Oi, Gerson.
Eu acredito que é difícil o PSOL entrar de cabeça nessa ideia, uma vez que
quer a revoluçaõ democrática e não a socialista. Seus partidários,
democratas burgueses de fraseologia mais ou menos socialista, estão imbuídos
de trotsquismo nefasto, que produz um internacionalismo abstrato que impede
que se possa, por exemplo, usar a carta testamento de Getúlio Vargas na TV
para ilustrar as forças com as quais lutamos, o imperialismo.
Eu acho que vc tem que insistir no leninismo cristão messiânico mesmo:
democracia operária no socialismo celestial: ditadura celestial do
proletariado, centralismo democrático cristão, partido único do povo de
Deus.
Quando houver a revoluçaõ, será preciso um terror contra os reacionários que
será como o terror que destruiu Sodoma e Gomorra, que deveria ter existido
para arrebentar os contras na Nicarágua, para depois estabelecer a
legalidade socialista como em Cuba. Violência revolucionária como a das
Farc, como a de padre Camilo Torres na Colômbia.
Abs do Lúcio Jr!
Um observatório da imprensa para a cidade de Bom Despacho e os arquivos do blog Penetrália
sábado, 30 de junho de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
Carta ao professor Marcos Nobre
Professor Marcos Nobre: somente hoje vi seu debate com Pondé, mediado por Otavio Frias Filho. Não conhecia você, nem sabia que você era da jovem e mui competente paulista da "niu genereixôn" do Cebrap, que nosso amigo Glauber Rocha há muito intitulou "gancho do Pentágono" e que as teorias da conspiração ficam supondo loucamente que recebeu dinheiro da CIA via Fundação Ford na Guerra Fria.
Pondo de parte todas essas "loucuras", discordei totalmente de suas posições no debate e achei: 1) se você diz que a revolução russa atrapalhou a esquerda da época, das duas uma: ou você é um iludido, um bobo ou finge de bobo, ou seja, age conscientemente de má fé. Sinceramente? Aposto na segunda opção. Porque a revolução russa, além de ser marco importante no debate político ainda hoje, senão o divisor de águas, pois apontou qual é a vanguarda histórica do nosso tempo, simplesmente acabou com a matança da I Guerra Mundial, ou seja, salvou milhões de vidas, inspirou povos a derrubarem monarquias, colônias a se libertarem. Não é aceitável que um professor universitário ignore isso, sob justificativa alguma.
Outro ponto é que você perdeu uma grande oportunidade de apontar a Pondé o quanto ele pensa com conceitos rígidos, senão mumificados, tendo pontos em comum com a escolástica, o social-darwinismo ou até mesmo o pensamento enlouquecido do terrorista Breivik. Faltou você dizer a ele que ele caricatura grotescamente a esquerda, faltou você citar pensadores de esquerda, faltou você dizer a ele que a esquerda é minoritária mesmo nas escolas e que é ainda mais minoritária, senão inexistente, na televião, que é o meio que mais conta. Pedisse a ele para citar professores universitários que são militantes de partidos de esquerda. Faltou você dizer a Pondé que ele tem com interlocutor supostamente de esquerda o governo Dilma e não o governo Obama, e que quando ele fala mal de mulheres todos sabemos quem ele quer atingir. Mas faltou tudo a você nesse seu debate, ou nessa sua "débâcle", né?
E não me venha chamar de direita. Dizer que o estado de hoje é poroso e que as teorias do Marx e Lênin desapareceram por causa disso foi simplesmente um raciocínio enganoso. Nós sabemos como esse estado pode ser vigilante e ácido com aquilo que ele julga perigoso. Com a desculpa de que o poder não está no estado, mas em todo lugar, é capilar, como os pós-modernos em geral, você estaria melhor colocado.
Foi como aquela frase do Machado esse seu debate: "Falta eu mesmo e essa falta é tudo".
Espero que você continue lendo esse blog e não se ofenda com essa cartinha cordial de um amigo!
Abs do Lúcio Jr!
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Contra o socialismo e liberdade
Lendo
democracia como valor universal, do Carlos Nelson Coutinho, vejo que
aquele texto é uma tapa de luva no Lênin! Ele não acredita que seja
necessária violência no socialismo nem que seja necessário destruir o
estado burguês. Isso está claro lá no Estado e a Revolução, não é uma
metáfora, como ele fala. Ele usa Gramsci para trair Lênin com elegância.
Depois ele passa a propor a autogestão (Lukács
ou Tito da Iugoslávia?), inventa que durante a ditadura surgiram formas
de democracia direta (cebs seriam isso????), namora com Kruschev,
dizendo que a luta de classe não se agrava no socialismo (o tal
eurocomunismo é um romance com o modelo soviético de Kruschev a
Gorbachev).
Aliás, Gorby andou na Itália...né? Na época diziam que ele
era gramsciano. Coutinho atribui essa ideia de que a luta de classe se
agrava no socialismo a Stálin, enquanto ela está em vários textos de
Lênin. No final, eu concordo que é preciso ampliar essa democracia que
está aí. Só que ele se esquece de dizer que ela é a burguesia buscando o
domínio total da sociedade, a democracia capitalista é a ditadura da
burguesia disfarçada! Ela espiona a esquerda, monitora os movimentos
sociais, obtém o predomínio através da indústria cultural, é uma
fachada. Ele termina embarcando muito nessa fachada. Nas notas ele cita
que FHC vai "muito além do liberalismo". Aham. A fachada de democracia
foi o que realmente se universalizou. O Iraque e o Afeganistão têm
"democracia colonizada europeia e americana" de fachada.
Aliás, Gorby andou na Itália...né? Na época diziam que ele era gramsciano. Coutinho atribui essa ideia de que a luta de classe se agrava no socialismo a Stálin, enquanto ela está em vários textos de Lênin. No final, eu concordo que é preciso ampliar essa democracia que está aí. Só que ele se esquece de dizer que ela é a burguesia buscando o domínio total da sociedade, a democracia capitalista é a ditadura da burguesia disfarçada! Ela espiona a esquerda, monitora os movimentos sociais, obtém o predomínio através da indústria cultural, é uma fachada. Ele termina embarcando muito nessa fachada. Nas notas ele cita que FHC vai "muito além do liberalismo". Aham. A fachada de democracia foi o que realmente se universalizou. O Iraque e o Afeganistão têm "democracia colonizada europeia e americana" de fachada.
sábado, 16 de junho de 2012
Schwarz X Caetano: Ohata na Piauí
O artigo de Milton Ohata na Revista Piauí serve como uma espécie de apêndice da polêmica travada entre Schwarz e Caetano recentemente.
No entanto, ele recoloca e agrava os mesmos problemas, principalmente advindos da teorização de Schwarz.
O fato é que Roberto Schwarz e sua trajetória são um enigma. Roberto, citando faceiro Brecht, Lênin Guevara e Marx, consegue fazer carreira nos USA em plena Guerra Fria.
E no discurso, tanto de Roberto quanto de seu seguidor Milton Ohata, ainda ecoa, em alguns pontos, o discurso dos vencedores da Guerra Fria, como quando diz que as experiências socialistas foram "catástrofes".
O que confirma minha hipótese sobre o artigo de Schwarz sobre os anos 60: depois de fundado o CEBRAP, Roberto se apressa em escrever a história dos anos 60 a partir de um prisma a seu favor, muito embora Glauber, Zé Celso e Caetano ignorassem solenemente as abstrusas teorias desse grupo em meados dos anos 60. A participação de Roberto Schwarz no PCB também me parece ser sempre no sentido de inocular o veneno da explicação marxianista pelega e traíra por todo o lado: entre artistas, entre partidos, estudantes, etc. E o pior é que, no começo, os estudantes não pegavam o recado de que o negócio é a torre de marfim abonada e muitas vezes partiam para a luta armada, acreditando que o grupo marxianista estava é propondo a morte do reformismo, enquanto estava propondo na verdade o relax do novo liberalismo e a manutenção de um Marx domesticado, universitário, "láite", manso.
O grande problema de Roberto é que ele deseja, ávido, criticar em Caetano as pequenas diferenças que existem entre o músico e ele, crítico. Mas Caetano despreza o crítico, a quem aparentemente lê pouco ou com desprezo (tem preguiça?)
Já Roberto Schwarz é crítico e secretamente fã de Caetano. Parece que ser o tropicalismo musical que o eletriza e estimula a escrever de modo quase totalmente favorável a respeito de um grupo que, aliado aos seus rivais Haroldo e Augusto de Campos, ele deveria hostilizar mais duramente. Schwarz cita Caetano em um poema de Corações Veteranos. Em O Pai de Família, o tropicalismo é quem esboça que as ideias estão fora do lugar no Brasil. Para ele, se Gil canta formiplac e céu de anil, denunciando que o Brasil ainda não tinha TV a cores nos anos 60, isso seria indicativo de que as ideias estão fora do lugar no Brasil. Schwarz cita Caetano em Ideias Fora do Lugar (há um artigo nesse blog sobre isso). Ao sair Verdade Tropical, Schwarz afirmou que Caetano aceitava o comercialismo da música brasileira atual e ainda satirizou a canção "how beautiful could a being be", de Caetano, dizendo na Folha que "o cu da bimbi é o verdadeiro beautiful".
Assim, Schwarz é fanzoca de Caetano, que sempre que possível o esnoba e assim leva farpas. Esse é o drama.
Cita-o em Sequências Brasileiras, esboçando mais claramente sua intenção de ver no tropicalismo o marxianismo social-democrata de seu grupo uspiano traduzido em música. E agora, finalmente, quando o PSDB não mais esconde que, acuado, terá que elaborar um discurso cada vez mais a favor da ditadura militar, quando monarquistas, integralistas e conservadores religiosos fanáticos apoiam Serra em termos histéricos totalmente tirados da Guerra Fria, agora Schwarz pode mais tranquilamente criticar Caetano. Se o fizesse em 1997, talvez fosse recebido como um ataque ao amigo FHC.
No Martinha e Lucrécia, Schwarz, inspirado em Gilberto Vasconcellos, percebe que Caetano é sacana, pratica a duplo jogo em todos os aspectos, beneficiou-se do golpe da direita contra seus inimigos e aponta isso com vocabulário chique, acadêmico. Isso o obceca porque o grupo de Schwarz e Fernando Henrique também faz o mesmo jogo, com pequenas diferenças. É o chamado narcisismo das pequenas diferenças.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Entre gargantas e gárgulas, uma análise político-teatral
http://www.questaodecritica.com.br/2012/01/entre-gargantas-e-gargulas-o-teatro-nao-dramaturgico-de-gerald-thomas-pos-manifesto-e-suas-aporias/comment-page-1/#comment-4527
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Blognovela revista cidade sol: Crise no Teatro (cont.)
(Acendem-se as luzes. A platéia discute o destino do teatro El Senor).
Francinny: Como diria Hamlet "O resto é silêncio". E agora, teatro decadente, bilheteria falida, e o elenco que mais serve para fazer uma Micareta, o que me resta agora. Só me falta aparecer o maldito do fantasma do Rei, aí não dá, sério preciso montar uma peça com o que tenho.
Eisenhower da Silva: Ô Dona Maria, que negócio é esse de que o teatro parou e agora vocês da ralé vão gerir? De jeito nenhum! Acabou foi a mamata de vocês! Eu cortei o dinheiro da Hamletdonald´s mesmo. Vocês terão que procurar subsídio no estado, se quiserem. Eu dou 1/12 do que eu dava e você se vira, Francinny. Mas essa ralé para gerir, nunca!
Horácio: É isso aí! É um choque de capitalismo no teatro, um choque de gestão. Vamos nos preocupar com a competência, de agora em diante. Vamos cortar atores e fazer um ajuste teatral.
Capitão do Exército (Sobe e discursa de um parapeito do teatro especialmente estragado): Vocês são jovens drogados! Cozinheira, você está sob efeito de pílulas alucinógenas!
Eisenhower da Silva: Leve-a de volta para a cozinha. Francinny, quero que continue essa peça...como é mesmo o nome?
(O Capitão do Exército entra em cena e conduz a Cozinheira de volta para a cozinha. Fernando, Sorocaba e Marcelo fogem para a coxia).
Marcelo: tenso, hein!
Eisenhower da Silva: Mesmo com a crise, é preciso que as cozinheiras cozinhem, que os mentirosos mintam, que as máscaras mascarem, que os sapatos sapateiem.
Osryka Yourself: É fazer mais com menos! Vocês tão com Einsenhower no banco de reservas e estão reclamando?
Marcelo: Agora vamos fazer as pazes com a falha de São Paulo, Battisti vai embora por meio de decisão do STF.
Horácio: Ah, agora sim, estou gostando, meus direitos autorais serão respeitados. O falecido rei Luís era muito show business.
Marcelo: Nunca na história desse país um rei fez tanto quanto o rei Luís. Dobre a língua para falar dele.
Horácio: Rei morto, rei posto.
Francinny: Então amanhã continuarei a peça de qualquer forma! Voltem todos às nove horas amanhã (sai preocupada para os camarins).
(Ensaio da peça, bastidores do teatro de El Senor. Entra o fantasma do Rei Luís, com a aparência do ator que fez André Luís em Nosso Lar).
Fantasma do rei Luís (recita solene um poema):
O INTELECTUAL É UM URUBU
COM UMA PENA DE PAVÃO
ENFIADA NO CU!!!
Francinny (irritada): Para, para, para tudo. Ai, meu Deus. O seu diálogo não era esse...Você tinha que me contar um segredo, sabe, um segredo.
Fantasma (bufão): Um par de sapatos vale mais do que Shakespeare!!!!!
Francinny (com a cabeça entre as mãos): Ai, vou chorar, não é isso não...
Coveiro sem Terra: ah, não, batinha branca, florzinha, violininho, paisagem...É uma novelinha espírita da Globo!
Fantasma: Putz, você queria ouvir "eu te amo porra" até depois da morte? Pelo menos no além vamos ouvir música erudita, porra.
Horácio: Você vai reunir teatro e poesia, as duas artes que menos dão dinheiro na história da humanidade?
Marcelo: Vamos entrar nesse filão espírita e ganhar dinheiro para reconstruir El Senor. É por uma boa causa!
Francinny (dirigindo-se ao Fantasma): Você acha que o além se parece com esse cenário brega aí? Não, temos que mudar tudo de novo!
Horácio: É que o além está num processo de brasilização. Einsenhower da Silva institucionalizou a burrice e...
Marcelo: Ora, dá um tempo! Você dizia que a gestão de Osryka e Einsenhower ia ser um chavismo plebiscitário!
(Francinny, exausta, debate em separado com o fantasma do rei Luís quando cresce, ao fundo, um rock).
O rock do Ronald
Rock do Ronald
O Rock do Ronald
Do Ronald Mcdonald´s!
Francinny: Como diria Hamlet "O resto é silêncio". E agora, teatro decadente, bilheteria falida, e o elenco que mais serve para fazer uma Micareta, o que me resta agora. Só me falta aparecer o maldito do fantasma do Rei, aí não dá, sério preciso montar uma peça com o que tenho.
Eisenhower da Silva: Ô Dona Maria, que negócio é esse de que o teatro parou e agora vocês da ralé vão gerir? De jeito nenhum! Acabou foi a mamata de vocês! Eu cortei o dinheiro da Hamletdonald´s mesmo. Vocês terão que procurar subsídio no estado, se quiserem. Eu dou 1/12 do que eu dava e você se vira, Francinny. Mas essa ralé para gerir, nunca!
Horácio: É isso aí! É um choque de capitalismo no teatro, um choque de gestão. Vamos nos preocupar com a competência, de agora em diante. Vamos cortar atores e fazer um ajuste teatral.
Capitão do Exército (Sobe e discursa de um parapeito do teatro especialmente estragado): Vocês são jovens drogados! Cozinheira, você está sob efeito de pílulas alucinógenas!
Eisenhower da Silva: Leve-a de volta para a cozinha. Francinny, quero que continue essa peça...como é mesmo o nome?
(O Capitão do Exército entra em cena e conduz a Cozinheira de volta para a cozinha. Fernando, Sorocaba e Marcelo fogem para a coxia).
Marcelo: tenso, hein!
Eisenhower da Silva: Mesmo com a crise, é preciso que as cozinheiras cozinhem, que os mentirosos mintam, que as máscaras mascarem, que os sapatos sapateiem.
Osryka Yourself: É fazer mais com menos! Vocês tão com Einsenhower no banco de reservas e estão reclamando?
Marcelo: Agora vamos fazer as pazes com a falha de São Paulo, Battisti vai embora por meio de decisão do STF.
Horácio: Ah, agora sim, estou gostando, meus direitos autorais serão respeitados. O falecido rei Luís era muito show business.
Marcelo: Nunca na história desse país um rei fez tanto quanto o rei Luís. Dobre a língua para falar dele.
Horácio: Rei morto, rei posto.
Francinny: Então amanhã continuarei a peça de qualquer forma! Voltem todos às nove horas amanhã (sai preocupada para os camarins).
(Ensaio da peça, bastidores do teatro de El Senor. Entra o fantasma do Rei Luís, com a aparência do ator que fez André Luís em Nosso Lar).
Fantasma do rei Luís (recita solene um poema):
O INTELECTUAL É UM URUBU
COM UMA PENA DE PAVÃO
ENFIADA NO CU!!!
Francinny (irritada): Para, para, para tudo. Ai, meu Deus. O seu diálogo não era esse...Você tinha que me contar um segredo, sabe, um segredo.
Fantasma (bufão): Um par de sapatos vale mais do que Shakespeare!!!!!
Francinny (com a cabeça entre as mãos): Ai, vou chorar, não é isso não...
Coveiro sem Terra: ah, não, batinha branca, florzinha, violininho, paisagem...É uma novelinha espírita da Globo!
Fantasma: Putz, você queria ouvir "eu te amo porra" até depois da morte? Pelo menos no além vamos ouvir música erudita, porra.
Horácio: Você vai reunir teatro e poesia, as duas artes que menos dão dinheiro na história da humanidade?
Marcelo: Vamos entrar nesse filão espírita e ganhar dinheiro para reconstruir El Senor. É por uma boa causa!
Francinny (dirigindo-se ao Fantasma): Você acha que o além se parece com esse cenário brega aí? Não, temos que mudar tudo de novo!
Horácio: É que o além está num processo de brasilização. Einsenhower da Silva institucionalizou a burrice e...
Marcelo: Ora, dá um tempo! Você dizia que a gestão de Osryka e Einsenhower ia ser um chavismo plebiscitário!
(Francinny, exausta, debate em separado com o fantasma do rei Luís quando cresce, ao fundo, um rock).
O rock do Ronald
Rock do Ronald
O Rock do Ronald
Do Ronald Mcdonald´s!
Marcadores:
Blognovela,
Hamlet,
peça de teatro,
revolução
domingo, 13 de maio de 2012
Schwarz X Caetano: intelectuais falam besteiras
Eu queria dar por encerrada essa polêmica Schwarz X Caetano, a propósito do lançamento de um livro de Roberto Schwarz, mas a incrível repercussão da polêmica na web me assustou. A briga do tucapeta com o petucano assumiu dimensões épicas no meio daquela que Marcos Augusto Gonçalves bem definiu, não sem um certo sabor autobiográfico, como sendo a nossa "buritsia".
Paulo Henrique Amorim, citado por Caetano como um blog que ele não lê e acha ruim, chamou Caetano de camaleônico.
Os tucanos se aproveitaram da ocasião para uma ofensiva contra Schwarz e PT, pois afinal são dias de revelação da promiscuidade da tucaníssima Veja com o crime organizado, dias de Cachoeira: Nelson Ascher requentou o velho tema da patrulha ideológica, chamando Schwarz de justiceiro e policial; não menos arrogante e afoito, Euler Belém repetiu besteiras como a acusação de jdanovismo e realismo socialismo (cai sempre bem os babacas falarem sobre figuras do período Stálin, embora eles não saibam nada sobre o assunto). Muitos outros professores, jornalistas e historiadores seguiram nessa mesma trilha. Um deles, Jalder, comparou Verdade Tropical com os clássicos livros de interpretação do Brasil como Gilberto Freyre.
E pensar que Glauber Rocha chamou o artigo de Roberto Schwarz sobre o tropicalismo que saiu na Temps Modernes de "burrice sob a forma de leis" na Veja de 77! E lembrar que o livro celebrado como já sendo um clássico por um historiador já foi chamado de "calhamaço mal escrito que dá no saco" pelo professor Gilberto Vasconcellos em 1997!
Seguindo nessa trilha azul e amarela, os emplumados cronistas Francisco Bosco e Hermano Viana e outros tomaram partido de Caetano em O Globo. Hermano pelo menos observou que Schwarz tem muito em comum com Caetano, o mesmo estilo ambíguo, barroco. E notou também a pompa vaidosa e arrogante e o lugar de poder de onde fala Schwarz.
João Cezar de Castro Rocha, também professor, resenhou o livro de Schwarz no Estadão, fazendo as vezes de apresentador chique de todo esse circo. O grande acerto do professor Castro Rocha é comparar Roberto Schwarz com Simão Bacamarte, personagem do médico maluco O Alienista de Machado de Assis, que é alguém que quer, com um simples princípio, resolver todos os problemas do mundo. Isso é verdade, se pensarmos que Schwarz tem uma fixação em provar que as ideias estão fora do lugar no Brasil e acaba colocando tudo nesse mesmo saco. O médico maluco descobre no final que quem está fora do lugar e é maluco é ele. Não espero que Schwarz seja capaz de tamanha lucidez...
Assinar:
Postagens (Atom)