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sábado, 7 de janeiro de 2012

Blognovela revista cidade sol: crise na cia. Milkshakespeare

Blognovela revista cidade sol: crise na Cia. Milkshakespeare



(Belo Adormecido contrata uma figurinista misteriosa, Maura Hari. Ela e Belo iniciam uma amizade. Salomé, dona da lanchonete do teatro, fica com ciúmes e busca seduzir Belo, causando uma disputa entre as duas. Belo Adormecido, além de ator, é um diretor decadente em sucesso e na idade).

Belo Adormecido: precisávamos de uma figurinista como você.

Maura Hari (embevecida): Obrigado...

Voz em off (interrompendo): O fantasma de Hélio Oiticica...Waly Salomão fumava maconha em New York na casa de mamãe...Mammy morreu e nem fui ao enterro...Quando Hélio e eu nos conhecemos, eu tinha quinze anos, ele quarenta e daí....Estava com outra...corneei Fernanda...Nasceu Daniela com meu nome...Separei....Waltinho...Waltinho não pelo amor de Deus...o Chezinho do Waltinho...

Maura Hari (assustada): Nossa, acho que ouvi vozes.

Belo Adormecido: Esse teatro é assim mesmo...

Maura Hari (encantada): Você é diretor?

Belo Adormecido: Escritor, diretor, sex simbol, ator....

Maura Hari (olhos brilhando): Noossa....Quero gravar sua voz.

Voz em Off (sem querer te interromper, mas interrompendo): Fernanda Torres curou uma dor de corno com Luiz Fernando Guimarães....E Coca....dormindo sobre pizzas...não foi Beckett não...papai...Patrick...Pai-trick. Papai...Hermes, Narcissus. Briguei com papai e escolhi outro pai...

Belo Adormecido (exaltado): Cale a boca, Lúcifer! Voz chata, caipira.


Noutra cena, e estão na lanchonete do teatro e chega Salomé, a dona.


Belo Adormecido (comendo ávido com a boca cheia de coxinhas): Salomé, Salomé, você quer a cabeça de São João Batista?

Maura Hari: Poderíamos fazer uma peça sobre celular, Belo. Eu monto o figurino, você escreve e dirige.

Belo (desatento, olha as coxas de Salomé): Salomé, Salomé....

domingo, 18 de dezembro de 2011

Crise na Eurozona: com o habermas entre as pernas

Blognovela: Crise na Eurozona: com o Habermas entre as pernas



(A crise na Cia Milkshakespeare se agrava com crise na eurozona. O Belo Adormecido volta da Inglaterra onde foi se encontrar com um representante da empresa Hamletdonald´s, que aceitou fazer um empréstimo. Para pagá-lo, Belo resolve transformar o teatro e a companhia em um cabaré com dançarinas que fazem strip. Francinny resiste, demite todos os blognomos, contrata Jô Weronyka de assistente e consegue convencer o Belo Adormecido a fazer uma peça sobre a crise na Eurozona chamada: Com o Habermas entre as pernas. Ensaio da peça. Entra um português de piada e outras nacionalidades com suas roupas nacionais, caricatas e kitsch).


Português: Pá, a crise na eurozona não é minha culpa.


Irlandês: Crise. Não. É. BECKETT.


Italiano: Non capisco niente. Europa tutti berlusconizzatto!


Habermas (apavorado, ofegante, faz atos de fala entrecortados): Solidariedade...É preciso pensar de forma....isso...isso...Merda, Merkel..o euro...o euro...é um ato de falha...digo, um ato de fala...desculpa, desculpa...é um ato...o euro... são atos éticos...discurso...sim, ética...discurso...o euro não...não...desculpe...como é que pode... aham...universalíssimo, intersubjetivo, intercomunicativo...não pode...Cameron irracional, irracionalista... o euro...(puf, puf), o euro...o euro não... não...era tão...tão...um dinheiro...universal...cosmopolita...o governo...o governo é mundial... é mundial....o euro..chamando terra...câmbio..câmbio (revira os olhos, ofega)...alô, alô, boy, xerife...Beckett, Kant, Houston, we got a problem...(curva-se, parece que vai desmaiar)


Irlandês: Euro. Faltar. Faltar melhor. Euro. Faltou BECKETT.


Jô para Francinny: gente do céu. Eles não são bons nem para comédia. Como é que vamos fazer?

Francinny: putz, Jô! Isso não tem graça nenhuma! Mas ou é isso ou o teatro vira um bordel.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Blognovela revista cidade sol: Reconstrução Revolucionária




Local: castelo latino-americano de El Senor

Companhia: Milkshakespeare

Apoio: cadeia de lanchonetes Hamletdonald´s


Personagens


Horácio: ator burguês devoto do mercado e amigo do falecido rei Fernando II

Marcelo: ator fanfarrão de classe média que diverge de Horácio e apóia Eisenhower da Silva.

Asryka Yourself e Eisenhower da Silva, um casal burguês dono do teatro El Senor e da franquia de lanchonetes Hamletdonald´s.

Francinny, uma gentil mulher e diretora da peça Milkshakespeare

Fantasma do rei Luís Hamlet

Fernando e Sorocaba: atores que estão encenando a peça Milkshakespeare

Petrossaubrás, príncipe da Noruega e dono da empresa Atlantis, associado a Eisenhower da Silva e Asryka Yourself.

Dois embaixadores ingleses indignados com o wikileaks

Dois coveiros sem terra

Um capitão do exército

Cozinheira

(Cenário cafona na companhia Milkshakespeare. O teatro está visivelmente decadente e sujo. Horácio está encenando uma passagem de Hamlet. Na platéia quase vazia, visivelmente estão só uns gatos pingados. Francinny, Einsenhower da Silva e Asryka Yourself estão na plateia).


Horácio: Acabo de escutar o galo cantar...(Ouve-se um celular na platéia. Horácio volta-se para a platéia, enfurecido. A peça para. Acendem-se as luzes na platéia). Ele berra: PUTA QUE PARIU!


Marcelo (saindo da coxia indignado): Nunca antes nesse teatro extraordinário...


Francinny, diretora da peça Milkshakespeare (dirige-se ao palco a partir da plateia): CALMA, CALMA, vamos voltar ao trabalho! Apaguem essas luzes! Ei, vocês! Vamos ter mais educação? Desliguem seus celulares. Ao trabalho, Horácio!

Fernando (ator da peça Milkshakespeare, encara a diretora com ar desafiador): Todo dia seu teatro é exatamente igual.

Sorocaba: Sua psicologia tá um tanto quanto errada.

Francinny (irritadíssima): Enquanto atores, vocês são excelentes cantores sertanejos! Agora voltem ao trabalho e...

Cozinheira (entrando no palco esbaforida): Senhora! Senhora! Parte do elenco fugiu!

Francinny: O quê?

Cozinheira: Estamos só nós, coveiros, cozinheiras...Vamos ter que tomar conta do teatro.

Francinny: Ora, ora. Tomar conta, por que?

(Entram os dois coveiros sem terra. Um deles encara Francinny com seriedade): A crise nos atingiu, senhores! A cadeia Hamletdonald´s retirou seu apoio. O teatro faliu! Hamlet, Ofélia, Laerte, todos fugiram para Londres com o dinheiro da bilheteria, por medo de não serem pagos! Nossa única solução é gerir o teatro nós mesmos!

(Todos falam ao mesmo tempo, entrando em polvorosa. Fim da primeira cena da blognovela).

Quadro: Um Réquiem para o Imperialismo, de Magaiver. Fonte: coletivo cultural rosa da povo. http://coletivorosadopovo.blogspot.com/2010/11/tela-um-requiem-para-o-imperialismo-de.html#comments

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Poema de Fabrício Estrada: Graymuras Fiction

Guaymuras fiction

"Durante la llamada, él (Micheletti)

uso la mayor parte del tiempo para hablar del pasado", dijo un funcionario

del Departamento de Estado. "Ella (Clinton) quería hablar del futuro".

Al principio fueron los Everglades y las lanchas rápidas volaban encima de los lagartos.

Luego, vinieron los grandes centros comerciales y los neandertales subimos las escaleras eléctricas hacia el nivel de los cromagnones.

Después, vino la conquista, el insufrible trato con los indios, los mosquitos, el damero de las ciudades, las minas profundas en la carne del esclavo, la construcción de las picotas, el escarnio de la felicidad a toda prueba.

Al final, ascendió el vestuario, la hilada fina, el vuelo de ida y vuelta: los astronautas muertos en Cabo Cañaveral y los muertos encontrados en los cañaverales de la costa norte.

Así se conquistaron los pantanos, señores, así se extendieron los rieles y las gloriosas fumigadas de las bananeras.

Hubo un tiempo pasado

de hermosas plantaciones silvestres.

El dolor era un mito

y los perros no tenían alma,

ni los indios, ni los negros.

Todo era tan bello.


F.E.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O GOVERNO DO DESGOVERNO – A BLUSA COR DE ROSA

Laerte Braga

As últimas atitudes do governo Lula mostram que o presidente se alinhou definitivamente com o modelo político e econômico da chamada nova ordem e não poderia ser de outra forma, já que apostou numa versão capitalista brasileira (definição de Ivan Pinheiro). Aposta errada. Voltou as costas à sua própria história.

Dois fatos sinalizam com clareza nessa percepção. O primeiro deles a decisão de cancelar a viagem de uma comitiva brasileira ao Equador depois da decisão do presidente Rafael Corrêa de expulsar a empreiteira Norberto Odebrecht de seu país. Empreiteiros brasileiros são acionistas do Estado brasileiro, estão acostumados a comprar o que querem (políticos, ministros, servidores públicos) e Lula acreditou que podia recuperar demônios e colocá-los a serviço.

A Norberto Odebrecht fez no Equador o que está acostumada a fazer no Brasil. Obras superfaturadas, de péssima qualidade (ao contrário do que é contratado) e não responder por esse tipo de procedimento quando cobrada. Como o governo do Equador não dá para ser comprado como é praxe, tem que tirar o time de campo. O presidente de lá não se chama José Serra e não está fazendo metrô.

Não há também decisão equivocada do presidente Corrêa ao advertir a PETROBRAS sobre planos de investimentos contratados em acordos e não cumpridos.

Há um erro do governo Lula ao adotar posição de confronto. Significa deixar de lado a política de integração dos países sul americanos e arrotar postura imperialista em relação aos vizinhos mais fracos.

O segundo fato é o decreto presidencial de dois de outubro, número 6 592, que regulamenta a lei 11 831 de dezembro de 2007 e que dispõe sobre Mobilização Nacional e cria o Sistema Nacional de Mobilização, o SINAMOB.

Referido decreto tem pouca diferença de documentos do governo dos EUA sobre interesses norte-americanos. Dizem respeito a interesses brasileiros e considera que esses se estendem para além de nossas fronteiras territoriais, o que justificaria eventuais ações em outros países. Volta-se neste momento contra o governo de Fernando Lugo, no Paraguai e a presença de grileiros brasileiros em terras daquele país, entre outras coisas.

Mas atinge como um todo o conjunto de países da América do Sul e soa como advertência ao governo da Venezuela.

Breve Caxias cruzando Itororó pela dignidade patriótica do Brasil. Versão general Heleno.

Quem quer que saia de casa, hoje, vá a um supermercado e compre o que comprava por dez reais antes da crise nos EUA, que se espraia pelo mundo inteiro por conta do modelo, vai pagar no mínimo dezesseis reais.

A mídia não noticia e nem vai, exceto se a coisa ficar de um jeito mais calamitoso do que está, a quebra de muitas empresas brasileiras em bolsas de valores, a troca de controle acionário, comando em várias delas e a excessiva concentração em torno de poucos grupos do que já era concentrado.

O setor de construção civil no Brasil que opera no mercado de ações está próximo de uma grande crise, há uma bolha como dizem os economistas. É um exemplo. Bolhas explodem num determinado momento.

O que se chama socorro do Banco Central visa corrigir as distorções da política econômica alinhada com as regras de Wall Street. O que Lula fez nesses anos todos foi apenas tentar criar condições de competitividade para o Brasil em determinadas áreas e agora vai pagar o preço do erro. Não rompeu a camisa de força.

A reunião do G20 em Washington tem apenas um item de pauta: ratear a conta dos oito anos de loucuras de George Bush, somados e somadas, anos e loucuras, à falência do capitalismo, um tigre de papel como dizia Mao Tse Tung. O diabo é que os papéis rolam para lá e para cá nesse cassino de elevadas apostas, onde quem de fato banca não ganha nada, o trabalhador.

No Brasil já se fala intramuros em fusão do Banco do Brasil com a Caixa Econômica Federal e alguns magos da economia apostam que BRADESCO e ITAÚ vão encontrar caminhos iguais para evitar que mais à frente sejam arrastados pela onda que vem crescendo e vai, com certeza, estourar na praia da classe trabalhadora.

É a conclamação daquele general norte-americano no filme DOUTOR FANTÁSTICO de Stanley Kubrick quando percebe que mísseis soviéticos irão destruir os EUA e vice versa: “às cavernas, às cavernas”. Mas eles. E as cavernas são dos que cumprem a risca o preceito capitalista de sobrevivência do mais forte.

Um dos países que vai passar quase ileso à crise é exatamente a Venezuela. E por não ter aceito as regras de Washington. Aqui arriaram as calças e encheram o Haiti de tropas brasileiras na opressão e na barbárie contra um povo inteiro.

O ministro da Justiça Tarso Genro, especialista em engolir sapos, disse hoje que o presidente já escolheu a candidata, vai ser a ministra Dilma Roussef. Na lógica simples de dois e dois não existe diferença alguma em relação a José Serra, exceto no estilo pessoal. A visão de mundo é a mesma com pequenas nuances do tipo neoliberalismo populista.

Ou como disse a candidata do PT á Prefeitura de Juiz de Fora, Margarida Salomão, “o PT diante da conjuntura evoluiu para uma posição de centro”. Evoluiu?

E até hoje o governo Lula não explicou direito essa história do pré-sal e do que de fato está em poder do Brasil e o que está em mãos de companhias estrangeiras. Muito menos pensou em reestatizar a PETROBRAS (privatizada com disfarces no governo de FHV – Fernando Henrique Vende), ou retomar o monopólio estatal do petróleo, também extinto no governo tucano.

Lula achou que podia andar de bermudas no meio da selva cheia de leões e agora está tendo que correr e se proteger dos nacos que os leões estão tirando das trôpegas pernas de seu governo.

Nem de longe, por exemplo, percebe que a despeito do tamanho da crise, está cada dia mais com cara de FHC. Com uma diferença FHC sabia o que estava fazendo, crime doloso. Lula achou que podia passar a mão na cabeça e sair dizendo que todo mundo podia assentar. “Senta que o leão é manso”.

Michael Colon estabelece os dez pontos principais da crise, que resume no último deles:

10. La alternativa ? En 1989, un famoso autor estadounidense, Francis Fukuyama, nos anunciaba el Fin de la Historia : el capitalismo había triunfado para siempre, nos decía. No ha hecho falta mucho tiempo para que los vencedores se estrellen. La humanidad necesita verdaderamente otro tipo de sociedad. El sistema actual fabrica miles de millones de pobres, hunde en la angustia a aquellos que tienen (provisionalmente) la suerte de trabajar, multiplica las guerras y arruina los recursos del planeta. Pretender que la humanidad está condenada a vivir bajo la ley de la selva, es tomar a la gente por imbéciles. Cómo debería ser una sociedad más humana, que ofrezca un porvenir digno para todos? Este es el debate que tenemos todos la obligación de lanzar. Sin tabúes”.

E no nono “fala da gente” como disse um dia Pedro Costa Braga, hoje quinze anos:

9. El tercer mundo ? Sólo se nos habla de las consecuencias de la crisis en el Norte. En realidad, todo el tercer mundo sufrirá gravemente a causa de la recesión económica y de la bajada de precios de las materias primas que provocará la crisis.

E no sétimo e no oitavo:

7. Los medios de comunicación? Lejos de explicarnos todo esto, fijan su atención en asuntos secundarios. Nos dicen que habrá que buscar los errores, a los responsables, combatir los excesos y bla, bla, bla. Sin embargo, no se trata de tal o tal error, sino del sistema. Esta crisis era inevitable. Las empresas que se están derrumbando, son las más débiles o las que peor suerte han tenido. Las que sobrevivan, tendrán aún más poder sobre la economía y sobre nuestras vidas.

8. El neoliberalismo ? La crisis no ha sido provocada sino acelerada por la moda neoliberal de los últimos veinte años. Los países ricos han intentado imponer este neoliberalismo en todo el tercer mundo. En América Latina, como acabo de estudiar durante la preparación de mi libro Los 7 pecados de Hugo Chávez, el neoliberalismo ha sumido a millones de personas en la miseria. Pero al hombre que ha lanzado la señal de la resistencia, el hombre que ha demostrado que se podía resistir al Banco Mundial, al FMI y a las multinacionales, el hombre que ha enseñado que había que darle la espalda al neoliberalismo para reducir la pobreza, este hombre, Hugo Chávez, no deja de ser diabolizado a golpe de mentira mediática y de difamación infundada. Por qué?

Quem achar que tem salvação é só esperar pelo BBB-9, o quarto espelhado e acompanhar tudo com direito a diploma de Homer Simpson pelo JORNAL NACIONAL do “general” William Bonner, comandante das tropas midiáticas do me engana que eu gosto.

O trágico/divertido de Bonner é que ele acha que Truman Burkank, que vive em Seaheaven, vive de fato num paraíso terrestre, onde a harmonia é perfeita. Quando abre os olhos percebe que é apenas um show de tevê, nada além disso. Órfão, como todos nós, foi adotado pela televisão. Um dia percebe tudo e vai à luta para libertar-se e poder viver verdadeiramente, sair da imensa pasta onde é menos que uma divisória.

A blusa cor de rosa é muito bonita, mas a algema está na cabeça, atrelada à pasta e pronta para ser encaçapada. Essa nem gilmar mendes dá jeito.