SEDE
Minha sede
extravasa o copo
derrama sobre a pedra
e a resseca
como solo
desértico: minha sede
abarca
mares
abarrota armários
sensibiliza a carne permitida:
minha sede multiplica
a sede faz da hora
o exílio
minha sede resseca minha boca
de palavras.
(Pedro Du Bois, inédito)