Um observatório da imprensa para a cidade de Bom Despacho e os arquivos do blog Penetrália
Mostrando postagens com marcador Fábio Wanderley Reis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fábio Wanderley Reis. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Uma citação do Fábio Wanderley no Blog do Alon Feuerwerker
2. Lulismo. Não vejo a razão de não poder falar de lulismo para indicar o voto baseado na identificação com a liderança pessoal de Lula, independentemente do PT: para que a mitificação que identificaria "lulismo" com uma espécie de religião? É claro que os ganhos trazidos pela política social do governo são um componente disso, como eu mesmo tenho ressaltado (por exemplo, em artigo de setembro na mesma Folha de S.Paulo). Mas não vejo como negar que no caso de Lula há também o simbolismo popular difuso associado com a figura dele, que permite associar o voto nele com certo padrão de percepção política do eleitorado popular que simplesmente contrapõe o popular e o elitista, os pobres e os ricos, como as pesquisas acadêmicas mostram há tempos. Por outro lado, onde é que meu artigo "lamenta" o lulismo? Ao contrário, tenho insistido em que a experiência Lula-PT teria de positivo precisamente a combinação do potencial de penetração eleitoral de Lula com o ineditismo do esforço de construção institucional em torno de idéias e princípios, esforço que (lamentavelmente...) agora se vê comprometido com a crise do PT.
Marcadores:
Alon Feuerwerker,
Fábio Wanderley Reis,
lulismo
Fábio Wanderley Reis na Minha Memória
Algumas postagens atrás surgiu o nome de Fábio Wanderley Reis, segundo Reinaldo Azevedo, agora um lulista. Eu estudei na mesma faculdade onde ele leciona, a Fafich-UFMG. Não sei se ele virou lulista. O fato é que antes tendia ao PSDB.
Ele deu uma entrevista há algum tempo para a TV Assembléia. Nela, curiosamente, ele explicava o Lula com o conceito de "populismo", velho conceito que em sociologia foi usado para explicar 1964, que seria o "colapso do populismo".
Na faculdade, diziam que o Bruno Wanderley Reis, filho do Fábio, é que era simpático. Li um texto dele numa revista em homenagem a um professor marxista, Luiz Bicalho. Bruno me pareceu simpático: será que ele é um petucano ou tucapeta? (conforme o lado do espectro de onde se olha)!
O Fábio queixava-se, na TV, de ser cobrado à esquerda pelos alunos e à direita pelos reitores. Os alunos diziam que ele aprendeu a se defender respondendo rispidamente (para dizer um eufemismo).
O professor escrevia ensaios áridos no jornal O Tempo. Mas na TV, embora ele estivesse nervoso, deu-se bem, esclareceu alguns episódios curiosos. Um foi esse que o Reinaldo cita. Quando o Lula foi eleito, em 2002, ele teria participado de uma reunião (não ficou claro na entrevista) onde os artigos dele teriam sido lidos junto com outros e realmente falou-se mais ou menos o seguinte: Lula precisava aplicar as elites -- como aplacou logo em seguida, em 2002 mesmo -- senão existiria risco de golpe.
Só faço duas observações a esse raciocínio e a outros dele: se nossa democracia só vai ficar madura quando um reformista hipotético governar sem cair com um programa consagrado nas urnas, então ela não está madura ainda, pois o governo Lula não é isso, poderíamos defini-lo como o neoliberalismo com cestas básicas para o povão.
E, se Fábio Wanderley acompanhou o movimento das elites de insatisfeitas para satisfeitas com o Lula já em 2002, toda a retórica de ameaça de golpe contra Lula realizada a partir de 2005 é sabidamente falsa. Creio que a imprensa queria fazer uma onda e causar um impeachment -- mas existiram, quando as denúncias chegaram a Duda Mendonça e salpicaram em Lula e Zé Dirceu -- elementos para isso.
Ele deu uma entrevista há algum tempo para a TV Assembléia. Nela, curiosamente, ele explicava o Lula com o conceito de "populismo", velho conceito que em sociologia foi usado para explicar 1964, que seria o "colapso do populismo".
Na faculdade, diziam que o Bruno Wanderley Reis, filho do Fábio, é que era simpático. Li um texto dele numa revista em homenagem a um professor marxista, Luiz Bicalho. Bruno me pareceu simpático: será que ele é um petucano ou tucapeta? (conforme o lado do espectro de onde se olha)!
O Fábio queixava-se, na TV, de ser cobrado à esquerda pelos alunos e à direita pelos reitores. Os alunos diziam que ele aprendeu a se defender respondendo rispidamente (para dizer um eufemismo).
O professor escrevia ensaios áridos no jornal O Tempo. Mas na TV, embora ele estivesse nervoso, deu-se bem, esclareceu alguns episódios curiosos. Um foi esse que o Reinaldo cita. Quando o Lula foi eleito, em 2002, ele teria participado de uma reunião (não ficou claro na entrevista) onde os artigos dele teriam sido lidos junto com outros e realmente falou-se mais ou menos o seguinte: Lula precisava aplicar as elites -- como aplacou logo em seguida, em 2002 mesmo -- senão existiria risco de golpe.
Só faço duas observações a esse raciocínio e a outros dele: se nossa democracia só vai ficar madura quando um reformista hipotético governar sem cair com um programa consagrado nas urnas, então ela não está madura ainda, pois o governo Lula não é isso, poderíamos defini-lo como o neoliberalismo com cestas básicas para o povão.
E, se Fábio Wanderley acompanhou o movimento das elites de insatisfeitas para satisfeitas com o Lula já em 2002, toda a retórica de ameaça de golpe contra Lula realizada a partir de 2005 é sabidamente falsa. Creio que a imprensa queria fazer uma onda e causar um impeachment -- mas existiram, quando as denúncias chegaram a Duda Mendonça e salpicaram em Lula e Zé Dirceu -- elementos para isso.
Marcadores:
ciência política,
Fábio Wanderley Reis,
Lula,
Reinaldo Azevedo
Assinar:
Postagens (Atom)