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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Nota: sou a favor da Festa

Nota: se o Sérgio Rodrigues, Todoprosa, é contra a versão do Sean Hemingway de Paris é uma Festa, eu sou a favor.

Se os conservadores acham que Hemingway seria contra essa versão "desconstrucionista" de suas memórias, eu digo que o livro nem sequer foi construído.

Li um trecho no New York Times e achei que Seán fez bem em incluir passagens que mostram o remorso de Hemingway em relação a namorara duas mulheres ao mesmo tempo, relação essa que dissolveu o casamento com sua primeira mulher. Anteriormente, Pauline tinha ficado como uma predadora e a primeira mulher como vítima. Nos trechos incluídos agora e não agregados por Mary anteriormente, Hemingway reconhece sua parcela de responsabilidade ao envolver-se com Pauline, grande amiga de sua mulher, causando à esposa enorme sofrimento.

Embora existam excessos, foi uma boa isso que Barthes e Foucault colocaram, o abrandamento da autoridade do autor sobre sua obra. Eles colocaram isso na marra: "O AUTOR MORREU!"

terça-feira, 28 de julho de 2009

Paris é uma festa, é uma festa, é uma festa...

As memórias de Hemingway a respeito de sua geração estão de volta em versão reloaded.

Não sem controvérsias. Nick Barbanes, editorialista, escreveu um artigo resenhando essa reedição e dizendo que Seán modificou o texto e fez as memórias mais favoráveis a Pauline, sua avó. O artigo termina até criticando o acento no nome "Seán", que segundo o furibundo articulista, também deveria ser objeto de revisão.

"The son also revises", dizem os gozadores.

O texto das memórias no volume publicado originalmente foi estabelecido algum tempo depois da morte do escritor, com auxílio de Mary Hemingway e do biógrafo Hoetchner, enquanto, em contrapartida, Paris é uma Festa reloaded conta com um adendo com partes suprimidas anteriormente, "Paris Sketches".

Barbanes afirma que tal modificação não tem cabimento e o abre margem para, por exemplo, a família de Scott Fitzgerald retirar as passagens que se referem ao tamanho do pênis de Scott (ele cismou que era pequeno e consultou Hemingway a respeito...) ou os herdeiros de Ford Maddox Ford reclamarem da menção ao fato de que ele exalava mau cheiro.