Nos últimos dias, uma funcionária de telemarketing da Folha tem ligado aqui em casa para tentar a qualquer custo me enviar uma assinatura do jornal de graça, como amostra. Eu desliguei.
Depois do artigo do Luiz Pondé sobre os índios, eu esconjurei esse jornal. Eu avisei-os no twitter que ia xingar seu telemarketing se eles ligassem de novo, depois desse artigo. Mesmo assim, eu ainda leio o blog do Marcelo Coelho de vez em quando, folheio o jornal em algum lugar onde eu o encontro, mas só.
Tentaram de novo. Eu sempre agradecia e desligava antes dar meu endereço.
Semana passada, eu resolvi que ia explicar à atendente meus motivos: 1) meu pai assinou a Folha e o setor de assinaturas renovava a assinatura automaticamente. Não confio em quem faz isso. 2) O jornal só cobre São Paulo capital, mal cobre o interior e não tenho interesse NENHUM em assiná-lo aqui no interior de Minas. Dito isso, a moça agradeceu e eu disse a ela que não ligasse mais, por favor.
Mas qual. Hoje a moça ligou várias vezes, sempre desligando quando atendo. Agora à noite ela me perguntou se tenho algum tempo e, quando eu ia reclamar de novo, desligou em meu rosto. É o cúmulo do marketing de guerra! Será possível???
Um observatório da imprensa para a cidade de Bom Despacho e os arquivos do blog Penetrália
terça-feira, 26 de março de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Alcateia:mariscando gênios entre a multidão
Esse blog, inspirado em Oswald de Andrade, está sempre mariscando gênios entre a multidão: fico muito satisfeito em noticiar que a editora Patuá está lançando o livro Alcateia, de autoria de Wilson Nanini.
Outros gênios são o Gerson, que propõe uma nova teologia da libertação. Felipe Moreira, escritor e filósofo, autor de Parque. Dentre outros. Também quero indicar o blog militante imaginário, do Cláudio Duarte, autor da revista Sinal de Menos, que mantém o blog O Militante Imaginário (omilitanteimaginario.blogspot.com).
Tenho absoluta convicção de que esse rapaz (Wilson Nanini) será o Carlos Drummond e a Adélia Prado do amanhã. Para mim é absoluta honra ter escrito o posfácio do Alcateia. Ele também deu uma entrevista muito interessante para a TV Net de Botelhos. Pelo que vi, é TV pela internet, tal como a TV Interativa de Bom Despacho, iniciativa muito interessante que estava sendo levada adiante por soldados da PM e que foi abandonada, mas que é fundamental para nosso desenvolvimento.
Atenção, Bom Despacho, precisamos de uma televisão assim aqui, urgente, para nossos artistas, eventos, produtos! Veja a entrevista de Nanini aqui
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Coreia do Norte: alguns equívocos da imprensa
Lúcio Jr.
Há grande interesse midiático em
torno da Coreia do Norte ultimamente, que se manifesta numa campanha de
difamação. As grandes potências (USA e seus aliados) precisam resolver o
problema da superprodução de mercadorias e precisam aumentar a atividade
econômica a qualquer custo, nem que se seja mediante guerras. E a imprensa
segue os poderosos do mundo, preparando a guerra através de notícias
distorcidas.
Como uma dessas foi publicada no Jornal de Negócios, na coluna de meu
amigo Ítalo Coutinho, sugiro a ele que olhe o outro lado quando se tratar desse
assunto, pois é a própria paz mundial que está em jogo. A primeira parte de
sua nota diz:
No final da Segunda Guerra, dizem as más línguas (...), que os
americanos ficaram com os cientistas de Hitler e os russos com os projetos e
protótipos, tudo isso relativo a foguetes e a bombas de alto poder destrutivo.
Isso é bastante inexato. Os americanos passaram a usar redes de
espionagem de Hitler e reaproveitar agentes nazistas contra os comunistas, isso
sim. Ficou provado que a rede de Reinhard Gehlen teve um grande papel na
Hungria em 56. E a URSS não dispunha da bomba atômica quando a guerra acabou. Quando
você escreve:
O Brasil tem projetos de foguetes, já lançou
alguns e até 2025 vai colocar um satélite em órbita.
Como você tem tanta certeza? Já ocorreu um acidente em Alcântara, com
vários cientistas mortos, pouquíssimo investigado pela mídia, justamente ao
tentarmos lançar um satélite. Sim, precisamos de foguetes para lançar um
satélite. A Coreia do Norte, graças ao socialismo, está bem adiante de nós
nesse campo.
Os USA bombardearam Hiroshima justamente para pressionar a União
Soviética. Também quando você diz:
A Coreia do Norte realizou na manhã do dia 12 de fevereiro seu terceiro
teste nuclear, num claro desafio à comunidade internacional e a seu principal
aliado externo, a China. O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) fará
uma reunião de emergência para decidir como reagir ao novo movimento do regime
mais isolado do mundo.
Você não é claro aqui e faz muitas inversões. O teste é, claramente, um
aviso aos Estados Unidos e seus aliados de que, se bombardearem a Coreia do
Norte, também serão bombardeados. Isso é direito básico de autodefesa. A
hostilidade dos USA é em relação ao lançamento do satélite da Coreia, que é um
ato soberano, mas o faz pressionar por mais sanções contra esse país, que não
se isola, mas sim é vítima de provocações e agressões. Leia lá no blog solidariedade com a Coreia popular:
Na história de mais de 60 anos da ONU, se realizaram na Terra mais de 2
mil testes nucleares e mais de 9 mil lançamentos de satélites, mas não houve
qualquer resolução do Conselho de Segurança que proibisse fazê-los.
Assim, eu sugiro que você olhe também o outro lado antes de redigir essas
notas, visitando o blog Solidariedade
com a Coreia Popular (solidariedadecoreiapopular.blogspot.com) antes de redigir
essas observações equivocadas, inexatas e desatentas. Faça bem feito o trabalho
que você está se propondo a fazer!
Outro texto que merece menção (mais breve, porém), é o texto O Amigo
Norte-Coreano, da repórter da Folha Juliana Cunha. Na verdade, é um texto que
relata sua visita à Coreia do Norte, um país que ela considera obviamente
inimigo de seus patrões da Folha e de outros. Possivelmente abriram uma brecha
para Juliana no “regime mais fechado do mundo”, não é mesmo?
E ela não deixou por menos. A imagem que adorna o artigo traz a legenda:
“se for atacar primeiro, atire sem piedade” e mostra um soldado coreano
explodindo a Casa Branca. No primeiro
parágrafo, Juliana transcreve a tradução que o seu guia coreano Che (versão ocidental de seu nome coreano) fez do texto do
cartão postal para ela: “Se nos atacarem, faremos uma aniquilação impiedosa”.
Juliana deve ter habilidades lingüísticas primorosas, pois parece ter aprendido
coreano ao ponto de poder traduzir por sua própria conta a frase no cartão
postal...Ou quem sabe ela não está de má fé, embarcando na inversão da imprensa
ocidental, apresentando a Coreia, que é o agredido, como o agressor? Eu aposto
nessa segunda alternativa.
O texto de Juliana seria para falar da primeira turma de português de
Pyongyang, mas trata muito rapidamente disso, apenas para desqualificar: “não
inclui lingüística nem literatura”. Ela curiosamente se revela quando vai ao
balé de Pyongyang tendo Che como guia e vê uma passagem da peça onde a heroína
nacional, Kim Jong Suk ergue as mãos amarradas com cordas para o alto, até
conseguir romper os grilhões que prendiam os coreanos. Ao ver essa cena,
Juliana, dá uma manota monumental e pergunta: “não seria engraçado se a luz
acabasse justamente nessa cena?” Ao ouvir essa frase em que a bolha da repórter
se mostra desrespeitosa e debochada, simplesmente desejando que os coreanos
fossem escravos dos japoneses até hoje, o guia simplesmente ignorou a piada de
péssimo gosto da jornalista e olhou para outro lado.
No final do artigo, Juliana lamenta que Che e ela não tenham se
aproximado mais e sai afirmando que ele não tem e-mail, desconhece o google,
não sabe o que é rede social, etc. Mas porque ele gostaria de manter contato
com alguém que escreveu que ele “é a versão socialista do Quim Recadeiro,
personagem de Guimarães Rosa” e ainda insultou-o, dizendo que deveria continuar
sendo capacho, escravo? E ainda terminou dizendo bobagens sobre rede social. A
julgar pela sua prosa brega e suas manotas, Juliana, você não serve para
personagem de Guimarães Rosa. No máximo, uma versão jornalística moderna da
Bolha do desenho animado Tu-Tubarão.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Resposta ao "Connard"
Questionei, outro dia, um tal "communard" por desejar que não se falasse sobre Stálin no Portal O Vermelho, do PC do B. Ele me chamou de "stalinista" e depois cortou minha resposta, o "connard" (bobão, em francês).
Stálin está na história e em boa parte na origem do PC do B, que podemos dizer que se formou ideologicamente em 62. Ele, que se diz sociald-democrata, já me etiquetou de stalinista logo de saída. O texto dele está aqui:
https://ocommunard.wordpress.com/2013/01/22/questionamentos-de-alguns-stalinistas/
Eu decidi não perder tempo com tantos argumentos de um social-democrata. Para ele, a revolução de 17 não deveria ter acontecido, assim como, embora ele poupe Trotsky, ele insiste na tal da revolução permanente ( teoria de Trotsky!!!). Ele é contra Lenin, Stalin e "Trotsky caiu com a URSS", mas se diz comunista. E ainda pontifica que não se deveria falar em Stálin. Por que não largar o PC do B e ir para um partido social-democrata, meu chapa???
O que se pode dizer para alguém assim? Por que há tantos social-democratas, ou seja, liberais reformistas, em partidos comunistas no Brasil? E o pior, para ele, "estatismo" é algo ruim, que o Marx que ele cria só para si (Marx é ele) rejeitava. Mas um social-democrata de verdade é a favor do estado empresário, do estado de bem-estar social.
Ou seja: o bobo "connard"), é um neoliberal fraudador, expert em sofistarias, se escondendo atrás do nome de Marx.
Vejam a que ponto chegamos: as pessoas estão num partido comunista, mas são na verdade neoliberais governistas. E ainda se permitem cobrar dos outros o que pode e o que não pode.
sábado, 5 de janeiro de 2013
Jovens libertarianos incitam: "demitam o professor Furr!"
A polêmica com relação ao professor Grover Furr, de Montclair, New Jersey, continua tendo desdobramentos. Foi feito até um abaixo-assinado pedindo seu desligamento da universidade (ela é uma pequena universidade estadual norte-americana).
Até mesmo um blog, stopgroverfurr foi criado para a campanha e tem traduções em várias línguas, inclusive português, enquanto nenhum trabalho desse historiador está disponível em português até hoje!
Os jovens do movimento Tea Party local atacaram o professor em um blog:
http://njteapartiesunited.blogspot.com.br/2012/11/montclair-state-university-montclair-nj.html
Nessa postagem, assim como a direita brasileira, eles culpam a nós, professores, assim como uma suposta doutrinação ideológica nas escolas pelos seus fracassos. Mark Kalinowski, que assina esse artigo em nome dos jovens libertarianos, é um imbecil que vocifera que é dos professores a culpa pela eleição de Obama e ainda reitera: "Obama é o presidente mais anti-americano da história americana."
Não sei que doutrinação seria essa, uma vez que implica em alunos prestando extrema atenção e respeitando ao máximo o professor, o que qualquer um pode saber que não existe. Os alunos não param quietos, atendem ao celular, mastigam batatas chips, etc. O único diferencial é que na escola se pode debaber, sem preconceitos, muitos temas proibidos ou indesejáveis.
O jornal A Verdade fez uma matéria a respeito:
http://averdade.org.br/2012/12/historiador-grover-furr-difamado-pela-extrema-direita-nos-eua/
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Um trabalho pioneiro sobre Orwell
Um trabalho de relevância, penso eu, mundial:
http://www.republicasocialista.blogspot.com.br/2012/12/ficcao-e-historia-em-revolucao-dos.html
http://www.republicasocialista.blogspot.com.br/2012/12/ficcao-e-historia-em-revolucao-dos.html
sábado, 15 de dezembro de 2012
Libertarianos tentam difamar professor Grover Furr
O professor Grover Furr, de Montclair State University, está sendo objeto de difamação em um vídeo que tem circulado, principalmente, entre os seguidores de Von Mises, os chamados "libertarianos".
No vídeo, um debatem (ocorrido em fins do mês passado, novembro 2012) da juventude promovido pela juventude de ultra-direita norte-americana, envolvendo um "liberal" (Grover Furr), um conservador e um "libertariano", mostra o professor Furr, do departamento de Inglês, polemizando em público com um estudante. Furr foi o liberal convidado pelos organizadores do debate.
"Os Estados Unidos têm o mais baixo nível de vida de todos os países industrializados e todos eles têm um sistema de saúde gratuito, e vocês deveriam ter direito a isso também", diz o professor no vídeo.
Grover Furr é professor há 43 anos em Montclair. Leciona História do Jornalismo, Literatura e História Mundial e Língua Inglesa.
O vídeo (disponibilizado no youtube e com linque aqui) envolve não suas aulas, mas suas pesquisas sobre Stálin. O aluno pergunta sobre as bilhões de mortes provocadas por Stálin. Primeiro Furr diz que esse não é o assunto do debate, que aquilo não deveria ser debatido ali. Mas o estudante insiste e fala no Relatório Kruschev. Alguém lembra ao estudante que o professor escreveu um livro chamado "Kruschev Mentiu". Logo, Furr perde a paciência: "Você fala merda." O aluno grita: "Então essa é uma grande mentira bem sucedida?" O professor também grita: "Isso é que é a mentira bem sucedida. Tentei encontrar pelo menos um crime que Stálin tenha sucedido, pelo menos um". Depois disso, os organizadores retomam a palavra, reafirmam o consenso de que Stálin provocou milhões de mortes e ainda citam a frase que seria de Stálin: "uma morte é uma tragédia, milhões são uma estatística". Furr ainda foi ao microfone questionar onde é que essa frase foi citada por ele, pois é de autoria duvidosa.
Essa resposta fez com que os libertarianos postassem o vídeo, que já tem mais de 40 0000 visitas, sob a legena de "professor louco diz que ninguém foi morto por Stálin", que não corresponde à verdade do que foi dito no debate. Furr trabalha com evidências e fontes primárias e não achou evidências de que tenham ocorrido os tais crimes.
Professor Furr no dia da polêmica
No entanto, com seu espírito advindo da ditadura militar e do macartismo, querem nos perseguir e culpar por seus erros e fracassos.
O vídeo tem sido comentado em jornais conservadores com a mesma visão que é epidêmica nesses meios --e no Brasil: a universidade seria um ambiente liberal onde, às custas dos contribuintes, os jovens são doutrinados com ideologias de esquerda. "Eles nunca viram uma aula minha, nem conversaram com meus alunos", disse o professor Furr em resposta.
No entanto, o coordenador do deparmento de Inglês, Dr. Emily Sachs, comentou que não recebeu nenhuma queixa a respeito das aulas de Inglês nesse semestre.
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