terça-feira, 23 de junho de 2015

Carta a Fábio Melo sobre a revolução democrática

Caro Fábio Melo:

Vendo o vídeo de vocês do Grupo Cipriano Barata sobre Eduardo Galeano, acho necessário, especialmente, pontuar essa questão do capitalismo burocrático.

Quando você levanta a problemática, Fábio, da necessidade de uma revolução democrática no Brasil, antes da revolução socialista, assumindo o caráter dessa revolução enquanto nacionalista, você coloca um problema da maior importância.

Essa revolução democrática é necessária, mas não acontecerá via processo eleitoral e, uma vez ocorrida, tenderá fortemente ao socialismo. Ela será motivada por um processo composto de greves, paralisações, ocupações de prédios públicos, invasões de terra, etc, um processo insurrecional. Muitos junhos vindo para completar junho de 2013.

O capitalismo brasileiro surgiu como modo de produção a dividir espaços com o feudalismo, posso supor, justamente no período que aconteceu o que você e Rafael Freitas chamam de "contrarrevolução" de 1888, ou seja, a abolição da escravidão. A análise que vocês fazem sofre de um certo anacronismo. A transformação que levou à abolição, naquela época, estava sim acontecendo um período de revolução das relações de produção, tanto que a monarquia, herança do feudalismo português, desmoronou logo em seguida, pois sua base social, os latifundiários do Vale do Ribeira no Rio de Janeiro, retiraram seu apoio e entraram em crise. O surgimento do capitalismo burocrático, impulsionado pela transformação do capitalismo inglês em imperialismo, motivou, mesmo aqui na periferia, o desabamento de algumas estruturas feudais e pré-feudais, ou seja, escravistas. 

Uma contrarrevolução propriamente seria o golpe de 64, na verdade direcionado contra os reformistas. Se uma reforma ameaça o capitalismo burocrático, ela é barrada. Esse capitalismo burocrático pode existir tanto na variedade neoliberal (como no Brasil) ou quanto na variedade que pratica estatizações e prega discurso nacionalista quando é conveniente (Venezuela de Chávez, Bolívia de Maduro). 

Os golpes de estado como os de 2002 na Venezuela e de 64 no Brasil surgem no reajeitamento entre os vários setores da burguesia. A partir de 64 foi tomado justamente o caminho do desenvolvimento econômico associado ao imperialismo. O varguismo foi varrido pela ditadura, pois trazia junto de si setores ligados a uma burguesia nacional e setores da burguesia burocrática que desejam um projeto mais ligado ao estado nacional, que ambicionam, se for necessário, interferir mais no estado, fazer estatizações, usar discurso nacionalista.

A ditadura militar reajustou a disputa entre PTB/PSD e UDN para MDB (burguesia burocrática) e Arena (burguesia exportadora). A divisão prosseguiu: depois foi o PMDB e o PDS que representaram esses setores, agora é o PT/PMDB e PSDB/DEMO.

Desde 1980 em diante, estamos vendo o desmoronar e a ruína do capitalismo burocrático. O imperialismo causa distúrbios em nível mundial, demanda tempo para reconstruir-se, depois volta a causar. O desmoronamento do capitalismo burocrático parece estar acelerado, indo de Mali até o Afeganistão, para não falar de Haiti, Paraguai, Honduras, Venezuela, Bolívia, Argentina, etc. Desmoronando o capitalismo burocrático, ele levará o resto do sistema junto.

Se no passado colonial o modo de produção brasileiro era externamente feudal e internamente escravista, a partir do final do século XIX passou a externamente capitalismo burocrático e internamente semicolonial e semifeudal.

A expansão do capitalismo burocrático, impulsionado pela transformação do capitalismo inglês em imperialismo teve, aqui e ali isoladamente, alguns elementos progressistas como o capitalismo costuma ter nos paísese e desenvolvidos, como demonstram o fim da escravidão e o surgimento da república. Não à toa aquele período presenciou nossa primeira ditadura militar. Ela surgiu com Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, um coágulo histórico surgido justamente para evitar a aceleração das reformas a ponto de por em perigo o sistema como um todo. O sistema voltou a ter estabilidade no início do século XX, quando o setor exportador da burguesia de São Paulo e Minas consolidou um sistema republicano oligárquico-latifundiário. Dentro dos países imperialistas, os países mais ricos tendem também a predar os mais fracos, como acontece entre Alemanha e Grécia.

O setor burocrático, desenvolvido primeiramente graças ao Barão de Mauá, demonstrou o caráter do capitalismo no Brasil: nascido das inversões financeiras do latifúndio, está umbilicalmente ligado a ele, tanto que o empresário do império é um nobre, ou seja, dono de terras. Sua busca é de ajudar o latifúndio a modernizar-se. O Brasil vê-se diante do dilema posto por Lênin para o latifúndio: ou ele segue o modelo americano e o vê desaparecer numa guerra civil ou continua no modelo alemão, dos junkers, onde o latifúndio é modernizado e prossegue infinitamente. O latifúndio, no entanto, historicamente está doente desde sempre. A maior contradição interna do Brasil é entre o latifúndio -- que em tese a burguesia deveria abolir para liberar forças produtivas e criar uma pequena burguesia rural que daria amplo suporte ao regime --e o caráter atrasado e impulsionado de fora do nosso capitalismo. A externa é entre a nação brasileira e o imperialismo.

Parece-me que Vargas, como o nosso social-democrata mais evoluído, ficou no meio do caminho e não pode fazer a revolução democrática a partir de 30, que foi o momento em que a burguesia burocrática efetivamente tomou o poder no estado, mais do que simplesmente tornar-se o modo de produção dominante. Ele recuou diante do dilema da social-democracia no país: para completar a revolução democrática é preciso fazer uma guerra civil, uma guerra popular e isso o social-democrata não quer. Por isso Vargas deixa os latifundiários continuarem apesar de 32, por isso ele fecha o regime em 37 e por isso os reformistas varguistas são expulsos do estado em 64. 

"O país vai bem, mas o povo vai mal" é a frase-chave daquilo que Florestan Fernandes chamou de capitalismo selvagem. Ele não se civiliza, não vai se reformar. Não seremos jamais uma Noruega ensolarada. Ou seremos subcapitalistas ou socialistas. Ser subcapitalista não quer dizer ser estagnado economicamente. Significa que sempre teremos contradições como as atuais, em que o contexto do Nordeste e Norte é "oriental" e de São Paulo e Rio Grande, "ocidental", assim como os horrores como fome, analfabetismo, etc. 

Não há lugar no sistema internacional para que o Brasil torne-se um país imperialista. Para cada país imperialista, outro recai no capitalismo burocrático. Precisaríamos, para tornarmo-nos um país imperialista, simplesmente de derrotar militarmente e subjugar economicamente Estados Unidos e Europa. O Brasil só se tornará completamente uma nação para si e deixará de ser uma empresa para os outros num processo socialista.

Numa revolução de nova democracia, serão desenvolvidos ao mesmo tempo o capitalismo nacional (pequenas e médias empresas), capiutalismo esse atualmente atrofiado pelo imperialismo e o socialismo (com estatização das multinacionais e o fim do latifúndio).

A especificidade mais dramática do Brasil é, creio eu, a reprodução interna do sistema capitalista de dominação entre as regiões brasileiras. Sendo assim, São Paulo tende a tensionar com o Nordeste, pois São Paulo explora o Nordeste de forma análoga àquela como os Estados Unidos explora o Brasil.

Essa discussão sobre o semifeudalismo levantada por Freitas, que tem por estofo Mariátegui, Sodré e a historiografia revisionista brasileira não tem razão de ser. O Brasil é semifeudal e isso não é eurocentrismo, como fez a crítica falsamente descolonizada da academia. Foi a colonização que exportou para nós as relações de produção europeias. E pior: exportou um modo de produção mais atrasado. Enquanto Portugal vivia o feudalismo, ele exportou para nós o escravismo.

Assim sendo, o profeta é Guzmán. Os próximos trinta anos serão de desmoronamento do sistema imperialista. Ele não cairá de maduro e nem sozinho. Precisamos sempre dar um empurrãozinho. Contamos com vocês! Abraços!





terça-feira, 9 de junho de 2015

Viva o marxismo-leninismo-maoismo

Introdução


Em 1984 foi fundado o Movimento Revolucionário Internacionalista, agrupando os núcleos de revolucionários maoistas de todo o mundo que estavam determinados a fazer avançar a luta por um mundo sem exploração e opressão, sem imperialismo, um mundo em que a própria divisão da sociedade em classes será superada - o mundo comunista do futuro. Desde a formação do nosso Movimento temos continuado a avançar e hoje, por ocasião do Centenário de Mao Tsétung, com um profundo sentido das nossas responsabilidades, declaramos ao proletariado internacional e às massas oprimidas do mundo inteiro que a ideologia que nos guia é o Marxismo-Leninismo-Maoismo.
O nosso Movimento foi fundado com base na Declaração do Movimento Revolucionário Internacionalista, adoptada pela II Conferência de Partidos e Organizações Marxistas-Leninistas em 1984. A Declaração defende a ideologia revolucionária do proletariado, e, com base nela, aborda, de uma forma correcta quanto ao essencial, as tarefas dos comunistas revolucionários, quer nos diferentes países quer à escala mundial, a história do movimento comunista internacional e várias outras questões vitais. Reafirmamos hoje que a Declaração é a base sólida do nosso Movimento sobre a qual estamos a clarificar e a compreender mais profundamente a nossa ideologia, bem como a edificar a mais sólida unidade do nosso Movimento.
Declaração salienta correctamente "o desenvolvimento qualitativo da ciência do Marxismo-Leninismo levado a cabo por Mao Tsétung" e afirma que ele a elevou a "um novo estádio". Contudo, a utilização da expressão "Marxismo-Leninismo-Pensamento Mao Tsétung" na nossa Declaração reflectia uma compreensão ainda incompleta deste novo estádio. Nos últimos nove anos, o nosso Movimento empenhou-se numa longa, rica e firme discussão e luta por uma mais completa compreensão do desenvolvimento do Marxismo por Mao Tsétung. Durante este mesmo período, os partidos e organizações do nosso Movimento, e o MRI como um todo, estiveram empenhados na luta revolucionária contra o imperialismo e a reacção. De máxima importância, tem sido a experiência de vanguarda da Guerra Popular dirigida pelo Partido Comunista do Peru, que logrou mobilizar milhões de elementos das massas, varrendo o Estado em muitas partes do país e estabelecendo nessas zonas o Poder dos operários e camponeses. Estes avanços, na teoria e na prática, permitiram-nos aprofundar ainda mais a nossa compreensão da ideologia do proletariado e, nessa base, dar um passo de grandes consequências, o reconhecimento do Marxismo-Leninismo-Maoismo como o novo, terceiro e superior estádio do Marxismo.
Novo, Terceiro e Superior Estádio do Marxismo
Mao Tsétung elaborou muitas teses sobre toda uma série de questões vitais para a Revolução. Mas o Maoismo não se resume à soma de todas as grandes contribuições de Mao. É o desenvolvimento global e multifacetado do Marxismo-Leninismo a um novo e superior estádio. O Marxismo-Leninismo-Maoismo é um todo integral; é a ideologia do proletariado sintetizada e desenvolvida a novos estádios, de Marxismo a Marxismo-Leninismo e a Marxismo-Leninismo-Maoismo, por Karl Marx, V.I. Lenine e Mao Tsétung, com base na experiência do proletariado e da humanidade na luta de classes e na luta pela produção e pela experimentação científica. É a arma invencível que permite ao proletariado compreender o mundo e transformá-lo através da Revolução. O Marxismo-Leninismo-Maoismo é uma ideologia aplicável universalmente, viva e científica, em constante evolução e sendo sempre enriquecida através da sua aplicação ao acto de fazer a Revolução, bem como através do avanço do conhecimento humano em geral. O Marxismo-Leninismo-Maoismo é o inimigo de todas as formas de revisionismo e de dogmatismo. É todo-poderoso porque é verdadeiro.
Karl Marx
Karl Marx foi quem primeiro desenvolveu o comunismo revolucionário há quase 150 anos. Com a colaboração do seu íntimo camarada-de-armas Friedrich Engels, desenvolveu um sistema filosófico global, o materialismo dialéctico, e descobriu as leis básicas que definem o curso da História da Humanidade.
Marx desenvolveu uma ciência da economia política que revelava a exploração do proletariado e a inerente anarquia e as contradições do modo de produção capitalista. Karl Marx desenvolveu a sua teoria revolucionária em ligação estreita e ao serviço da luta de classe do proletariado internacional. Formou a I Internacional e escreveu, com Engels, o Manifesto Comunista, com o seu apelo de grande repercussão, "Operários de todos os países, uni-vos!". Marx dedicou grande atenção à Comuna de Paris de 1871, a primeira grande tentativa do proletariado para tomar o Poder, e sintetizou as suas lições.
Armou o proletariado internacional com uma compreensão da sua missão histórica: tomar o Poder político através da Revolução e utilizar esse Poder - a ditadura do proletariado - para transformar as condições sociais, até que seja eliminada a própria base em que assenta a divisão da sociedade em diferentes classes.
Marx dirigiu a luta contra os oportunistas que no movimento proletário procuravam limitar a luta dos operários à melhoria das condições da escravidão assalariada sem pôr em causa a própria existência dessa escravidão.
Ao conjunto das posições, do ponto de vista e do método de Marx, veio a chamar-se Marxismo, o qual representa o primeiro grande marco no desenvolvimento da ideologia do proletariado.
V.I. Lenine
V.I. Lenine desenvolveu o Marxismo a um estádio completamente novo, no decurso da sua liderança do movimento revolucionário do proletariado na Rússia e da luta no movimento comunista internacional contra o revisionismo.
Entre muitas outras contribuições, Lenine analisou o desenvolvimento do capitalismo ao seu estádio superior e final, o imperialismo. Mostrou que o mundo estava dividido entre uma mão-cheia de potências imperialistas e uma grande maioria, os povos e nações oprimidas, e mostrou que as potências imperialistas seriam forçadas a entrar periodicamente em guerra para redividir o mundo entre si. Lenine descreveu a era em que vivemos como a era do imperialismo e da Revolução proletária. Lenine desenvolveu um partido político de tipo novo, o Partido Comunista, como a ferramenta indispensável do proletariado para dirigir as massas revolucionárias na tomada do Poder.
Mais importante ainda, Lenine elevou a teoria e a prática da Revolução proletária a um nível completamente novo, ao dirigir pela primeira vez o proletariado na tomada e na consolidação do seu Poder político, a sua ditadura revolucionária, com a vitória da Revolução de Outubro na antiga Rússia czarista, em 1917.
Lenine travou uma luta de vida e morte contra os revisionistas do seu tempo dentro da II Internacional, que tinham traído a Revolução proletária e que apelavam aos trabalhadores para defender os interesses dos seus amos imperialistas na I Guerra Mundial.
Os "canhões de Outubro" e a luta de Lenine contra o revisionismo expandiram ainda mais o movimento comunista por todo o mundo, unindo as lutas dos povos oprimidos à Revolução proletária mundial e dando origem à III Internacional (ou Internacional Comunista).
O desenvolvimento global e multifacetado do Marxismo por Lenine representa o segundo grande salto no desenvolvimento da ideologia do proletariado.
Após a morte de Lenine, José Estaline defendeu a ditadura do proletariado contra os inimigos internos, bem como dos invasores imperialistas durante a II Guerra Mundial, e fez avançar a causa da construção e da transformação socialistas na União Soviética. Estaline lutou para que o movimento comunista internacional reconhecesse o Marxismo-Leninismo como o segundo grande marco no desenvolvimento da ideologia do proletariado.
Mao Tsétung
Mao Tsétung elevou o Marxismo-Leninismo a um novo e superior estádio, no decurso das suas muitas décadas de liderança da Revolução Chinesa, da luta internacional contra o revisionismo moderno e, acima de tudo, na descoberta, na teoria e na prática, do método da continuação da Revolução sob a ditadura do proletariado para prevenir a restauração do capitalismo e continuar o avanço rumo ao comunismo. Mao Tsétung desenvolveu de forma significativa todas as três componentes do Marxismo - filosofia, economia política e socialismo científico.
Mao disse: "O Poder político está na ponta da espingarda". Mao Tsétung desenvolveu de uma forma global a ciência militar do proletariado, através da sua teoria e prática da Guerra Popular. Mao ensinou-nos que é o Povo, e não as armas, que são decisivas na guerra. Assinalou que cada classe tem as suas próprias formas específicas de fazer a guerra, com o seu carácter, objectivos e meios específicos. Observou que toda a lógica militar pode ser reduzida ao princípio "vocês combatem à vossa maneira, nós combatemos à nossa", e que o proletariado deve forjar uma estratégia e uma táctica militares que possam jogar com as suas vantagens particulares, incentivando e confiando na iniciativa e no entusiasmo das massas revolucionárias.
Mao demonstrou que a política de conquistar bases de apoio e de estabelecer o Poder político de uma forma sistemática era indispensável para incentivar as massas e desenvolver a força militar do Povo e a expansão por vagas do seu Poder político. Insistiu na necessidade de dirigir as massas na realização de mudanças revolucionárias nas bases de apoio e na necessidade de as desenvolver política, económica e culturalmente ao serviço do avanço da guerra revolucionária.
Mao ensinou-nos que o Partido deve controlar a espingarda e que nunca deveria ser permitido que a espingarda controle o Partido. O Partido deve ser erigido como um meio capaz de iniciar e dirigir a guerra revolucionária. Salientou que a tarefa central da Revolução é a tomada do Poder político através da violência revolucionária. A teoria da Guerra Popular de Mao Tsétung é universalmente aplicável em todos os países, embora deva ser aplicada às condições concretas de cada país e, em particular, ter em conta as vias revolucionárias nos dois principais tipos de países que existem no mundo de hoje - países imperialistas e países oprimidos.
Mao resolveu o problema de como fazer a Revolução num país dominado pelo imperialismo. O caminho básico por ele traçado para a Revolução na China representa um contributo inestimável para a teoria e a prática da Revolução e é o guia para conseguir a libertação nos países oprimidos pelo imperialismo. Isto significa Guerra Popular prolongada, rodear as cidades a partir do campo, com a luta armada como a principal forma de luta e o Exército dirigido pelo Partido como a principal forma de organização das massas, mobilizar o campesinato, principalmente os camponeses pobres, levando a cabo a Revolução Agrária; construir uma Frente Única sob a liderança do Partido Comunista para levar a cabo a Revolução da Democracia Nova contra o imperialismo, o feudalismo e o capitalismo burocrático, e estabelecer a ditadura conjunta das classes revolucionárias dirigidas pelo proletariado como o prelúdio necessário à Revolução Socialista que deve seguir-se imediatamente à vitória da primeira etapa da Revolução. Mao avançou a tese das "três armas mágicas" - o Partido, o Exército e a Frente Única -, instrumentos indispensáveis para fazer a Revolução em cada país, de acordo com as suas condições e a sua via revolucionária específicas.
Mao Tsétung desenvolveu de forma significativa a filosofia do proletariado, o materialismo dialéctico. Em particular, salientou que a lei da contradição, a unidade e luta dos contrários, é a lei fundamental que rege a Natureza e a sociedade. Assinalou que a unidade e identidade de todas as coisas é temporária e relativa, enquanto que a luta entre os contrários é constante e absoluta, e que isso dá origem a rupturas radicais e saltos revolucionários. Aplicou magistralmente esta concepção à análise da relação entre teoria e prática, salientando que a prática é simultaneamente a única fonte e o derradeiro critério da verdade, e dando ênfase ao salto da teoria para a prática revolucionárias. Ao fazê-lo, Mao desenvolveu ainda mais a teoria proletária do conhecimento. Encabeçou o movimento para levar a filosofia a milhões de elementos das massas, popularizando, por exemplo, que "um divide-se em dois" por oposição ao conceito revisionista "dois combinam-se em um".
Mao Tsétung alargou a compreensão do conceito de que "o Povo e só o Povo é a força-motriz da história mundial". Desenvolveu a compreensão da linha de massas: "recolher as ideias das massas (ideias dispersas e não sistematizadas) e concentrá-las (torná-las em ideias concentradas e sistematizadas através do estudo), voltar depois às massas e propagar e explicar essas ideias até que as massas as abracem como suas, perseverem nelas e as traduzam em acções, testando nessas acções a justeza dessas ideias". Mao salientou a profunda verdade de que a matéria pode ser transformada em consciência e a consciência em matéria, aumentando a compreensão do papel dinâmico consciente do Homem em cada um dos campos da actividade humana.
Mao Tsétung dirigiu a luta internacional contra o revisionismo moderno encabeçado pelos revisionistas khruchtchovistas. Defendeu a linha política e ideológica comunista contra os revisionistas modernos e apelou aos genuínos revolucionários proletários a romper com eles e a forjar Partidos baseados em princípios marxistas-leninistas-maoistas.
Mao Tsétung levou a cabo uma profunda análise das lições da restauração do capitalismo na URSS e das deficiências bem como dos êxitos da construção do socialismo nesse país. Embora Mao defendesse as grandes contribuições de Estaline, também sintetizou os erros de Estaline. Sintetizou a experiência da Revolução Socialista na China e das reiteradas lutas entre as duas linhas contra o quartel-general revisionista dentro do Partido Comunista da China. Mao aplicou magistralmente a dialéctica materialista à análise das contradições da sociedade socialista.
Mao ensinou-nos que o Partido deve tomar a posição de vanguarda - antes, durante e depois da tomada do Poder - na liderança do proletariado na luta histórica pelo comunismo. Aumentou a compreensão do modo de preservar o carácter revolucionário proletário do Partido através da luta ideológica activa contra as influências burguesas e pequeno-burguesas nas suas fileiras, da educação ideológica dos membros do Partido, da crítica e autocrítica e da luta entre as duas linhas contra as linhas oportunistas e revisionistas no Partido. Mao ensinou-nos que assim que o proletariado toma o Poder e que o Partido se torna na principal força dentro do Estado Socialista, a contradição entre o Partido e as massas converte-se na expressão concentrada das contradições que caracterizam a sociedade socialista como sociedade de transição entre o capitalismo e o comunismo.
Mao Tsétung desenvolveu o conhecimento do proletariado de economia política, do papel contraditório e dinâmico da própria produção e da inter-relação desta com a superestrutura política e ideológica da sociedade. Mao ensinou-nos que o sistema de propriedade é decisivo nas relações de produção mas que, no socialismo, deve-se prestar atenção a que a propriedade pública seja socialista tanto no conteúdo como na forma. Salientou a interacção entre o sistema socialista de propriedade e os outros dois aspectos das relações de produção, as relações entre as pessoas na produção e o sistema de distribuição. Mao desenvolveu a tese leninista de que a política é a expressão concentrada da economia, mostrando que numa sociedade socialista a justeza da linha política e ideológica determina se o proletariado é realmente dono dos meios de produção. Reciprocamente, assinalou que a ascensão do revisionismo significa a ascensão da burguesia, e que dado o carácter contraditório da base económica socialista seria fácil aos seguidores da via capitalista reerguer o sistema capitalista se chegassem ao Poder.
Criticou profundamente a teoria revisionista das forças produtivas e concluiu que a superestrutura, a consciência, pode transformar a base e, com o Poder político, desenvolver as forças produtivas. Tudo isto tomou expressão na frase de Mao, "Empenhar-se na Revolução, Promover a Produção".
Mao Tsétung iniciou e dirigiu a Grande Revolução Cultural Proletária, que representou um grande salto em frente na experiência do exercício da ditadura do proletariado. Centenas de milhões de pessoas ergueram-se para derrubar os seguidores da via capitalista que haviam surgido de dentro da sociedade socialista e que se concentravam sobretudo na própria direcção do Partido (tais como Liu Chaochi, Lin Piao e Teng Siaoping). Mao dirigiu o proletariado e as massas na oposição aos seguidores da via capitalista e na imposição dos interesses, pontos de vista e vontade da grande maioria do Povo em todas as esferas que, mesmo numa sociedade socialista, tinham continuado a ser coutada privada das classes exploradoras e do seu modo de pensar.
As grandes vitórias alcançadas pela Revolução Cultural impediram durante uma década a restauração capitalista na China e levaram a grandes transformações socialistas na base económica, assim como na educação, na literatura e arte, na investigação científica e noutras partes da superestrutura. Sob a direcção de Mao, as massas estudaram profundamente o terreno que engendra o capitalismo - como o direito burguês e as três grandes diferenças, entre cidade e campo, entre operários e camponeses, e entre trabalho intelectual e trabalho manual.
No decurso de intensa luta política e ideológica, milhões de operários e outros elementos das massas revolucionárias aprofundaram de maneira significativa a sua consciência de classe e domínio do Marxismo-Leninismo-Maoismo e reforçaram a sua capacidade de exercer o Poder político. A Revolução Cultural foi realizada como parte da luta internacional do proletariado e foi um campo de treino em internacionalismo proletário.
Mao compreendeu a relação dialéctica entre a indispensabilidade de uma liderança revolucionária e a necessidade de incentivar e confiar nas massas revolucionárias de baixo para cima para implementar a ditadura do proletariado. Deste modo, o fortalecimento da ditadura do proletariado foi também o mais extenso e profundo exercício em democracia proletária conseguido até hoje no mundo, revelando heróicos dirigentes revolucionários como Chiang Ching e Chang Chungchiao, que se mantiveram ao lado das massas e as dirigiram na batalha contra os revisionistas e que, ante a amarga derrota, continuaram a erguer alto a bandeira do Marxismo-Leninismo-Maoismo.
Lenine disse, "Só é marxista quem alarga o reconhecimento da luta de classes ao reconhecimento da ditadura do proletariado". À luz das inestimáveis lições e avanços alcançados pela Grande Revolução Cultural Proletária dirigida por Mao Tsétung, esta linha divisória ficou ainda melhor definida. Agora, podemos afirmar que só é marxista quem alarga o reconhecimento da luta de classes ao reconhecimento da ditadura do proletariado e ao reconhecimento da existência objectiva de classes, de contradições antagónicas de classe, da burguesia no Partido e da continuação da luta de classes sob a ditadura do proletariado durante todo o período do socialismo, até ao comunismo. Como Mao tão poderosamente afirmou, "A falta de clareza nesta questão conduzirá ao revisionismo".
A restauração capitalista que se seguiu ao golpe de estado contra-revolucionário de 1976 dirigido por Hua Kuofeng e Teng Siaoping, de modo nenhum nega o Maoismo ou os históricos êxitos e as enormes lições da Grande Revolução Cultural Proletária; pelo contrário, esta derrota confirma as teses de Mao sobre a natureza da sociedade socialista e a necessidade de continuar a Revolução sob a ditadura do proletariado.
Claramente, a Grande Revolução Cultural Proletária representa uma epopeia histórica da Revolução, um vitorioso ponto alto para os comunistas e os revolucionários do mundo inteiro, um feito imperecível. Embora tenhamos todo um processo à nossa frente, essa Revolução deixou-nos grandes lições que estamos já a aplicar, como por exemplo o ponto de que a transformação ideológica é fundamental para que a nossa classe tome o Poder.
Marxismo-Leninismo-Maoismo:
O Terceiro Grande Marco

No decurso da Revolução Chinesa, Mao desenvolveu o Marxismo-Leninismo em muitos campos importantes. Mas foi no cadinho da Grande Revolução Cultural Proletária que a nossa ideologia deu um salto e o terceiro grande marco, o Marxismo-Leninismo-Maoismo, emergiu na sua plenitude. Do plano superior do Marxismo-Leninismo-Maoismo, os comunistas revolucionários puderam compreender ainda mais profundamente os ensinamentos dos grandes líderes precedentes e, de facto, mesmo as contribuições iniciais de Mao Tsétung assumiram um significado mais profundo. Hoje, sem Maoismo não pode haver Marxismo-Leninismo. De facto, negar o Maoismo é negar o próprio Marxismo-Leninismo.
Cada grande marco no desenvolvimento da ideologia revolucionária do proletariado enfrentou implacável resistência e só conseguiu ser reconhecido mediante intensa luta e mediante a sua aplicação à prática revolucionária. Hoje, o Movimento Revolucionário Internacionalista declara que o Marxismo-Leninismo-Maoismo deve ser o comandante supremo e o guia da Revolução Mundial.
Centenas de milhões de proletários e massas oprimidas do mundo são cada vez mais impelidas para a luta contra o sistema imperialista mundial e toda a reacção. No campo de batalha contra o inimigo, procuram a sua própria bandeira. Os comunistas revolucionários devem empunhar a nossa ideologia universal e difundi-la entre as massas para ainda mais incentivar a sua acção e organizar as suas forças, com o objectivo de tomar o Poder através da violência revolucionária. Para o conseguir, têm de ser formados Partidos marxistas-leninistas-maoistas, unidos no Movimento Revolucionário Internacionalista, naqueles lugares onde não existam, enquanto que os existentes devem ser reforçados de modo a preparar, iniciar e levar até à vitória a Guerra Popular para tomar o Poder para o proletariado e o povo oprimido. Devemos empunhar, defender e, sobretudo, aplicar o Marxismo-Leninismo-Maoismo.
Devemos acelerar a nossa luta pela formação de uma Internacional Comunista de tipo novo, baseada no Marxismo-Leninismo-Maoismo. A Revolução Proletária Mundial não pode avançar até à vitória sem forjar essa arma porque, como Mao nos ensinou, ou caminhamos todos para o comunismo, ou nenhum de nós lá chegará.
Mao Tsétung afirmou, "O Marxismo consiste em milhares de verdades, mas em última análise todas se reduzem a uma: é justo revoltar-se". O Movimento Revolucionário Internacionalista toma a revolta das massas como o seu ponto de partida, e apela ao proletariado e aos revolucionários de todo o mundo a empunharem o Marxismo-Leninismo-Maoismo. Esta ideologia libertadora e de combate deve ser levada ao proletariado e a todos os oprimidos porque só ela pode possibilitar que a revolta das massas remova milhares de anos de exploração de classe e dê à luz o mundo novo do comunismo.
Erguer Bem Alto a Grande Bandeira Vermelha
do Marxismo-Leninismo-Maoismo!
26 de Dezembro de 1993

Movimento Revolucionário Internacionlista

Fonte:    página vermelha

sábado, 6 de junho de 2015

Eduardo Recchi X Cristiano Alves da Página Vermelha

Eduardo Recchi, do PSOL, está polemizando nesse vídeo aqui de forma semelhante a mim com o Cristiano Alves da Página Vermelha.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Situação do pronatec em Bom Despacho


Gostaria de comunicar a todos o que vem ocorrendo com os professores do Pronatec em Bom Despacho, programa do qual faço parte. Estamos no mês de junho de 2015 e tem professores com pagamentos pendentes desde setembro do ano passado (2014), ALGUNS PROFESSORES com até 7.000 reais para receber por aulas dadas em 2014. 
No ano de 2015 nenhum professor do Pronatec em Bom Despacho recebeu ainda por aulas dadas desde março, ou seja, a situação é inadmissível. Isso é muito mais do que um desrespeito, é uma afronta à categoria. 
Quero ressaltar que o Pronatec resulta de convênio entre governo federal e prefeitura, mas a prefeitura não é a responsável pelo pagamento dos professores e sim o IFMG/campus Bambuí.
Gostaria que todos que priorizam a educação, principalmente meus colegas professores de Bom Despacho, nos ajudassem esclarecendo à população sobre essa situação e divulgando essa mensagem.Tivemos uma reunião ontem, dia 03/06, e decidimos pela paralisação das aulas a partir da semana que vem, até que os pagamentos sejam regularizados.Desde já, agradeço.

Professor Alexandre Cavaliere

domingo, 31 de maio de 2015

Será o fim da esquerda trapalhona? O racha no quarteto provoca risadas!

Enfim, provocando muitas risadas, o tiro acertou em cheio no pé e, como eu previa, o quarteto trapalhão (PCO, PSTU, PSOL e PCB) racha definitivamente.
Ontem a reforma política, cantada em prosa em verso por esses grupos, aprovou a exclusão dos partidos sem parlamentar algum no Congresso do direito às verbas do fundo partidário e do tempo de exposição na televisão, justo o que eletriza o ego trapalhão desses pequenos partidos ao tempo de eleições.


Como disse Caetano: "ela não sabe até pensei...em cantar na televisão"...Bau bau.
 Igualmente, o dinheiro do velho estado latifundiário lhes alimentava a esperança louca de um dia conseguirem fazer valer os saberes euro-trotsko-lukacsi-gramscianos e conseguir eleger parlamentares --ou mesmo um vereador (como no caso do PCB).


O PSOL simplesmente deu "beijinho, beijinho, pau, pau" para Dedé, Mussum e Zacarias (PSTU, PCB e PCO). Didi partiu em carreira solo, ou seja, pensando mais em preservar a si mesmo, votou a favor da chamada cláusula de barreira e nem discursou a favor dos amigos trostquistas.


Que pena! Os Didis e Dedés da esquerda por fim não vão mais fazer a "frente anticapitalista" e "antifascista" como era oportuno para eles mentirem que iam fazer, uma vez que PSOL não é anticapitalista e sim social-democrata que faz qualquer coisa para ganhar eleições, até colocar como candidato um fundamentalista religioso.


 Eles e seus satélites trotsquistas mais lunáticos andavam rindo do MEPR e do MNN, como se pode ver em postagem como essa, de um coletivo trotsquista, um maravilhoso celeiro de ecletismo e oportunismo. O "trapalhativo" de trotsquistas chegou a dizer que a "união em torno das reformas" levaria o Brasil a tornar-se uma "grande Cuba". 

E tome fotos de Lula defendendo a Petrobrás. Os bocós, com sua mistura de arrogância com oportunismo eclético, chegaram a debochar das organizações que tiveram a coragem de pedir a libertação dos presos políticos, interferindo corajosamente nas manifestações da direita oposicionista no dia 12 de abril.


Mal sabiam os ingênuos que as reformas não eram as reformas de seus sonhos e que elas não lhes trariam um "Cubão" e sim um belo pé na bunda, a partir do qual vão ralar muito até se quiserem fazer cretinismo parlamentar.


Como previsto, não farão política nem parlamentar e nem extraparlamentar, pois estão cheios de vícios eleitoreiros e oportunistas. O seu destino é deixar as calças caírem, assim como aconteceu com Dedé.

Não adiantou, por fim, avançar na lua pensando que era queijo. O sistema é bruto.






domingo, 10 de maio de 2015

Algumas frases e pensamentos do Presidente Gonzalo



“Mas a questão não reside simplesmente em analisar o conhecimento, mas em operar uma reviravolta metodológica, análoga no que for possível àquela experimentada nas ciências; devemos analisar o conhecimento em quanto ele tem de racionalidade, de elementos impostos pela razão, de esquemas construtivos racionais através dos quais nos é dado todo conhecimento. É necessário fazer Copérnico que, não podendo explicar os fenômenos celestes mediante a rotação de todo o Universo, transferiu o movimento para a terra e cumpriu, assim, seu objetivo; assim a metafísica não pode explicar certos conhecimentos tendo por base as coisas, demos um giro para o outro lado e tentamos explicar as coisas pela racionalidade que nosso conhecimento põe nelas. Essa é a revolução copernicana que fez Kant”.

“A ideologia do proletariado, o marxismo-leninismo-maoísmo, é toda poderosa porque é verdadeira e os fatos históricos o estão demonstrando’”.

“Gostaria ressaltar nesta altura isso: é ideologia, mas científica. Dessa forma, deveríamos compreender muito bem que não podemos fazer concessão alguma a posições burguesas que querem reduzir a ideologia do proletariado a um simples método, pois, dessa maneira, ela se prostitui, se nega.”

“Não podemos esquecer o papel que o Brasil tem jogado [intervindo indiretamente no Peru]. Há reclamações quanto a territórios e problemas fronteiriços, deve-se lembrar. Ele pode até interferir diretamente, com suas tropas. O Brasil tem gente treinando aqui.”

“O que entendemos por fascista e corporativo? Para nós, o fascismo é a negação dos princípios demoliberais, é a negação dos princípios demoburgueses nascidos e desenvolvidos no século XVII na França; esses princípios tem sido abandonados pela reação, pela burguesia no mundo, assim como já na I Guerra Mundial nos fez ver a crise na ordem demoburguesa, por isso é que posteriormente o fascismo surge como insurgência.”

“Consideramos também o fascismo como uma ideologia eclética, feita de retalhos, que recolhe aqui e ali o que lhe convém (...). Ele toma o que estiver mais à mão”.

“O corporativismo seria organizar a economia em corporações. E seria a negação do parlamentarismo”.

“Em Lucanamarca houve excessos (episódio em que o PCP puniu duramente uma pequena cidade onde o partido e seus membros eram perseguidos, matando 80 pessoas). Mas lhes demos um golpe, mostramos que somos um osso duro de roer.”

Nós combatemos internacionalmente o social-imperialismo de Gorbachev, o revisionismo chinês desse protervo Teng Siao-Ping, o revisionismo albanês de Ramiz Alía, esse seguidor do revisionista Hoxha, como combatemos a todos os revisionistas que entregam o bastão de mando ao social-imperialismo ou ao revisionismo chinês ou albanês ou de quem quer que seja.”

“Finalmente, deve ter-se presente que na guerra contemporânea, em especial, é precisamente a reação quem usa o terrorismo como um de seus meios de luta”.

“Eles jogam com desespero porque a terra lhes treme sob os pés. Por isso querem usar o terrorismo para ocultar a guerra popular”.

“É preciso deixar esse frentismo eleitoreiro rasteiro e inútil que é como uma rêmora e assumir posição de classe, segundo a classe que defendam. Que façam uma frente verdadeiramente revolucionária, que a façam e entrem em convergência os gestos e os fatos”.

“Não me venham com posições de social-cristianismo que não levam a lugar algum. Não basta dizer que o outro é sectário, é preciso mostrar que também não se se é. Deixar de ser oportunista, deixar de ser revisionista.”

“A verdade é lancinante (...). Somos absolutamente opostos à teoria revisionista que aplicam na América Central e que querem difundir a outras partes, de que todos são revolucionários, todos são marxistas, não existe necessidade de um partido comunista que dirija, basta simplesmente unir a todos e basear-se em uma frente para conduzir a revolução, essa é a negação do marxismo, essa é a negação de Marx, essa é a negação de Lênin, essa é a negação do presidente Mao, não há nenhum marxista que tenha posto de lado a direção do partido.”

“Vivemos em um período de guerra ideológica. Os homens que representam uma força de renovação não podem confundir-se com aqueles que representam uma força de conservação, nem de forma casual. Um abismo histórico os separa. Ambos não falam uma mesma linguagem e não têm uma mesma intuição da história.” Mariátegui, citado por Gonzalo.

“Mao disse uma vez que no comunismo entraremos todos ou nenhum. Nossa revolução está indissoluvelmente ligada à revolução mundial.”

“Estamos contra as três montanhas (semi-feudalidade, capitalismo burocrático e imperialismo). Quanto à pequena burguesia e à média, cumpre respeitar seus direitos (...). A burguesia nacional não participará [da nova democracia], mas terá seus direitos respeitados”.

“Para nós, não existe saída [para o capitalismo peruano]. O capitalismo burocrático começou a ruir a partir de 80 e levará todo o sistema junto. Da forma como vemos as coisas, as décadas de 80 e 90, ambas críticas, não mostrarão saída alguma”.

“Mao Tsé Tung explicou que ajuda econômica a partidos é um argumento revisionista. Cada partido tem que andar com suas próprias pernas. Sustentamos há oito anos uma guerra popular sem apoio internacional”.

“A contradição entre potências imperialistas e nações oprimidas é de grande transcendência para a revolução mundial”.

“Em Cuba não se fez guerra popular, mas também tiveram suas particularidades, das quais esqueceram-se depois; antes disseram que foi um caso excepcional –disse Guevara –e depois se esqueceram. Além do mais, ali não havia partido comunista que dirigisse; são questões do cubanismo e seus cinco caracteres de: insuficiente diferenciação de classes que demandava redentores para redimir aos oprimidos, revolução socialista ou caricatura de revolução, frente única, mas sem burguesia nacional, sem necessidade de base de apoio e a já anotada não necessidade de partido; o que hoje estamos vivendo na América Latina é um desenvolvimento dessas mesmas posições, só que cada vez mais a serviço do social-imperialismo e de sua contenda com o imperialismo yankee pela hegemonia mundial. A América Central o demonstra de forma cabal. O MRTA, pelo que conhecemos, está dentro desses critérios.”

“Gorbachev diz que todo seu poderio baseia-se no poder bélico e ele fica vaidoso diante do imperialismo americano como se ambos fossem o que há de mais importante sobre a Terra. É a pior política de superpotências que já existiu”.

“Que é esse indivíduo? Ele desenvolve posições de Kruschev (...). Ele diz que Perestroika é revolução. Perestroika é o desenvolvimento da contrarrevolução. Ele quer um estado burguês mais descarado.”

“Kruschev foi o campeão do bastão de mando. Assim são Teng Siao-Piang, Gorbachev, gostam do bastão de mando. Nós não [estamos sob o bastão de mando].”

“Dizem que a Albânia é socialista. Estudem o Congresso do Partido. Só se fala em imperialismo americano. E o soviético? Onde estão os dois inimigos que se deve combater? Isso sempre foram palavras [vãs], até mesmo em Hoxha. Notem que ele dedica-se muito mais a falar do imperialismo americano do que do social-imperialismo”.

“Se alguém estuda o Congresso albanês, vê os problemas econômicos sérios que eles têm, esse caminho que seguem não foi tomado por Ramiz Alia, mas sim por Hoxha. Hoxha escrevia em 78 que na Albânia já não existiam classes antagônicas. Sabemos muito bem o que resulta disso, pois Mao já trabalhou muito bem a questão.”

“Hoxha fez ataques matreiros ao presidente Mao e seu desenvolvimento do marxismo. É um revisionista”.

“Cuba tem um grande papel na América Latina, pois foi uma esperança. Há que se lembrar o que aconteceu no ano de 70, quando Fidel disse que a luta armada fracassou, que era preciso abandonar o que faziam. Douglas Bravo fez oposição a ele, dizendo que o que havia fracassado não era a estratégia, mas a tática castrista. No entanto, logo após Bravo também aderiu.”

“Na Nicarágua, é preciso fazer uma revolução democrática completa e isso demanda uma guerra popular (...). Se não fizer isso, vai continuar sendo peça de xadrez [do social-imperialismo] e isso é lamentável”.

“Cuba estabeleceu critérios que temos falado que são guia de sua luta. Não estão bem diferenciadas as classes e aquilo que cabe, em síntese, é um conjunto de salvadores para redimir os oprimidos, critérios que, como os quatro que vamos enumerar a seguir, também vemos em documentos que circulam no Peru: 1) é o problema de não partir da luta de classes; 2) revolução socialista ou caricatura de revolução, querer uma só revolução nas nações oprimidas; 3) frente única de três classes, sem burguesia nacional; 4) Negação da guerra popular partindo de rechaçar as bases de apoio. São esses os nefastos critérios que tem difundido o cubanismo.”

A solução para a China, se o revisionismo vencesse, segundo Mao, é de novo a guerra popular, é a guerrilha”.

“De Cuba só poderia dizer que, de concreto, joga um papel que tem sido de prestar serviços ao social-imperialismo soviético e não só na América Latina como em Angola e em outros lugares”.

“[Gorbachev] é uma reedição no mais alto nível daquilo que Kruschev predicava.”

“Gorbachev disse que o aforisma de Clausewitz, que diz que a guerra é a política por outros meios, ficou caduco. Mas é o que diz Lênin, o que diz Mao. Gorbachev choca com Lênin, como Kruschev chocou. Mas ao mesmo tempo, de forma sinistra, diz ter tomado muito de Lênin, diz retornar a Lênin. O que ele diz são coisas corrosivas.”

“Gorbachev, como todos os social-imperialistas, planeja combater o chamado terrorismo, utilizando para isso as Nações Unidas.”

“Não é à toa que no congresso do partido comunista da Albânia, Ramiz Alia falou em combater o terrorismo”.


segunda-feira, 20 de abril de 2015

O Pacto de Hitler e Trotsky

5 de diciembre de 2012
Por Luis Urrutia.

Este estudio es un análisis pormenorizado de la alianza táctica, para destruir la Unión Soviética. Los hechos y las pruebas son tan abrumadoras que los medios de comunicación capitalistas que defienden la dictadura de la burguesía, han ocultado sistemáticamente a los trabalhadores.


La memoria de los Procesos de Moscú son un elemento esencial de la superestructura de nuestra época. A través de estos Procesos, por su contenido y por el momento en que se realizaron, se define el móvil de la mayor represión acaecida en el primer país socialista: 
¿Fue el modo de acallar disidencias a un poder dictatorial? ¿O fue la obligada defensa a una amenaza que provenía nada menos que de la Alemania nazi?


¿Fue el modo de acallar disidencias a un poder dictatorial? ¿O fue la obligada defensa a una amenaza que provenía nada menos que de la Alemania nazi? 
El 90% de las penas capitales dictadas en toda la existencia del estado soviético, lo fue en las circunstancias que dieron lugar a esos célebres juicios. Sin conocerlos es imposible entender la historia de la URSS y esta imposibilidad, a su vez, afecta gravemente toda comprensión de la experiencia socialista, la historia en general y, por lo tanto, la sociedad misma.  
Eran los tiempos de la Perestroika, los prolegómenos del retorno al capitalismo. 

Lo que sigue es un aporte severamente documentado, a los fines de establecer objetivamente lo que fueron los Procesos de Moscú. 
León  Trotsky
Así, un cable desde Berlín para el New York Times del 30/1/37, cita un discurso  del " Coronel General Hermann Goering, como Presidente del Reichstag," atacando las "acusaciones de que Alemania está complotando con León Trotski".
Paul Joseph Goebbels
En el New York Times del 21 de enero de 1937, se puede leer, aún antes de iniciarse las audiencias:
Trotsky ve en el juicio una caza de brujas
Planea comentar diariamente la información sobre las audiencias
Méjico DF 20 de enero de 1937
 
En orden a la brevedad, se seleccionan algunas citas representativas. Otras se acumulan al pie de este trabajo, como apéndice.

Romain Rolland
Henry Barbusse
Jorge Dimitrov

“La responsabilidad por el ascenso de Hitler recae sobre un nombre: Comintern.” (pag 607)
Este estudio es un análisis pormenorizado de la alianza táctica, para destruir la Unión Soviética. Los hechos y las pruebas son tan abrumadoras que los medios de comunicación capitalistas que defienden la dictadura de la burguesía, han ocultado sistemáticamente a los trabajadores.


La memoria de los Procesos de Moscú son un elemento esencial de la superestructura de nuestra época. A través de estos Procesos, por su contenido y por el momento en que se realizaron, se define el móvil de la mayor represión acaecida en el primer país socialista: 

Mientras el socialismo estuvo en ascenso, estos juicios gozaron de respetabilidad como acto de justicia, no sólo entre los comunistas, sino entre la opinión democrática y progresista del mundo. Luego, esa reputación fue progresivamente desbaratada desde la propia URSS con sucesivas rehabilitaciones de los condenados. Se trató del período de la esclerosis burocrática. Finalmente, un fallo de la Corte Suprema de la URSS virtualmente consideró nulas todas las condenas. 

Sin embargo, no fue éste el final de la historia. La publicidad de archivos de los servicios secretos soviéticos, que se anunció como la refutación definitiva de los Procesos de Moscú, en la letra chica de sus contenidos no hizo más que ratificarlos y aún ampliar sus denuncias. Mientras tanto, Stalin se consolidó largamente como la figura histórica preferida de los rusos, en tanto que sus detractores -Trotsky, Jruschov o Gorbachov- han desaparecido de cualquier encuesta de valoración positiva. El trotskismo en Rusia se reduce a algunas decenas de personas, en su mayoría extranjeros. El retrato de Stalin acompaña las pancartas de las movilizaciones comunistas,  así como sus campañas electorales. 


Toda esta reversión del proceso de "desestalinizaciónculmina en una expresión orgánica:
El 21 de julio de 2001, el XXXII Congreso Extraordinario del UPC-PCUS, que reúne al Partido Comunista de la Federación Rusa y el grueso de los partidos y organizaciones del movimiento comunista en Rusia, rechazó el célebre informe Sobre el culto a la personalidad y sus consecuenciasdel XX Congreso del PCUS, así como la decisión del XXII Congreso de remover del mausoleo de Lenin los restos de Stalin.
¡21 de julio de 2001! 
¿Por qué nadie ha informado de esto en la Argentina?

Parte I
La supervivencia del trotskismo dependió y depende del sostén social de una premisa desesperada: que las decenas de confesiones de los Procesos de Moscú (1936, 1937 y 1938), protagonizadas muchas de ellas por primeras figuras del bolchevismo,  fueron falsas y producto de la tortura.
El proceso al trotskismo tenía curso en enero de 1937 y había arrojado al mundo la curiosa y terrible nueva: Trotsky había pactado con Rudolf Hess, el ministro sin cartera de Hitler, el apoyo nazi para un golpe de estado. El nuevo gobierno consentiría la cesión de Ucrania y la URSS, territorialmente mutilada, sería puesta al servicio del expansionismo alemán como fuente de materias primas. Los golpistas se componían de una alianza de derechistas (Bujarin), trotskistas y militares, pero esto se precisó un año más tarde en el Proceso al bloque derechista-trotskista.
Frente a esto, nazis y trotskistas, con calcada virulencia en el lenguaje, se manifestaron simultánea y coincidentemente. No se trataba de impugnar algún testigo o alguna prueba clave. Frente a la avalancha probatoria que mostraban los juicios, sólo cabía la impugnación entera del procedimiento judicial, presentándolo como el armado de una gran farsa.  

“Yo puedo mostrar”, dijo, “con un ejemplo, cuán estúpidas y absurdas son estas mentiras. En los juicios de Moscú, para los cuales los periódicos del mundo entero pueden encontrar solamente la expresión “juicios teatrales,” cuando es aseverado que un Ministro responsable del Reich negoció con Trotski, no solamente nosotros, sino el mundo entero se ríe.”
Otro cable, de Asociated Press, del mismo día, el 30/1/37, publicado por el New York Times, reporta declaraciones todavía más descalificantes, si cabe, provenientes de Trotsky, desde Méjico: “Los acusados no existen como personalidades...Ellos fueron triturados antes del juicio…Ante los ojos del mundo entero ellos se arrojaron bajo el carro de guerra de una terrible divinidad, pero a diferencia de los devotos hindúes, ellos no lo hicieron así voluntariamente, en un exceso de fanatismo, o en éxtasis religioso,  sino a través de una acción a sangre fría para disminuirlos, bajo un garrote que los condujo a un estado de impasse.”
La prensa alemana, bajo el control del Ministro de Propaganda Paul Joseph Goebbels, ya se había expresado antes que Goering, según se resume en un radiograma desde Berlín para el New York Times del 25/1/37:
“Voceros oficiales germanos, tanto como los periódicos, ridiculizan los cargos de la fiscalía soviética, según los cuales trotskistas han supuestamente conspirado con Rudolf Hess, Canciller de Hitler y su primer lugarteniente. Estas acusaciones son calificadas como “descaradas e idióticas” y al desarrollar la refutación, avanzan para establecer que León Trotski y nueve de los acusados en Moscú son judíos.”
Cable especial para el New York Times
León Trotsky, el ex-lider Bolchevique exiliado, calificó hoy el juicio de los diecisiete presuntos trotskistas, previsto para mañana sábado en Moscú, como una nueva trampa de José Stalin, asegurando que los cuatro principales acusados fueron todos traidores políticos que abandonaron la causa del Sr. Trotsky por la de Stalin durante 1928.
El Sr. Trotsky anunció su intención de hacer diariamente su comentario durante todo el juicio.
El que fuera co-líder de la revolución soviética asemejó el juicio a la caza de brujas de la inquisición medieval en el cual las confesiones fueron impuestas a las víctimas por la tortura.
Él afirma que solamente traidores han podido ser presentados en Moscú, en lugar de los genuinos trotskistas, y aquí remarcó: en las prisiones hay cientos de verdaderos trotskistas.
Mencionando a los cuatro principales acusados –Karl Radek, Gregorio Piatakoff, Gregorio Sokolnikoff, ex embajador soviético en Londres, y L. Serebyakoff, ex Comisario Asistente para Comunicaciones- el Sr. Trotsky citó su larga historia como líderes de la revolución soviética y entonces subrayó:
“El buró político (comunista) entero y casi el comité central entero del heroico período de la revolución, excepto por Stalin, es proclamado agente de la restauración del capitalismo. ¿Quién creerá esto?”

Comentarios:
   1) Sobre esta información preliminar, el lector verificará rápidamente, en nuestras reproducciones del New York Times, que mintió el líder nazi Goering  cuando afirmó que “los periódicos del mundo entero pueden encontrar solamente la expresión “juicios teatrales” para los Procesos de Moscú. Este tipo de comentario provenía del fascismo, no de la opinión democrática. En la hemeroteca de la Biblioteca Nacional, en Buenos Aires, puede encontrarse información del diario Crítica sobre estos procesos, en tono objetivo, sin comentarios despectivos acerca de sus conclusiones.
     
    2) La aseveración de Trotsky respecto a que la dignidad de “casi el comité central entero del heroico período de la revolución” había sido aniquilada por la tortura del régimen, lleva a la insalvable paradoja de que la Revolución de Octubre estuvo liderada por dos sectores: uno, el de los asesinos y torturadores y otro, el de los quebrados. ¿Acaso fue aquélla una épica sin héroes? ¿Es posible que a la inteligencia de Trotsky no saltara a la vista este contrasentido? ¿Por qué incurrió en él? La observación atenta de los juicios mostrará palpablemente que todo esto es falso, reconstruyendo, aún en las propias confesiones de los inculpados, los caracteres de personalidades descollantes, acordes con la envergadura de ese suceso revolucionario. Naturalmente, para Trotsky todo esto fue una vivencia directa. ¿Por qué la desmintió?
     3) Sugerimos tomar nota de la fecha, 20 de enero de 1937, y lo dicho por Trotsky ese día, esto es, bien entrada la década del 30, en tono acusatorio y no, por supuesto, en defensa de Stalin: "en las prisiones hay cientos de verdaderos trotskistas". A doce años de la muerte de Lenin, o lo que es lo mismo, de gobierno "stalinista": "cientos" de trotskistas presos. ¿Cómo se pudo llegar a los millones de trotskistas que, como algunos alcanzan a decir sin encender polémica, Stalin habría asesinado para consolidar su poder?


Parte II




Es comprensible que, para el observador poco avisado, cueste admitir que el “izquierdista” Trotsky acuerde secretamente con Rudolf Hess una virtual alianza que involucra horripilancias como realizar espionaje a favor del nazismo.
Y, precisamente, el clima de la refutación que Trotsky ensaya de los Procesos de Moscú se crea en lo fundamental con argumentos de este género:
¿Cómo revolucionarios como Trotsky, Bujarin, Piatakov, Rykov, etc. podrían haber pactado con Hitler?
¿Cómo creer semejante cosa si el que lo afirma es Stalin?
Sin embargo, ateniéndonos a un pensamiento riguroso, encontramos que el recurso de Trotsky contiene una falacia esencial: un pacto es un acto de táctica política, dictado por conveniencias mutuas de coyuntura, que no necesita de afinidades ideológicas entre los pactantes. El pacto Molotov-Ribbentrop no volvió nazi a Stalin, ni comunista a Hitler. Además, los Procesos de Moscú son bastante más que las acusaciones (¿“stalinistas”?) del fiscal: son las convincentes confesiones de destacados dirigentes  de algo tan frecuente en política como es una traición en masa de un determinado sector o tendencia, en circunstancias de cambios históricos trascendentes.
Pero un acuerdo secreto entre un Hitler bien nazi y un Trotsky igualmente trotskista, no sólo diluye su apariencia sorprendente, sino que se vuelve verdaderamente probable, en cuanto se observa que Trotsky, ya no en las sombras de una conspiración, sino en su actitud pública, a la vista del mundo entero, se comportaba como un izquierdista aliado objetivo del nazismo.Trotsky, como político experto, debió ser consciente de ello. Desde este punto de vista, los Procesos de Moscú son también perfectamente creíbles porque denuncian hechos que serían apenas un capítulo de una general actitud traidora de Trotsky que, por no ser secreta, es directamente comprobable.


Claro que, para apreciar esto, es menester distinguir entre la fraseología izquierdista de Trotsky y su significado concreto, práctico, en el contexto que se formula: año 1937, en plena guerra civil española, con la intervención del fascismo alemán e italiano, la agresión japonesa a China y los prolegómenos de la guerra mundial y de la invasión nazi a la Unión Soviética.
Las citas que siguen en apoyo de lo dicho, provienen todas del Tomo V de las obras de Trotsky, publicadas por el propio trotskismo.  En cada cita se señala el número de página con la que puede ser hallada en





Trotsky borra las diferencias entre el fascismo y el antifascismo


La crucial necesidad de frenar al fascismo en el orden mundial obligaba, elementalmente, a inculcar en la opinión pública una apreciación de los valores democráticos y el consecuente señalamiento del fascismo como su negación inmediata. El empeño de Trotsky estaba puesto exactamente en lo contrario.


¿Cómo “aportaba” Trotsky a que la opinión diferenciara entre el fascismo y el antifascismo, distinguiera y valorara a las naciones y a las fuerzas que efectivamente, en el mundo, en mayor o menor medida, con mayor o menor consecuencia, podían constituirse en obstáculo del fascismo?


Frases como éstas lo ilustran:



Sobre el antifascismo:
“El “antifascismo” es una fórmula muy útil para la cháchara de sus excelencias los diputados, profesores, periodistas y charlatanes de salón. La fórmula desnuda del “antifascismo” no tiene ningún significado concreto para los obreros, desocupados, campesinos pobres, farmers arruinados, pequeños comerciantes en bancarrota, vale decir, la abrumadora mayoría de la población.” (p.254)



“…la democracia es la forma más aristocrática de gobierno. Solamente aquellos países del mundo que tienen esclavos son capaces de conservar la democracia, como Gran Bretaña, donde cada ciudadano tiene nueve esclavos; Francia, donde cada ciudadano tiene esclavo y medio, y Estados Unidos. No puedo calcular sus esclavos, pero es casi todo el mundo, comenzando por Latinoamérica. Los países más pobres como Italia renunciaron a su democracia.” (p.502)


Sobre el respeto a la legalidad internacional:
“Evidentemente, Francia, Inglaterra, o Rusia tenían bases “legales” para ayudar al gobierno legal de España, mucho mayores que las de Mussolini o Hitler para ayudar a un general insurrecto. Pero, como dijimos antes, la política de las grandes potencias no se basa en lo más mínimo en principios jurídicos o morales.” (p. 252)


Sobre los movimientos y personalidades pacifistas y progresistas:
“Hasta no hace mucho tiempo, los pacifistas de todo los colores creían, o fingían creer, que se podría impedir una nueva guerra con ayuda de la Liga de las Naciones, congresos aparatosos, referéndums y otros despliegues teatrales, la mayoría de los cuales fueron financiados con dinero de la URSS. ¿Qué ha sido de esas ilusiones?” (p.236)



“Es preciso abrir los ojos de la opinión pública al hecho de que la propaganda melosa y falsa de mucho filósofos, moralistas, estetas, artistas, pacifistas, y “dirigentes” laborales,  en defensa del Kremlin, bajo el pretexto de “defensa de la Unión Soviética”, es pagada generosamente con el oro de Moscú. Debemos cubrir estos caballeros con la infamia que han ganado tan copiosamente. (p.334)



"Escritores con la reputación de Romain Rolland, el difunto Barbusse, Malraux, Heinrich Mann o Feucht-wanger, son en realidad pensionistas de la GPU, la cual paga generosamente los servicios “morales” de estos amigos, a través de la Editorial del Estado.” (p. 333)
Sobre los países en oposición al bloque fascista de Alemania, Italia y Japón:
“Para justificar su política militarista y chovinista, las internacionales Segunda y Tercera difunden la idea de que la nueva guerra tendrá por misión defender la libertad y la cultura - representadas por los países “pacíficos”, encabezados por las grandes democracias del Nuevo y del Viejo Mundo- frente a los agresores fascistas: Alemania, Italia, Austria, Hungría, Polonia y Japón. Esta clasificación resulta dudosa, inclusive desde un punto de vista puramente formal. El estado yugoslavo no es menos “fascista” que el húngaro, Rumania no se encuentra más cerca de la democracia que Polonia. La dictadura militar impera no sólo en Japón, sino también en China. El sistema político de Stalin se aproxima cada vez más al de Hitler. En Francia, el fascismo está barriendo a la democracia cuando la guerra todavía no se ha declarado. Los gobiernos del “Frente Popular” hacen todo lo posible por facilitar la transición. Como vemos, ¡en el sistema mundial imperante no resulta fácil separar a los lobos de los corderos!”(p.237)



Sobre los frentes populares antifascistas:
“…la política del llamado Frente Popular fluye totalmente de la negación de las leyes de la lucha de clases.” (p.416)



“En suma, el Frente Popular es un frente político de la burguesía y el proletariado. Cuando dos fuerzas tienden en direcciones opuestas, la diagonal del paralelogramo se aproxima a cero. Esta es exactamente la fórmula gráfica de un gobierno del Frente Popular.” (p. 389)


¿Cómo “contribuía” Trotsky a que la opinión pública viera a la República Española con ojos distintos al franquismo, a discernir allí entre democracia y fascismo?


Con expresiones de este tipo:


“Pero aun suponiendo que Negrín lograra la victoria sobre Franco, el resultado de una victoria puramente militar sería la instauración de una nueva dictadura militar que no sería muy distinta de la dictadura de Franco…”


“…Si la guerra civil en su forma actual se prolonga por un periodo largo ante la creciente indiferencia de las masas nacionales, la culminación podría ser la desmoralización de los dos bandos y un acuerdo entre generales con el fin de instaurar una dictadura militar conjunta.” (p.252)



¿Cómo “ayudaba” Trotsky a que la opinión pública viera a la Unión Soviética con ojos distintos a la Alemania Nazi?


Con frases como éstas:



“Es difícil encontrar en la historia un caso de reacción no teñido de antisemitismo. Esta peculiar ley histórica se corrobora hoy día completamente en la Unión Soviética.” (p. 402)



“La historia no conoce crímenes más horribles, tanto por su intención como por su ejecución, que los procesos de Moscú de Zinoviev-Kamenev y Piatakov-Radek.” (p.108)



“¿Cuándo y en qué lugar la personalidad del hombre se ha degradado tanto como en la URSS?” (p. 200)





“La época en que el imperialismo mundial sometió a la Unión Soviética a un asedio pertenece al pasado. El bloqueo actual es organizado por la misma burocracia soviética. De la revolución, tal como la entiende, solamente ha conservado el culto a la violencia policíaca. Cree que con la ayuda de perros policías se puede cambiar el curso de la historia. Lucha por su existencia con una furia conservadora que no ha sido demostrada por ninguna clase dirigente en toda la historia. Por este camino llegó en corto tiempo a cometer crímenes como no los ha cometido el fascismo.” (p.498)


¿Cuál es la respuesta que Trotsky propone ante el avance fascista?


¡El derrotismo!


Por eso propone ¡negarle financiación al Ejército Republicano Español!




“En el Socialist Appeal del 1° de noviembre de 1936, en la primera página, en el editorial, encuentro la frase siguiente: “Los obreros revolucionarios deben proseguir su agitación para conseguir armas para los obreros y campesinos españoles, no para el gobierno democrático burgués español.”


“Esto fue escrito en la época de Largo Caballero, antes de la sangrienta represión de los obreros revolucionarios. Siendo así, ¿cómo pudimos votar (los trotskistas españoles) a favor del presupuesto militar para el gobierno de Negrin? (p.285)



“…Llevar la lucha de clases a su forma más alta -la guerra civil- es la tarea del derrotismo. Pero esta tarea sólo puede ser resuelta por medio de la movilización revolucionaria de las masas, es decir, ampliando, profundizando y agudizando aquellos métodos revolucionarios que constituyen el contenido de la lucha de clases en "tiempos de paz"…


“…El derrotismo revolucionario sólo significa que en la lucha de clases el partido proletario no se detiene ante ninguna consideración "patriótica", porque la derrota de su propio gobierno imperialista, provocada o acelerada por el movimiento de masas revolucionario, es un mal incomparablemente menor que la victoria lograda al precio de la unidad nacional, es decir, por la postración política del proletariado. Allí radica el significado completo del derrotismo y este significado es totalmente suficiente.” (p. 535)


“Imaginémonos que en Checoslovaquia tenemos una política revolucionaria y que ésta conduce a la conquista del poder. Sería cientos de veces más peligroso para Hitler que el apoyo patriótico de Checoslovaquia. Es por esto que resulta absolutamente obligatorio que nuestros camaradas sigan una política derrotista.” (p.548)




Todas estas manifestaciones públicas de Trotsky, en que fascismo y antifascismo, Hitler y Stalin, se vuelven  variaciones de opresión indiferentes para los pueblos, revelan que no existía ninguna incompatibilidad principista en su pensamiento que pudiera impedirle, ideológicamente, concertar una alianza con Hitler con el fin de derribar a Stalin.
Pero ¿hacer espionaje para los nazis? ¿podría rebajarse a tanto?


A la luz de su pública promoción de la delación, Trotsky se muestra perfectamente capaz de eso:


“Es preciso establecer definitivamente y publicar los nombres de todos los stalinistas extranjeros que tuvieron o tienen cualquier cargo militar, policial o administrativo en España. Todos estos individuos son agentes de la GPU, implicados en los crímenes cometidos en ese país.” (p.334)



“Tenemos que publicar literatura apropiada y recoger fondos para su publicación. En cada país debería ser publicado un libro revelando completamente la sección respectiva de la Comintern.” (p.334)



APENDICE


Sobre los países en oposición al bloque fascista de Alemania, Italia y Japón:


“La política internacional de Stalin, basada en la opresión al pueblo de la URSS, coincide o busca coincidir en todo con las políticas de las democracias imperialistas. Stalin mira hacia un acercamiento con los actuales gobiernos de Francia, Gran Bretaña y los Estados Unidos. Con este fin, ha transformado las secciones correspondientes de la Comintern en partidos social imperialistas.” (p.593)

Por consideraciones de carácter político interno o diplomático, León Blum, León Jouhaux, Vandervelde, y sus compañeros de otros países, han organizado en el sentido exacto de la palabra, una conspiración de silencio alrededor de los crímenes de la burocracia stalinista en la Unión Soviética y en el resto del mundo. Negrín y Prieto, son cómplices directos de la GPU. ¡Hacen todo esto bajo el pretexto de defender la “democracia”! (p. 333)

“Podemos partir de la afirmación de que, en todo caso, el futuro conflicto militar no se producirá entre las naciones “democráticas” y las fascistas. En la actualidad podría parecer que no es así: de un lado tenemos a Italia, Alemania, Japón y Polonia. (Es absolutamente erróneo decir que Japón es fascista, pero, por el momento, podemos aceptar esta caracterización vulgar que hace Moscú.) En el otro bando están Inglaterra, Francia, la Unión Soviética. No sé si este último es un país “democrático”, pero podemos aceptar esta caracterización en aras de la simplificación. Estados Unidos colabora con esta combinación.” (p.292)

“Creo que la derrota de España que ahora se aproxima -la deserción del gobierno ocurrirá en las próximas semanas-, producirá la más grande impresión, que se dirigirá directamente contra los stalinistas. Después de la derrota, las partes comprometidas se acusarán unas a otras. El odio de los socialistas en España es terrible. Luego regresarán los voluntarios y tendremos cientos de Beattys porque la guerra civil es una gran escuela. Además el Frente Popular en Francia es un fracaso total. Hoy los informes muestran que el mercado de la bolsa norteamericana está de nuevo nervioso, ha caído. Estas son las últimas convulsiones de la política del New Deal con todas sus ilusiones. Estos tres factores -la derrota en España, la derrota del Frente Popular en Francia y, con vuestro permiso, la bancarrota del New Deal- significan un golpe mortal para los demócratas. Naturalmente que también depende de nuestra actividad.” (p.518)



¿Cómo “contribuía” Trotsky a que la opinión pública viera a la República Española con ojos distintos al franquismo, a discernir allí entre democracia y fascismo?
“La GPU es el verdadero gobierno de la llamada España Republicana. Tanto el ejército como la policía del gobierno de Valencia están en sus manos.”

Ante tal declaración, preguntan a Trotsky si la GPU ejerce su influencia por intermedio de alguna agencia española que colabora con Moscú.

“No - exclama Trotsky enfáticamente - es la verdadera GPU, la rusa, actuando bajo las órdenes directas de Stalin. (p 318)

“En España, donde el llamado gobierno republicano, sirve como escudo legal a las bandas criminales de Stalin, la GPU encontró el campo más favorable para realizar las instrucciones del plenum de abril.” (p. 331)

“La democracia ideada por la burguesía no es, como pensaron Bernstein y Kautsky, un saco vacío que se puede llenar indiferentemente con cualquier clase de contenido. La democracia burguesa puede servir solamente a la burguesía. Un gobierno del “Frente Popular”, ya sea encabezado por Blum o Chautemps, Caballero o Negrín,
es solamente “un comité para el manejo de los negocios comunes de toda la burguesía”. Siempre que este “comité” maneja mal los negocios, la burguesía lo expulsa de una patada.” (p.324)

“…sostuve que no había esperanzas de una verdadera victoria militar de los llamados republicanos, porque tienen el mismo programa que Franco. Un campesino español ve las grandes propiedades terratenientes y se pregunta: ¿Por qué debo luchar por la democracia? Vio la democracia en el pasado, pero en la Guerra Civil no existe democracia. Existe una fuerte censura militar y los obreros o los campesinos no ven ninguna diferencia. Para ambos bandos es un régimen militar. Por eso los campesinos y los obreros se han vuelto indiferentes a la Guerra Civil. Yo no voy a ser indiferente; estoy por la victoria del ejército republicano, pero mi opinión no tiene importancia. La victoria estará determinada por los sentimientos de millones de trabajadores pobres y oprimidos de que ésta es la revolución, y yo afirmo que los republicanos hicieron todo lo posible por garantizar su propia derrota.”
(AunqueTrotsky pareciera, por momentos, hablar de la República como si ya no existiera, esto está dicho el 27 de julio de 1937, p. 228)

¿Cómo “ayudaba” Trotsky a que la opinión pública viera a la Unión Soviética con ojos distintos a la Alemania Nazi?

De una entrevista concedida al Jewish Daily Forward, el 18 de enero de 1937: …el proceso de Moscú es el fraude judicial más grande de toda la historia política mundial. Otros juicios que han pasado a la historia, tales como el de Beilis en Rusia zarista, el de Dreyfus en Francia y el del incendio del Reichstag en Alemania son un juego de niños al lado del proceso de los dieciséis…”
“…En 1927, Stalin ya escribía en los documentos oficiales -en tono sumamente discreto, pero con intenciones claras- que la mayoría de los militantes de la Oposición eran judíos. Decía: no lucharnos contra Trotsky, Zinoviev, Kamenev y los demás porque son judíos sino porque militan en la Oposición. La intención es, evidentemente, señalar que los dirigentes de la Oposición son judíos…
“Stalin es el organizador de los crímenes políticos más grandes de la historia universal.”  (p.83)
“Los experimentos electorales totalitarios atestiguan solamente que, una vez que todos los partidos han sido aplastados, incluyendo el propio, que los sindicatos han sido estrangulados, que la prensa, la radio y el cine han sido subordinados a la Gestapo o a la GPU, si pan y trabajo se dan solamente a los dóciles o los silenciosos, mientras un revólver se coloca en la sien de todo sufragante, entonces es posible alcanzar elecciones“unánimes”. (p.403)

"Hitler combate la alianza franco-soviética, no por hostilidad principista hacia el comunismo (¡ninguna persona seria cree ya en el papel revolucionario de Stalin!) 235

¿Cuál es la respuesta que Trotsky propone ante el avance fascista?
¡El derrotismo!

“Si usted no quiere apoyar a los gobiernos aliados de la Unión Soviética, usted es prácticamente un derrotista.”… Contesté aclarando que desarrollamos nuestra política no a través de los gobiernos, sino a través de las masas y mientras continuamos en oposición irreconciliable hacia los gobiernos burgueses aliados de la Unión Soviética, como Francia; en la aplicación práctica de nuestra línea general, hacemos todo - todo lo posible - por proteger los intereses de la defensa de la Unión Soviética, o China, etcétera.” (p.397)
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