins
It´s a lot of sensuality in your profile.
In the mouth that sucks me.














quarta-feira, 30 de maio de 2018

De Mãos Albertas


Você é oxímoro.

Você é um poeta flaneur
Homem mulher
Céu e terra
Baudelaire do nosso tempo
Sem medo do ridículo.

Você é o salvador.
Você é Jesus no corpo de uma traveca.
Jesus que voltou.




sábado, 5 de maio de 2018

Nota sobre a nossa greve

  A assembléia do dia 23 de abril definiu que nós, professores do estado de Minas Gerais, voltaríamos a trabalhar, mantido o estado de greve, ou seja, poderíamos, em tese, voltar a fazer greve a qualquer momento. A companheira Elzenir Apolinário criticou essa postura, dizendo que tem experiência e isso representa o fim da greve. Há alguns dias, a PEC que estabelece o reajuste dos professores foi aprovada na assembléia.
            Nessa assembléia falou Guilherme Boulos, candidato a presidente pelo PSOL, advindo do Movimento dos Sem-Teto. O discurso de Boulos volta-se para temas como reforma urbana e agrária, assim como está também ligado à libertação de Lula, sem entrar em maiores detalhes. Havia uma faixa pedindo “Lula livre”. Outras vertentes estavam representadas: o PSOL utilizando largamente a imagem da vereadora assassinada Marielle. Igualmente, havia um boletim da Gazeta Revolucionária convocando a criação de um partido para revolução e não para eleição (segundo meu amigo Dionata Ossovsky, essa Gazeta é trotsquista). A Gazeta explica a PEC como forma de obrigar o governo do estado a pagar o piso federal não passaria de um golpe para acabar com a greve. O sindicato seria derrotista segundo a Gazeta, assim como o PT seria derrotista, pois a burocracia sindical pode perder privilégios.
            É curioso como o PSOL girou de acusador ferrenho da corrupção do PT para a posição a favor do presidente Lula e sua libertação. Curiosa posição. Denuncia-se escândalos de corrupção, mas quando o governo cai –devido à sucessão de escândalos, inclusive— passa-se à posição contrária, levando-se em conta o fato de que a direita tradicional roubou a nossa bandeira, mas que não deixa de ser curioso. Esse giro levanta a dúvida de que esses grupos são somente linha auxiliar do PT.
            A vertente com a qual concordo e que propõe o voto nulo e denuncia a farsa eleitoral estava presente –e notei o quanto incomoda. Propunha a continuação da greve, mas o meu grupo da cidade de Bom Despacho definiu que não temos condições de continuar a greve. Como algumas escolas pararam, outras não, as paradas passaram, inclusive, a perder alunos. Perdi uma turma e perdi salário. A PEC recentemente foi aprovada por unanimidade.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Que Cena, Alberto!

O livro Impressões de Cinema (Gulliver Editora) é um retrato de Alberto Coimbra e sua cabeça. Ele pensa cinema. E protagonizou intervenções no cotidiano da cidade de Bom Despacho que já entraram para o folclore: colocou máscara de piu piu e ergueu-se durante a eucaristia; numa audiência na Câmara sobre o aeroporto, ensaiava pequenos vôos, enquanto de sua roupa voavam plumas e paetês, produzindo uma cena surreal, dentre outras performances. Eu o conheci vestindo saia, blusa do cruzeiro, chapéu e levando uma mala, dizendo que ia pegar a (inexistente) ferrovia para Martinho Campos.
Alberto e seu livro me fazem pensar em José Agrippino de Paula: temos que viver as coisas que Oswald de Andrade escreveu. Alberto vive a contracultura dos anos 60 e o modernismo de 22.
O livro mistura crônicas autobiográficas em que ele insere Bom Despacho no mundo do cinema com poemas sempre inspirados por um determinado filme. Em sua imagética somos levados a uma Bom Despacho que não existe mais, a Bom Despacho em que a biblioteca pública era ao lado do cinema e o cinema apresentava produções que tinham interesse tanto para os intelectuais quanto apelo para a imprensa e as massas. Alberto é profundamente marcado por essa geografia sentimental: cinema-biblioteca.

Escrevendo de forma bela sobre sua infância em Bom Despacho nos anos 70, ele coloca a cidade dentro do cinema. Escrever sobre cinema de certo forma é estar no cinema, é de certa forma fazer cinema.

Alberto é de esquerda e esses dias mesmo estávamos falando sobre A Chinesa de Godard, filme que termina com a bela frase: "Eu achei que tinha dado um grande salto, mas apenas realizei os primeiros passos de uma longa marcha".  Alberto também é um pensador sofisticado. Ele escreve uma passagem que me faz lembrar muito Roberto Freire:

"Por causa de vícios comportamentais e do jeito de se referirem à sexualidade, principalmente a dos outros de forma pejorativa, adquirida e passada de geração em geração, ainda levam as pessoas a ligarem a liberdade sexual com a falta de limite, perversão, tudo é sacanagem, e a de se extremarem ligando o sexo com morte, enquanto deveriam viver essa mesma liberdade como forma de aprendizagem de vida, de aprimoramento pessoal e de enriquecimento da qualidade de vida como é o prazer de comer, dormir, transar, respeitar o próximo, os animais, a natureza, enfim, o Planeta. O ser humano e o Planeta pedem uma vida melhor".

Evoé, poeta modernista! Sem tesão não há solução!











domingo, 10 de setembro de 2017

Cenas Deliciosas de Antropofagia: O Widu de Lagares



            Em seu romance Widu, Muito Além do Silêncio, romance da história da Filosofia, o especialista em hipnose, coronel da PM e mestre em aikidô Alcino Lagares enfrenta um desafio: trazer a Filosofia de uma forma ágil e facilitada para os jovens. E é bem sucedido. O livro tem muitos diálogos, ilustrações, adota todo um formato editorial atraente e arejado.
            A narrativa conta a viagem de um grupo de sábios brasileiros à Nova Guiné, selva selvagem onde são aprisionados por um grupo de antropófagos. Uma vez presos, são submetidos a um desafio por parte do sacerdote local: ou respondem o motivo pelo qual existe tudo ao invés de existir nada ou são devorados num ritual antropófago. Essa provocação motiva os sábios a saborosas discussões sobre o ser e o nada para não serem comidos.
            Ora escrito num tom de pornochanchada filosófica, ora história da Filosofia de uma forma ao mesmo tempo digestiva e com sabor brasileiro, esse banquete homérico onde Alcino reina nos diverte e instrui. Retomando indiretamente o conceito filosófico brasileiro mais bem sucedido mundialmente (a antropofagia de Oswald de Andrade) a uma narrativa ao mesmo tempo máscula e sexy, consegue misturar monadologia e sexo. Sendo assim, em sua prosa gostosa aprendemos muito sobre as “mônicas”, como dizia Caio Fernando Abreu, também ele um antropofágico escritor estudante de Filosofia. Com uma desenvoltura e irridescência tropical que surpreenderia muito o filósofo de Konigsberg, as antinomias masturbatórias kantianas são temperadas com bastante sexo, Freud e Lord Byron.
            As divagações, no entanto, não chegam a bom termo, uma vez que surge um conflito entre o líder político e o líder religioso dos antropófagos. O ponto aqui parece-me ser um seguinte: os discursos se esbatem e não sabemos ao certo em que ponto finalizou a discussão, o livro a deixa em aberto. Ou melhor: pode-se depreender que as conclusões são, como as do filósofo platônico Russel Blade, alter ego do Cel. Lagares, agnósticas, ou seja, não se pode dizer nem que Deus existe ou não existe. Porém, pode-se supor que, atualmente, no embate entre ciência e fé, a ciência e a razão estão num estágio tal que conseguem vencer a religião.
A meu ver, Alcino obteve sucesso em seu intento: a grande discussão que ele focaliza é uma discussão comum entre adolescentes e jovens hoje em dia: a oposição entre ciência e fé, entre materialismo e idealismo. E essa discussão é que forma o clímax de seu romance, quando debatem um rabino, um cientista ateu, um arcebispo e um professor de Filosofia agnóstico, é bem interessante, ágil e azeitada, podendo efetivamente atrair o interesse do público que ele visa ao escrever um livro.
            O livro possibilita um interessante confronto com Mundo de Sofia de Jolstein Gaarder. Enquanto o Mundo de Sofia é um livro para uma moça, Widu é masculino: há golpes de aikido, confrontos com nativos antropófagos, viagens internacionais a um país como a Nova Guiné, muito sexo, antropofagia e aventuras. Há muita ação, enfim, elemento que é sacrificado em prol das discussões filosóficas em O Mundo de Sofia. Além da derrota dos nativos com golpes de aikidô em sequências ao estilo do cinema norte-americano, há também uma história de amor e sexo em uma ambiência como a do filme “Lagoa Azul”. O livro tem todo um vocabulário próprio, numa mistura filosófica eclética e trepidante.
            Em suma, ao final do livro não há como não terminar gritando: “Kakhua! Laleô!” “Kakhua, laleô”, Alcino!